sábado, 17 de setembro de 2016

Baltazar do Corinthians, o "cabecinha de ouro"


No passado eu ouvi dizer: Todo homem tem que ter uma mulher, uma religião e torcer por um time de futebol. Conversa mole! Atualmente, sendo viúvo não tenho mulher, não tenho religião e não torço pra nenhum time de futebol. Mas, lá na infância, fui batizado, cursei o catecismo, participei da primeira comunhão e até fui crismado. Gostei de várias meninas daquela época romântica mesmo sem elas saberem. Quando já moço, tive namoradas e me apaixonei por elas e com uma me casei. Quanto ao futebol, até aos dez anos de idade eu fui corintiano naquele tempo do famoso Baltazar, o “cabecinha de ouro”. A escalação do time começava com o goleiro Cabeção (goleiro), Homero e Olavo na defesa e na “linha’ o principal atacante, o centro avante, como já escrevi, foi o Baltazar. Outros atacantes foram eles: Claudio, Luizinho, Carbone e Mario. Depois de 1952, outros vieram para formar o time do Corinthians, mas, nunca mais soube quem eram e nem mesmo soube dos nomes deles.

Lembro-me bem, quando, mais ou menos, aos dez anos de idade meu raciocínio esteve a funcionar para decidir se “torcer” para algum time de futebol profissional valia à pena. Se as emoções que o futebol despertava me interessavam. Se me lembro e se não me engano, já estava no auge a locução “contagiante” do saudoso Fiori Gigliotti, com os “aguenta coração” e “abrem-se as cortinas e começa o espetáculo”, frases estas sendo da sua inconfundível irradiação dos jogos de futebol de então. Mas, “aquela bola na trave, se foi pênalti ou não, se o juiz era ladrão, se algum jogador fosse o ídolo da torcida” e etc. pra que me interessariam se nada tinham a ver com a minha vida. Por isso, perdi o interesse de ouvir irradiações de jogos de futebol e mesmo os transmitidos pela televisão, cujo evento ainda era recente naqueles anos anteriores de minha juventude.

Apenas como “passa tempo” de quando não tinha outra coisa melhor para fazer, durante vários anos ainda assisti (não todos) aos jogos da Seleção Brasileira de Futebol, mas, sem me envolver emocionalmente. Trabalhando na Cidade de São Paulo, eu considerava como absurdos os “milhões” de pessoas abandonarem seus empregos para assistirem jogos da Copa do Mundo em seus lares. O transito ficava congestionado, trens e ônibus ficavam superlotados, tudo por causa da fácil aceitação geral que o povo tinha para esse esporte preferido dos brasileiros. Entretanto, já faz muitos anos que a Seleção Brasileira de Futebol também se tornou uma perda de tempo para mim. Não mais assisto aos seus jogos, mesmo não tendo algo melhor para fazer. Se não me engano, não deixei de ser brasileiro ou patriota por causa disso. Ainda tenho acompanhado a podridão dos políticos brasileiros. Gostaria que eles fossem pro escanteio comer grama.

                                                                               Altino Olimpio