quinta-feira, 6 de julho de 2017

Nós e os espíritos



 

Muitos anos se passaram depois daquele dia de quando eu ainda era “domesticado” igual a outros para assistir televisão. Naquele dia num programa de televisão com auditório repleto, muita propaganda se fez para aguardar o final quando uma personalidade já famosa iria ser entrevistada e depois iria transmitir uma mensagem importante. Tanto se anunciou durante o programa que o Brasil inteiro aguardou, até mesmo com impaciência. Chegando o momento, o aguardado entrou no palco, foi muito aplaudido e logo foi entrevistado. Depois ele sentou-se numa cadeira por detrás de uma mesa ou de um balcão. Colocou uma das mãos na testa para melhor se concentrar como se fosse para receber mensagens insólitas e assim de olhos fechados começou a falar. Falou, falou, tanto falou e não disse nada (risos). Terminando, até foi aplaudido de pé pelo auditório. Eu de casa assisti com muita atenção e aprendi a admirar as evasivas, elas são a melhor opção a ser utilizada para quem não quer ou não sabe o que dizer.

Muito tempo passou até estes tempos, pois, recentemente li parte de um livro psicografado (Ação e Reação) por aquele daquele dia (Chico Xavier) em que o vi na televisão. O livro lhe fora “ditado” por um espírito famoso também (André Luiz). É sobre a Mansão Paz, uma casa de auxílio espiritual para orientação dos desencarnados. O instrutor lá é um espírito de nome Druso. O interessante do livro, conforme descrito, é que lá o tempo, os lugares, as construções com suas repartições e etc. são como são aqui, inclusive, a conversação entre os espíritos. Não tem muita diferença. Como aqui na terra existem muitos doentes encarnados, lá na Mansão Paz os doentes são os desencarnados.

Lembrei-me de um casal que esteve aqui em casa. Sobre uma carta que alguém daqui da minha região psicografou (sem eu pedir) sobre uma mensagem do meu filho (só baboseiras) a mulher me disse que houve outra carta e nesta dizia que meu filho estivera num hospital espiritual para tratar do ferimento a bala que o matou. Surpreso eu perguntei a ela: Puxa-vida, então a bala atingiu o espírito também? Não me lembro do que ela respondeu. Mas, seria bom que políticos não morressem, porque, sendo espíritos eles poderiam “novamente se elegerem e poderiam criar crise nos hospitais espirituais cortando-lhes a verba e os desencarnados ficariam sem meios para tratarem de suas saúdes.

                                                                                     Altino Olimpio