sábado, 11 de junho de 2016

A aura humana


Cheguei da rua fui pro quarto e me deitei na cama sem tirar os sapatos. Ainda bem, não tenho ninguém pra me repreender e me chamar de relaxado. Minha última namorada, como ela me irritava. Criticava-me só porque eu mijava com a porta aberta. Então está explicado porque prefiro viver sozinho, bem melhor do que viver mal acompanhado. Gosto de ficar na cama deitado de costas com as mãos sobrepostas por trás da cabeça. E assim olhando pro teto fico quieto recepcionando meus pensamentos. Às vezes eles chegam intencionados em me aborrecer. Por exemplo, me fazem pensar que eu deveria consultar um psiquiatra, pois, quase não vivo no presente, então, devo estar doente. Mas, não. É o passado que me ama e ele sempre me chama. Hoje me chamou para “revermos” uma das minhas experiências aprendidas quando eu era ocultista. Aquela sobre o estudo da “aura humana”. Muito interessante! A aura é uma vibração invisível, que, proveniente dos corpos, ela externamente os envolve. Dizem que os “videntes” conseguem vê-la nos outros e até distinguir suas cores. Mas, aqui não vamos entrar em detalhes. Existe muita literatura sobre isso. Também dizem ser a aura, responsável pela atração ou harmonização entre as pessoas, como também, ser responsável pela repulsa entre elas quando suas auras não se atraem e não se harmonizam.  Sabendo disso e já faz tempo, fui testar a veracidade que havia sobre atração ou repulsão entre auras. Lembro-me de quando estive num supermercado e me aproximei de uma mulher. A harmonização foi instantânea. Foi uma forte atração entre nossas auras. Soube disso porque senti vontade de abraçá-la, apertá-la e dizer-lhe mesmo sem conhecê-la “como você é bonita, eu te amo, te amo”. Depois fui testar com outra mulher. Aproximei-me dela fingindo estar vendo os preços dos produtos à venda e logo me senti mal com a presença dela. Fiquei com vontade de lhe dar um empurrão. Muito feia só quis me afastar dela. Não ouve atração ou harmonização entre nossas auras, só repulsa (risos). Talvez a dela não fosse bem desenvolvida como era a minha (risos). Entretanto, comprovei ser verdade de como as auras podem ser atrativas ou repulsivas.  Todos deveriam aprender sobre os efeitos da aura para saberem com quem se relacionam. “Diga-me com quem andas e eu direi como é a sua aura” (risos).


                                                                                     Altino Olimpio