sábado, 28 de maio de 2016

Procura-se viva ou morta a felicidade



Ser feliz é o principal objetivo humano. Felicidade é a palavra mais conceituada, muito falada em todas as épocas entre todas as pessoas existentes no mundo. Afinal, qual é o verdadeiro significado dessa palavra? Sua definição varia conforme cada pessoa a julga ser. Seria saúde perfeita? Seria ter paz? Seria ser alegre? Seria amar e ser amado? Seria se rico? Seria ser belo ou bela? Seria ser inteligente? Seria ter fama? Seria sempre viajar? Para muitos a felicidade seria igual ao término de um filme romântico quando um casal de enamorados se beijando seriam felizes para sempre. Mas isso não existe. A vida é cheia de contratempos. Chego a duvidar que existam pessoas realmente felizes. Aquelas que assim se dizem, no mais das vezes mentem ou são propositalmente inconscientes de suas insignificâncias existenciais, de suas vidas por demais comuns e sem exemplos a serem seguidos por outros. O ser feliz significaria ser indiferente com o mal que aflige muita gente. Seria “fechar os olhos e tapar os ouvidos” para as atrocidades sofridas por muitos. Ser feliz é não se importar com aqueles sorteados com a morte por causa da fome. Ser feliz é desconhecer o quanto homens exploram homens neste solo “abençoado”. Por tudo isso e mais, ser feliz parece mesmo ser um estado de egoísmo intensificado pelo “cada um na sua” destes dias e se sentir independente das agruras sofridas por outros. Ser feliz pela sorte de ter sido humano e não um animal qualquer, é preciso ponderar se um animal qualquer não é o homem. Criatura da mais perversa! Sempre envolvido com mortes e com massacres. E raro existir um ano sem guerras. Os “homo sapiens” só se desentendem. Seria porque são inteligentes e racionais? Nem é bom imaginar se não fossem (risos).  A humanidade tem muitas de suas vergonhas e decepções a lastimar e nem sempre aprende a evitá-las. A tão infame inquisição católica torturou e assassinou muita gente tida como hereges e também como bruxas. A escravidão humana aceita como uma providência necessária e tendo existido por séculos, não teve misericórdia nem das religiões despreocupadas se era ou não do agrado de Deus. Antes da segunda Guerra Mundial, na Rússia o então Ditador Josef Stalin, como consta na história, foi responsável por mais de vinte milhões de mortes em seu próprio país. Na Grande Guerra, milhões de inocentes foram exterminados em câmaras de gás ou incinerados em fornos. Duas bombas atômicas dizimaram milhares de vidas nas cidades de Hiroshima e de Nagasaki no Japão. A ditadura de Mao Tsé-tung da China foi, como se estima, responsável por setenta milhões de mortes em tempo de paz. Esses horrores abalariam a felicidade geral se todos se conscientizassem da sempre existência de homens mentalmente deturpados e perigosos para a humanidade. Sabem-se, muitos leitores preferem escritos sobre flores, amores e sobre anjos sentados nas nuvens tocando harpa. Mas, aqui, estamos tratando da felicidade do ser humano e se vivendo entre tantos infortúnios ele ainda pode se considerar feliz. Aqui no Brasil, muitos têm medo de sair de suas casas por causa da violência, dos bandidos e dos assassinos de plantão. Mas, se todos se tornassem assaltantes, bandidos e assassinos, o medo de sair de casa deixaria de existir (risos). Neste texto cheguei até aqui, mas, ainda não sei se felicidade existe como muitos acreditam. Muitos tanto labutam para alcançá-la e quando a alcançam ela se escorrega e foge. Parece que ela é “impegável” (risos). Ainda bem. Se ela fosse material e visível, os políticos iriam criar impostos para ela. Por causa disso o povo ficaria mais endividado e “infeliz” (risos). Quanto aos ricos, eles poderiam declarar a felicidade no imposto de renda sem o perigo de ficarem na “malha fina”. Não acredito em felicidade, mas, mesmo assim sou muito feliz por não ser infeliz (risos).

                                                                            Altino Olimpio