sábado, 22 de abril de 2017

Ateus e não ateus



Antigamente os seres humanos tinham seus deuses, se os temiam ou não, eles praticavam sacrifícios para acalmá-los ou para agradá-los. Trata-se aqui dos tempos de quando suas divindades eram o Deus trovão, o Deus raio, o Deus tempestade, a Deusa da fartura e etc. Hoje sabemos que tais deduções deles não eram confiáveis. Tais deuses eram apenas manifestações das forças comuns da natureza. Muito tempo transcorreu e o homem destes tempos progrediu intelectualmente, filosoficamente, materialmente e tecnologicamente. Atualmente suas deduções sobre divindades são confiáveis? Deveriam ser. Mas, o homem, essa criatura superior que exerce domínio sobre todas as outras criaturas, possuidor de raciocínio “invejável”, não nos tem decepcionado com suas deduções ou conclusões erradas, falsas? Voltando a fatos do passado, Papa, cardeais e bispos da religião católica não haviam deduzido que a terra era o centro do universo e que o sol girava em torno dela? Contrariando-os, Giordano Bruno, um frade dominicano italiano, ele acreditava que era a terra que girava em torno do sol. Isso destronava a idéia de que a terra era o centro do universo. Por isso e por outras discórdias Giordano foi considerado herege para a “inquisição católica” o enviar para a fogueira no ano de 1600.

As deduções dos “religiosos” estavam erradas. Certas estavam as do Giordano Bruno conforme comprovadas posteriormente. Então, naquela época “os senhores da situação” não eram confiáveis, embora acreditassem que com a inquisição agradavam a Deus e protegiam a religião católica. Foram muitas as guerras religiosas que existiram e, como hoje se sabe pela mídia que ao mundo tudo informa, elas ainda existem. Antigamente as igrejas eram tidas como sendo sagradas. Hoje não! Até são explodidas matando fiéis a Deus, sejam adultos ou crianças, enquanto estejam rezando pra Ele. Existem muitas religiões que são confiáveis apenas para quem obtenha lucro com elas. Sejam de qualquer religião, homens não confiáveis por causa de suas deduções deturpadas e improváveis, eles foram e são responsáveis pelo de agora, maior número de ateus existentes e declarados.

Os ateus são mais livres do que os religiosos crentes a Deus. Eles vivem sem se preocupar se existe ou não uma entidade divina oculta vigiando seus passos. Os ateus são mais destemidos, vivem sem qualquer proteção que possa vir do além. Eles não ficam desejando a outros que “fiquem com Deus, Deus te acompanhe, vá com Deus e etc. assim como é o costume dos religiosos. Sendo ateus, eles preferem dizer “vá com cuidado, passe bem, foi um prazer te rever, volte sempre e etc.” Também, eles não acreditam que alguém possa violar as leis universais, como por exemplo, a lei da gravidade. Não acreditam que alguém possa caminhar por sobre as águas e não afundar. Para os ateus muitas histórias religiosas são apenas mitos ou lendas. Mas, para muitos dos religiosos, tais histórias não são mitos e sim fatos verídicos. O “inconsciente coletivo”, conceito criado pelo psiquiatra suíço Carl Gustav Jung sugere como os mitos repercutem entre todos os seres humanos. É como se eles “estivessem contidos no ar ou no espaço de qualquer lugar” de onde, inconscientes, os seres humanos mentalmente os absorvem e assim eles se espalham entre o povo. O conceito de Deus seria a mais forte presença contida nesse inconsciente coletivo e por isso a “noção” de Sua existência se faz surgir na mente de qualquer pessoa como se tivesse originado nela mesma.

Para os não ateus, as desgraças, as catástrofes e todos os sofrimentos que abalam a humanidade, nada disso lhes abalam a fé mesmo que Deus não tenha demonstrado sua existência e poder para impedir os acontecimentos tão tristes e lamentáveis. Mesmo sendo vítima diante de acontecimentos trágicos, aqueles que jamais abandonam a fé ficam a dizer “foi mesmo um milagre de Deus eu não ter morrido também, perdi tudo o que tinha e agora estou nas mãos de Deus” e etc. Parece que os ateus refletem mais sobre a vida, sobre o que pode ser real ou irreal, e, por isso desacreditem das verdades, aquelas acreditadas pelos não ateus persuadidos pela fé.
“Acreditar é mais fácil do que pensar. Daí existirem muito mais crentes do que pensadores” (Bruce Calver). Eu já falei pra Deus que sou ateu e Ele nem se importou com isso (risos).

                                                                                  Altino Olimpio




Enquanto se existe...








O mundo é o chão de todo lugar
O ar, o céu, o sol, o dia e a noite
As estrelas, a lua, os rios e o mar
As matas, árvores, o frio e o calor
As nuvens, a chuva, o arco-íris
Raios e trovões, tempo e clima
Animais, aves, peixes, moscas
Casa, família, pai, mãe, irmãos
Cidades, gente, muita gente

Depois do nada se aparece
Cresce-se e se vê tudo que existe
O mundo grande e o chão dele
O céu, o sol, a lua, o dia e a noite...
É muito pequeno ser como se é
Ínfimo, diminuto ante o imenso
Mas por que e para que vir aqui
Para nascer viver e depois morrer
No depois do nada mais ser

A vida é uma grande incógnita
Vive-se apenas por viver
Sem querer saber seu sentido
Sem saber o que possa acontecer
Se tiver algum propósito ele está oculto
Do nascer ao morrer só está o saber
De ser o finito insignificante no infinito
É a melancolia que mais se acentua
Como rua deserta sob o clarão da lua

Uns morrem para que outros possam viver
Ou uns matam para que possam sobreviver
Acontece na natureza impondo sua indiferença
E assim o mundo se descortina para os olhos
Eles trazem para dentro o mundo de fora  
O céu, o sol, a lua, as nuvens, a chuva...
Tudo continua depois do último dia chegar
É o principal dia indesejável para se aguardar
Ele é do deixar tudo para o nada poder levar

 Altino Olimpio
























A memória amiga ou bandida




A memória nada mais é do que o interagir ou o retroagir para com o que já está morto. E o que está morto é o passado, seja ele bom ou ruim.  A memória sempre o atrai para interferir com a atualidade do presente. Memória é o que já passou, não mais existe e não retorna como realidade. Por isso o que já existiu e já passou e como a morte já desapareceu, sempre em pensamento reaparece, e isso, chama-se memória. Ela, no mais das vezes é impeditiva para que se viva no aqui e no agora da existência. Ela é o nosso dormir acordado quando nos distrai dos momentos conscientes dos nossos presentes. Na prática mais vivemos ausentes de nossos presentes quando a memória se torna dona deles nos enviando para o pretérito de nossa existência, ela tendo sido boa ou ruim para relembrar mesmo quando não queremos.  A memória pode ser uma tortura para quem quer se livrar do passado e não consegue. Ele sempre reaparece quando qualquer estímulo o atrai mesmo em momentos indesejáveis para ele. Lembrando, o que mais a memória registra são as pessoas e os fatos causadores de nossas mágoas, ainda mais quando nós muito nos lamentamos disso.

Ela, a memória, seria o inferno para quem tem contas a pagar pelo mal que tenha causado a outros se a consciência se lastima do fato de ter sido desumano e maldoso com os próximos. Mas, a memória perde sua influência quando a incidência de uma enfermidade causa uma dor constante. A dor quando ininterrupta, ela mais nos recoloca no presente de nossa existência, deslocando assim a memória das lembranças do passado remoto e até do passado ainda recente. Entretanto, a dor nunca é bem-vinda seja ela por qualquer motivo. No entanto, a memória é muito amiga daqueles e daquelas que são saudosistas. Como seus presentes parecem ser insignificantes e desprovidos de atrações, suas quase de sempre voltas ao passado os conduzem para o sentir das saudades. E elas lhes promovem a melancolia ou a alegria por terem tido seus bons momentos na vida. Sendo assim, a memória pode mesmo ser amiga ou bandida se ela trouxer do passado o que não se quer que seja lembrado. Sendo amiga ou bandida ela é bem melhor do que quando se vive desmemoriado. Esse estado de ser não é tão incomum como se imagina. A muitos ele afeta nestes dias de tanta correria para alcançar não se sabe o que. Mas, tudo o que se busque é o se casar com o que se encontra e se realizando “até que a morte nos separe”.

                                                                                      Altino Olimpio  

terça-feira, 18 de abril de 2017

A realidade de cada um



   
Sempre estivemos acreditando que o mundo externo realça mais a realidade do que o nosso mundo interno, que, é subjetivo e não é palpável. Entretanto, a realidade dele (subjetiva) é atuar por dentro, no interior da constituição física do corpo. A finalidade do nosso mundo interno é ter a capacidade de se conscientizar pelo mundo que nos rodeia e interagir com ele. É ele que abriga a consciência...  Sem ela e sem ele o mundo externo não existiria. Diz-se que o que desejamos, visualizamos e mentalmente criamos no nosso interior irá se realizar externamente. Mas, não é bem assim. Se isso fosse uma realidade indubitável, todos os que praticassem a técnica da concentração na visualização de um desejo veriam ele se materializar. Quantos e quantos muito se dedicaram a esse intuito e falharam e por fim acabaram desistindo. As instituições ou os cursos existentes para desenvolver essa prática mental, insistem em convencer que tal prática é eficaz, bastando apenas perseverar nesse intento.

Tudo o que é exterior é levado ao nosso saber, ao nosso decifrar, pelo nosso eu interior, isto é, ao cérebro. Nossos sentidos objetivos, visão, audição, tato, paladar e olfato, nada mais são do que intermediários dele. Quando um desses sentidos está atuando para alguma recepção externa, existe uma área que lhe é correspondente sendo ativada no cérebro. Experiências científicas demonstraram que uma pessoa conectada a aparelhos sensíveis, ao olhar para determinado objeto, certa área do cérebro será ativada. Se a pessoa fechar os olhos e imaginar estar vendo o mesmo objeto, a mesma área do cérebro se ativará como se estivesse vendo o objeto. Interessante! Disso surgiram perguntas para os cientistas: Quem vê o objeto, o cérebro ou os olhos? E a realidade é o que vemos com o nosso cérebro ou é o que vemos com os nossos olhos? Se os nossos cinco sentidos objetivos são apenas intermediários, então... Os olhos vêem o objeto, mas, não são eles que o identificam.

A noção da realidade está ligada à consciência humana e à sua capacidade de percepção. No entanto, ela não é percebida igualmente por todos, ela varia de acordo com o condicionamento, conhecimento de cada um, sua instrução, crença e etc. Os seres humanos não são uníssonos em suas interpretações do que é a realidade. Se fossem não existiriam tantas teorias sobre ela. Considerada como sendo sinônimo de verdade, então, como muitos mentem, eles vivem fora da realidade (risos). Fala-se também da “realidade de cada um”, isso, significando também a discordância ou o desentender entre juízes de uma corte suprema quando julgam uma pessoa ou várias pessoas envolvidas em práticas ilícitas. Não é incomum o fato de alguns deles, pelo que argumentam contra ou a favor dos envolvidos, se demonstrarem como estando “sem querer” violando a realidade. Esta é só uma das realidades que fazem parte da sociedade.

                                                                                        Altino Olimpio





domingo, 16 de abril de 2017

Destruidores de políticos em ascensão




Aqui no Brasil existe um povo muito inteligente que muito se manifesta pela internet e pelas redes sociais. Lendo seus comentários sobre qualquer fato ou qualquer reportagem, nota-se muita cultura e uma capacidade extraordinária de prever acontecimentos futuros. Na ultima eleição para presidente da nação, a disputa ficou entre dois candidatos, um homem e uma mulher tentando a reeleição. Esta “coisa” que na prática chama-se “repetição” foi o melhor presente para o povo por um ex-presidente cujas iniciais dele são FHC. Graças a ele, os brasileiros foram beneficiados por terem tido outro presidente, honesto e até sendo considerado por muitos como um santo, por dois mandatos, isto é, por duas vezes. Depois deste, quase que também uma ex-presidente se repetiu por duas vezes na sua missão tão nobre de conduzir o país para um futuro muito promissor, e estaria mesmo se um “gopi” do destino ou do carma de nome impeachment não interrompesse sua escalada para realizar os anseios de seu povo.

Voltando ao “povo inteligente” e dado a premonição, de propósito ele votou em menor quantidade para o candidato à presidência para que a candidata fosse eleita e não ele. Com antecedência a maioria dos eleitores já previa que se o candidato ganhasse a eleição, poderia não haver o impeachment depois, conforme houve mesmo. Por “falar” do impeachment da presidente, sem entrar em detalhes, o presidente do senado e um juiz do STF, ambos livres de quaisquer irresponsabilidades, eles corrigiram um erro contido na “Constituição do Brasil” que penalizava demais “quem quer que fosse” que tivesse de ser destituído de um cargo público, como no caso em questão, a presidente tinha seus méritos para que a constituição fosse alterada em favor dela.  Eles, aqueles dois, imparciais e condescendentes como são, “despenalizaram” a presidente e assim um precedente foi “inventado” para o futuro político e jurídico da nação.  

Sobre aqueles que se manifestam pelas redes sociais, bem se percebe que são inteligentes. Quando eles querem destruir um político eles sabem o que e como fazer. Basta muito elogiá-lo e muito repetir seu nome, como por exemplo: Em 2018 Fulano de Tal para presidente. Quanto mais gente repetir isso, melhor para destruí-lo. É tentar impedi-lo de registrar sua candidatura. Depois de ele formalizar sua candidatura, isso, pode possibilitar que ele seja vencedor. Então, o “Em 2018 Fulano de Tal para presidente” parece estar dando certo. Percebendo que o Fulano de Tal pode ser mesmo um forte concorrente para 2018, uma pressão contra ele parece que já está sendo preparada. Até um juiz aceitou de uma deputada muito bonita e irresistível, uma denúncia sobre apologia ao estupro contra ele. Com esta e mais outras o muito citado e muito elogiado poderá mesmo ser “destruído” politicamente, conforme programado pelos que o tenham como o preferido para se eleger.

                                                                                      Altino Olimpio






 



sexta-feira, 14 de abril de 2017

O paraíso perdido




Para os ainda racionais, hoje o nosso desencanto foi devido a termos vivido na “feliz” inconsciência e mesmo na ignorância de como de verdade era o mundo dos homens. Houve no passado a impressão que tudo era cor de rosa, isso, dependendo de onde se vivia. Sem muitos atenuantes para a falta do que fazer e do tédio, sem as sofisticações de hoje engendradas para povoar a mente do povo, ele, na simplicidade, mentalmente parecia viver melhor. Até o tempo parecia ser mais lento. Decorrente daí, vindo o progresso tecnológico até os destes dias, mais ele esteve para ocupar a mente dos ociosos mentais. Muitos que se conscientizaram que eram vazios de entendimentos sobre questões da existência resolveram apelar para a busca da evolução que pensavam existir além da intelectual. Fácil é saber que a evolução intelectual existe. Uma criança que não sabe ler e nem escrever, isso, logo aprende já no primeiro ano escolar e assim evolui. Entretanto, nem todos igualmente evoluem intelectualmente. Não são poucos os que não conseguem entender um texto qualquer, ou, compor uma redação.

Por “falar” em redação, não são poucos aqueles que utilizam de meios informativos, como revistas e jornais, para escreverem historinhas bobas para o desfrute de mentes simples iguais a de quem escreve. São banalidades que não provocam algum ensinamento, questionamento ou reflexões sobre elas. Ao lê-las ninguém se confronta com alguma novidade e a leitura do começo ao fim é de fácil entendimento por ser bem comum. Nada disso acrescenta algum conceito novo para quem lê. Então, essa capacidade descritiva somente é para a lembrança do que já se sabe e para o que já se viu para quem lê tais histórias. 

Mas, voltando ao tema da evolução, muitos acreditaram haver outras além da biológica e da intelectual, como a mental, a psíquica e a espiritual. E foram denominadas como sendo de iluminação da consciência. Espiritualidade seria a humana introdução consciente ao que transcende o nosso viver objetivo e material. Entretanto, esse transcender de nosso estado material para o estado espiritual e lá interagir nunca foi comprovado por quem quer que seja. Tudo ainda está no campo das especulações e até das imaginações, apesar de termos à disposição muitos escritos “verídicos” de santos e iluminados sobre tal transcendência.  

A maioria, nesse desejo de evolução trilhou caminhos onde ela poderia ser alcançada, isto é, nas religiões, no espiritismo, no esoterismo, no misticismo, no budismo e em outros “ismos”. Pergunto-me: Será que tal evolução existe mesmo? Não teria sido inventada ou proposta para aprisionar as mentes dos mais crédulos, supersticiosos e curiosos distanciando-os assim da responsabilidade e da necessidade da reação contra o domínio tirânico de uma minoria sobre a maioria? Para quem ainda consegue perceber (coisa rara), todas as instituições em prol do aprimoramento humano, como, as religiões e as filosofias, todas elas faliram em conter o ímpeto de seres humanos que exploraram os seres humanos, seus semelhantes. As corrupções, as guerras, as mentiras, a violência urbana, a pobreza e tudo o mais que está a destituir o povo de sua prosperidade e dignidade são constatações da falência de tais instituições.  

Este planeta teria tudo para se constituir num paraíso terrestre, mas, tristemente ele é habitado por umas criaturas humanas indignas de conviverem com outras. Esta terra sem chegar a ser um paraíso já é um paraíso perdido mesmo antes de ser. Tamanha é a confusão que prolifera entre o povo, tamanha é a imoralidade que se efetuou, tamanha foi à dissolução da ética e tamanho foi o assimilar da sociedade desses fatos que obstruem os antigos e bons costumes. Hoje mais prepondera a escuridão dos sentidos que pode conduzir a humanidade num retorno parcial para a condição precária da irracionalidade, igual à existente nos primórdios da existência humana, embora, isto seja aqui um exagero proposital.

Hoje em dia pode ser considerado como louco quem se dispõe a dizer “coisas” que são ausentes dos conceitos e do cotidiano de outros. Isso porque esses outros vivem no conforto de seus egoísmos, no conforto de suas limitações simplistas inconscientes e com elas julgam até o que ainda não conhecem e que é exteriorizado por outros mais afeitos em relatar conceitos ainda incomuns que possam servir para reflexões úteis. Já ouvi falar que “religião e política não se discute”. Isso é alegria para os acomodados que refutam esclarecimentos. Que continuem, então, vivendo na ignorância, essa coisa tão contagiosa (risos). Que dizer das amizades ou dos relacionamentos humanos desta época? Parece que quase todos perderam seus parâmetros sobre o certo e o errado, sobre o útil e o inútil, devido ao tanto serem influenciados pelos falsos valores exaustivamente promulgados. E nessa situação agora preponderante, paraíso mesmo só foi aquele do Adão e da Eva que também fora um paraíso perdido, pois, um assassinato entre dois irmãos estragou com tudo e aconteceu mais para premeditar do que os seres humanos seriam capazes.  Também, aquele paraíso do morrer e ficar ao lado direito de Deus é mesmo verdadeiro para quem tem uma boa e fértil imaginação.

                                                                                    Altino Olimpio




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quarta-feira, 5 de abril de 2017

O Brasil exemplo








Nestes tempos de só perder tempo com conversas inúteis, outro dia também participei do agradável costume de “jogar conversa fora”. Estávamos em três numa rua discorrendo como na internet tem maravilhas sobre a saúde. Muitos alimentos são tão poderosos para manter a saúde do corpo como também para combater muitas enfermidades. Incrível as propriedades de nutrientes que se encontram em tantos alimentos que, seguindo “à risca” o consumo deles como nos é orientado, ninguém mais deverá ficar doente e se está pode até mesmo sarar. Talvez num futuro a medicina e a indústria farmacêutica sejam desnecessárias (risos).

Essa era a conversa de rua quando chegou mais um para complementar a descontração com outro assunto. Já chegou interferindo sem saber qual era o assunto do momento para falar sobre outro que é o mais importante do mundo: o futebol. Depois de alguns minutos, o recém chegado parece que refletiu um pouco para exteriorizar sua sabedoria jurídica. Ele disse que aquele goleiro conhecido nacionalmente que mandou matar a namorada e que depois sumiram com o corpo dela, tem o direito de ter uma nova chance na vida e por isso, enquanto aguardando seu julgamento em liberdade, estavam certos os diretores de um time de futebol querendo contratá-lo para ele ser parte daquele elenco esportivo. Parece que aquela frase “diga-me com quem andas que eu direi quem tu és” morreu. Aquele que chegou depois e interferiu na conversa, que pena que sua pena foi não ter tido a chance de evoluir na vida para poder ser mais esclarecido.

Aqui neste país “abençoado por Deus” assim conforme se canta numa música, parece que o crime compensa. Quantos e quantos roubaram do erário e estão ilesos, viajando para o exterior, frequentando resorts caríssimos, e por aqui vivendo como se estivessem no paraíso? E o povo que tanto foi domesticado com o “não roubar, não matar, não enganar, não mentir” e etc. ele, vive agora num martírio do “salve-se quem puder” das consequências administrativas governamentais que mais o afeta e o prejudica. Brasil, “quem te viu e agora te vê” até já pensa em fugir de ti.

                                                                                      Altino Olimpio

segunda-feira, 3 de abril de 2017

Políticos desalmados



Nesta época tão turbulenta quando assistimos (a maioria só assiste) o descaso com que muitos (talvez a maioria) políticos consideram o povo, com os absurdos que cometem, com suas mentiras, suas traições, com suas corrupções e com a aprovação de leis que prejudicam e escravizam os habitantes deste país repleto de pessoas distraídas, omissas e tornadas confusas, parece mesmo que tais criaturas repletas e completas com tanta mordomia e tantos privilégios sejam desprovidos de alma. Então, talvez eles não acreditem que ela exista e por isso cometem suas aberrações, sem se preocuparem com o “prestar contas” posteriores às suas mortes, se é que isso acontece mesmo com a existência da alma, como muitos acreditam.

Platão, o filósofo grego, cita Sócrates como dizendo: “A alma, se ela partir pura, não arrastando consigo nada do corpo parte para o que é como ela mesma, para o invisível, divino, imortal e sábio, e quando chega ali, ela é feliz, liberta do erro, e da tolice, e do medo, e de todos os outros males humanos, e... Vive em verdade por todo o porvir com os deuses.”

Com o avanço da ciência e com reflexões outras, uma minoria descarta a existência da alma. Ela estaria a significar o ser real de cada ser humano que sobrevive à morte do corpo donde temporariamente reside. Nisso seríamos dualidades, isto é, corpo e alma. Contrapondo-se, existem aqueles que negam essa dualidade. O que para maioria a alma significa, para eles ela não se explica e nem se aplica. Para eles, ao invés de alma, o termo mais coerente seria o corpo psíquico. Este representa tudo o que de autônomo funcional temos dentro de nós como o batimento cardíaco, circulação do sangue, digestão, e tudo o mais que sem a nossa percepção concorre para a nossa existência física e mental. Intrínseco ao corpo onde existe, o corpo psíquico não tem a mesma conotação que tem a alma. Ele não está caracterizado como sendo a nossa personalidade, aquela que sobrevive ao deixar o corpo. Ele não está sobrecarregado de responsabilidades como dizem da alma, inclusive, sujeita a recompensas ou punições posteriores.

O corpo psíquico, sendo nossa energia vital e sendo subconsciente para nós, ele mantém nossa constituição corporal normal e saudável, mas, não está a sugerir sua continuidade depois da morte do corpo, como assim, sugere a tida existência da alma. Ela (desde os tempos do filósofo Platão e de Sócrates, seu mentor) se fez arraigar no condicionamento humano, embora, tenham surgido controvérsias sobre ela. Corpo psíquico mais corpo material unificados resultam numa unidade para a existência e o se manifestar da consciência. É ela que talvez mais tenha sido confundida como sendo a alma. Entretanto, a consciência sobrevive depois da morte do corpo sem seus meios físicos como o cérebro, neurônios, sistema nervoso e etc. que lhes dão sustentação? Desprovida de tais meios pela dissolução do corpo como iria se manifestar na invisibilidade do depois da morte? A consciência parece que, ela só é específica para atuar no mundo em que vive, enquanto vive. Quanto ao conceito da alma considera-se que ela é uma parte imaterial do homem. Quem se atreveria a dizer que ela não existe se ela é a razão da existência de qualquer e de todas as religiões do mundo? Que seria das religiões se ela não existisse? Parafraseando Sócrates: Só sei que nada sei... E dos que sabem nem quero saber (risos).

                                                                                            Altino Olimpio