domingo, 6 de março de 2016

Os apegos


Várias vezes ouvi pessoas no aludir e a se iludir com o mal dos apegos. As pessoas repetem como sempre repetem o que lêem ou ouvem como sendo exatidão. Então, nas conversas “elucidativas” com outras pessoas interessadas, é humanitário (ou vaidade de se mostrar tendo conhecimento) repetir-lhes o aprendizado lido ou ouvido, considerado muito significante. Sobre o apego dizem ser ele prejudicial e é preciso evitá-lo. O apego como entendem, ele retarda a partida da alma de alguém que morreu. Ela fica vagando e sofrendo não querendo deixar as coisas, pessoas e situações sendo tão queridas (seus apegos) enquanto ela estava no corpo físico vivo. Uma questão fica pelo ar: O amor de um homem por uma mulher ou vice-versa, o amor de mãe pelo filho e vice-versa, o amor das avós e dos avôs pelos netos... Esses amores são apegos ou não? Eu não sei. Por que será que as pessoas sabem de tantas coisas e eu não sei de nada? Mas, se os amores citados forem apegos no entender dos entendidos, então, é preciso ‘a todo custo’ evitar amar quem quer que seja. Não podemos amar porque se isso também for apego, ao morrermos nossas almas irão ficar presas a terra, coitadinhas. Haja missas para libertá-las! Seções espíritas também. Interrompi isto que estava escrevendo para atender ao telefone. Era meu irmão a me informar que morreu o seu pássaro, um canário de dezoito anos de idade e já cego por um ano. Ele me disse que chorou, pois, já estava na saudade de colocar alimento no bico do pássaro. Disse que o canário cantava muito. Sei não se cantava ou se chorava (risos). Coincidência... E eu escrevendo sobre apegos. No telefonema talvez estivesse uma mensagem oculta sobre os apegos e eu não percebi. Não sou clarividente e nem escurividente. Os apegos, como dizem, eles não prejudicam a consciência, mas prejudicam o evoluir da alma, isso, se ela de fato existir. Mas, há controvérsias sobre isso. A maioria milenarmente condicionada pela existência dela não duvida que ela exista e não perde tempo para pensar ou questionar sobre isso. Ela já é um fato consumado. Entretanto, para uma minoria desconsiderada pela maioria, a alma não existe. Essa minoria considera a consciência confundida como sendo a alma e ela desaparece por ocasião da morte. Se esta é a realidade (a maioria nem quer saber), os apegos são “inofensivos” para causar danos “pós-morte”. A alma sendo o foco central para as religiões... Ah, mas isso é assunto para outra ocasião.

                                                                                           Altino Olimpio