sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016

Carnaval e política para quem merece


No fim da semana passada assisti pelo noticiário da porca da Mídia milhares de pessoas superlotando ruas e avenidas, se esbarrando e cantando em São Paulo e no Rio de Janeiro. Sim, foi um carnaval antecipado, o pré-carnaval. Quanta alegria “no por pra fora” bestialidades interiores. É verdade “não existem seres humanos adultos e sim crianças grandes”. Pensar que essa gente vota... Quando o repórter de rua de alguma emissora entrevistou um folião ou uma foliona, que desgraça, só se ouviu as de sempre idiotices sobre o que é alegria e felicidade. O contágio desse entretenimento de “fora de dia e fora de hora”, e o ver das emoções infantis estampadas nos rostos daqueles participantes, bem que faz pensar que esse povo tem mesmo o excelente governo que merece. O governo, por sua vez, assistindo a tais exaltações de alegrias espontâneas, ele sim é que se sente feliz por ver que o povo amestrado sabe se divertir e até parece que é grato pela administração política atual. Tão feliz fica o governo com essas explanações alegres que ele até se pensa como sendo o dono da zona onde qualquer um pode transar de graça. O poder vigente que quer o poder para sempre tem seus integrantes que, coitados, eles nunca participam da farra. Claro, eles podem ser confundidos com bandidos e ladrões do erário. Esses milhares de pessoas que “carnavalizam” com antecedência são rígidas contra políticos safados (até parece). Devia ter carnaval o ano inteiro e política só em fevereiro. Pela empolgação não dá pra negar que o brasileiro tem o carnaval no sangue... O futebol também... Esses que carnavalizaram com antecedência às vezes são educadamente chamados para uma passeata de protesto contra o governo, mas, eles não comparecem porque para eles o nosso país está muito bem administrado. E tem outra: Antigamente diziam que Deus é brasileiro (coitado, Ele não merecia isso), então nada há a temer e nem o Temer. Qualquer coisa que estiver errada neste país, o STF irá corrigir. Lá estão alguns (quase todos) dos mais nobres e adorados brasileiros e eles são os campeões da imparcialidade, da legitimidade, como assim, já comprovaram.


                                                                                       Altino Olimpio