quinta-feira, 5 de maio de 2016

Amor aos ideais contrários

Tenho raiva das pessoas que não acreditam em milagres. Eles existem e aqui está um exemplo deles. Nesta terrinha boa abençoada por Deus, temos no Congresso e no Senado criaturas humanas sempre dizendo que lá estão para defender a democracia. Muito louvável! A democracia sendo protegida por sujeitos tidos como sendo comunistas. Percebem como milagres existem? Ao contrário, não existem democratas defendendo o comunismo. Isso é falta de equiparação e é não ter reciprocidade. Mas, isso não impede que neste país comunistas e democratas se dêem bem. Atualmente, o Brasil democrata é declarado como amigo de países comunistas. Um desses países até enviou para cá milhares de seus profissionais da saúde, “homens livres”, para colaborarem em sanar o problema da falta de médicos para a população democrata brasileira. Na troca de favores, pela amizade e pela milagrosa conveniência entre democratas e comunistas, o Brasil enviou para o país amigo, milhões de dólares para obras de lá. Não só isso, bilhões de dólares também já foram distribuídos entre outros países comunistas, como se sabe. Nunca houve inquietação política ou popular sobre isso, porque, neste nosso país, temos dinheiro de sobra. Nada nos falta neste paraíso do nosso viver. Por isso, às vezes, milhões de pessoas saem às ruas e avenidas em passeata de agradecimento, gritando e cantando envoltos pelas cores do verde e amarelo, comendo coxinha e também exibindo cartazes com inscrições favoráveis à situação, como: fica governo, nós te amamos, nós adoramos os nossos políticos. Viva a atual democracia comunista, viva o comunismo democrático. Bem, chega por hoje. Acabou este programa cômico. Precisamos voltar ao trabalho e que “entochem” a tocha da ilusão mundial.


                                                                                Altino Olimpio 

Passar a saliva funcionava


Muitos dizeres pelo jargão popular (gíria) do passado foram esquecidos. O “passar a saliva”, por exemplo, foi um daqueles dizeres que desapareceram. Passar a saliva significava passar a conversa numa moça e convencê-la para namorar. No dia dezessete do mês de abril de dois mil e dezesseis, aconteceu no Congresso Brasileiro (só podia ser) durante votação para a aceitação de um processo de impeachment um fato romântico que até foi televisionado. Um deputado, tal de Jean Wyllys carinhosamente cuspiu no rosto do muito macho e valente deputado Jair Bolsonaro. A seguir o cuspidor correu como para provocar um corre-corre e um pega-pega lá no Congresso Brasileiro. Mas o Bolsonaro, homem de família, para manter sua reputação preferiu desconsiderar aquela prevaricação. Pergunta-se: Será que a cuspida não teria sido para “passar a saliva” no Bolsonaro? Teria sido isso e todos interpretaram diferentes pensando ter sido uma desavença entre os dois?  Somente os dois podem esclarecer. Ás vezes o rancor entre duas pessoas pode ser um amor que esteja oculto (risos). O fato foi mais engraçado do que a engraçada antiga Escolinha do Professor Raimundo e da Praça da Alegria da televisão. O Conselho de Ética da Câmara bem que poderia homenagear o belo salivador Jean Wyllys por ter sido protagonista de um bom espetáculo para o povo brasileiro (risos).   

                                                                                     Altino Olimpio