sábado, 20 de agosto de 2016

A vida é como um longo sonho que tem fim


Antes do adormecer a consciência ainda produz pensamentos até o finalizar deles vencidos que são pelo sono. No início do adormecer já prepondera o “desligar” da consciência objetiva. Isso proporciona um estado de “nada existe”. Nesse estado adormecido do nada existe e nem o mundo, tal estado de inconsciência é parecido com a morte. Mas, as atividades interiores dos órgãos do corpo prosseguem com o propósito de mantê-lo vivo.

No dormir, a consciência perde todo o seu controle mental e assim não evita o convergir dos pensamentos aleatórios que lhe surgem com imagens e sem qualquer sequência lógica. Pessoas conhecidas ou não, interagindo conosco, elas aparecem e desaparecem da nossa mente enquanto ela está incontrolada. Essas aparições mentais inesperadas, indesejadas ou não, são dos nossos sonhos. Eles já suscitaram muitas teorias, científicas, religiosas e espirituais sobre o porquê deles, mas, ainda continuam como sendo apenas teorias os seus porquês.

Os famosos e sempre lembrados Sigmund Freud e Carl Gustav Jung, eles promulgaram suas experiências e considerações resultantes dos estudos “científicos” sobre os sonhos. Suas conclusões resultaram assim para a humanidade: Todos sonham e muitos não se lembram deles. Muitos se sonham ou não, isso não lhes importa. Outros que se lembram dos sonhos não se preocupam em saber se eles têm algum significado prático ou não. Resumindo, os sonhos são sonhos que muitos psicólogos têm de ter poder para elucidar problemas mentais de quem sonha acordado (risos).

Os sonhos até poderiam ser para desconfiar que a vida também pudesse ser um sonho.  Se nós formos mesmo realidades, elas só o são apenas enquanto existirmos. Depois, a nossa “realidade” é substituída pela irrealidade. Isso, por si mesmo, já conclui que somos efêmeros, e por isso, somos como sendo um sonho no rápido decorrer do período ou ciclo de nossa existência no tempo. Mentalmente regressando a todo o nosso passado e vindo por ele até a este presente, muito dos acontecimentos de nossas vidas deixaram de existir e muitos fatos foram esquecidos, como se tudo tivesse sido sonhos. Não é assim que nos parece agora? Nossos relacionamentos, nossas paixões, nossas participações, nossas profissões, nossas ambições, nossas alegrias, tristezas e decepções e etc., tudo não foi como um sonho que acabou, agora que tanto tempo já passou? Logo partiremos daqui e “como num sonho” todos que nos conheceram e nos estimaram nos esquecerão e, com o tempo a passar, até lhes parecerá que nós nunca existimos. Isso é a vida existindo como se ela também fosse um sonho.

                                                                                 Altino Olimpio


 











                                                                          


 

    






sexta-feira, 19 de agosto de 2016

Melhor é olhar para as nuvens


Do amanhecer vem o entardecer e o anoitecer
Às vezes o céu é azul sem as nuvens
Outras vezes o sol se esconde por detrás delas
Antigamente se olhava para os seus brancos
No remexer e nos desenhos formados por elas

Dias melhores eram os dias de outrora
Eram sempre cheios do querer ter o que fazer
Agora que qualquer fazer perdeu a graça
Todos os dias são apenas como qualquer dia
Fazem parte do tanto faz como eles sejam

Agora os dias são para o lembrar da memória
Ela puxa o reviver dos prazeres de outrora
Porque nesta era que a juventude já era
Não mais se suporta as tantas doidices
De ano a ano que fazem parte do cotidiano

Ficar só calado e surdo para o mundo
Evita o desperdício de se decepcionar
Com a humanidade tão cheia do vazio
Que lhe preenche os dias desta época
E já não adianta querer reclamar
Se não mais existe com quem conversar
Melhor é voltar a ver as nuvens a passar

Altino Olimpio















segunda-feira, 8 de agosto de 2016

Viver é apenas passar o tempo para se esquecer da morte

Junte tudo o que é seu e... Mas, então, juntar o que? Nada do que se pensa que se tem se consegue juntar e falar “é tudo meu” e ninguém me tira (risos). Na velhice não se consegue nem o rejuntar das partes que eram saudáveis para ser como quando se era mais jovem. Nossa! Que pessimismo, não? Mas, será pessimismo ou realismo, observar, perceber e ser consciente da degeneração física que infalivelmente vai, cada vez mais, decompondo todos até suas insanidades e suas mortes? Nessa situação, até o “ser possuído pelo que se possui”, assim como é de praxe, pode ficar esquecido se a memória estiver deteriorada para se lembrar dos apegos materiais. O se desfazer de tudo nunca é voluntário, mas, a morte... Morte, quem inventou essa ladra que tira tudo de todos sem misericórdia? (risos)
Consolo triste obrigatório é que se vai deixar o que se tem para alguém.

Desde que se nasce até a velhice tudo parece ser um passa tempo. Para uns isso pode durar por poucos anos e para outros muitos anos, cinquenta, setenta, noventa e mesmo cem anos. Tudo o que fomos durante os anos de nossa existência pode desaparecer da consciência antes do nosso final quando até esquecemos quem somos para poder dizer para alguém “eu sou fulano de tal”. Como a vida é bela (risos). No viver ou no existir que é o nosso “passa tempo” (às vezes parece que é só isso mesmo na vida e não é outra coisa) até morrer, tudo o que nos existiu por aqui fica por aqui. Levar para outro mundo o que somos, o que pensamos, o que acreditamos, o que desejamos, talvez, não consigamos, porque, tudo o que somos, tudo o que pensamos, tudo o que acreditamos e tudo o que desejamos, nada mais são do que sendo tudo daqui (risos). Também precisamos saber se existe mesmo outro mundo. Apenas crer ou ter convicção de nada adianta. Por enquanto eu só sei que tudo o que eu sei é daqui e vai ficar por aqui (risos).

Vamos ser francos conosco mesmo! Sei que é raro, mas, vamos refletir como gente grande (risos). Alguém consegue imaginar quanto e quantos “passa tempo” tivemos desde nossa infância? Brinquedos, brincadeiras de rua, depois namoros, bailes, cinema, televisão, esportes, casamento, família, progredir na vida, consumir, possuir, poupar, viajar, cultura, religião, filosofia, psicologia e etc. Tudo a concorrer para tornar suportável o viver tornando-o mais confortável, mais “ocupável” para preencher os dias com necessidades, úteis ou não. Sem nenhuma dessas “atrações” a vida seria monótona, insuportável. Pensando bem, se essas atrações (passa tempo) existissem depois da morte, até que ela não seria tão indesejável como é entre os vivos (risos). Meu guia espiritual me disse que, a reencarnação foi inventada porque lá no outro mundo tais atrações (passa tempo) não existem. Por isso muitos preferem voltar pra cá de vez em quando e usufruírem das vantagens que só por aqui existem (risos).

                                                                                  Altino Olimpio





quarta-feira, 3 de agosto de 2016

E ainda dizem que louco sou eu


Ao comentar sobre uma das minhas crônicas pela internet, um amigo do Bairro de Pirituba escreveu sobre suas lembranças do tempo em que se confessava “pecados” aos padres: --Padre, eu fiz porcaria. –Com meninos ou com meninas? –Fiz sozinho. –Isso faz mal à saúde. Agora você tem que rezar cinquenta Ave Maria e dez Pais Nosso.  Antigamente era assim mesmo no confessionário e essa lembrança do meu amigo me fez recordar de outra sobre o mesmo “tema” (risos). Um amigo de São Paulo, dos tempos das sendas das ilusões e das superstições, ao abandonar uma delas por considerá-la sendo do mal, para seu salvamento “ou sei lá o que”, ele recorreu pela “proteção” de uma das mais sérias das igrejas evangélicas.

Certa vez estava ele na igreja lotada por homens, mulheres e a banda, quando um dos “inspirados” do dia para poder discorrer sobre trechos religiosos ou conselhos falou ao microfone: Meu irmão, ontem você sujou a mão. Por que você fez isso? Ontem você sujou a mão. O rapaz desta história ficou surpreso, e amedrontado. Como aquele ancião que estava com a palavra pode saber que ele havia se masturbado? Mas que coisa horrorosa! Coitado, afinal o rapaz era solteiro e só tinha essa maneira de se “realizar”. Depois desse dia dele ter sido “desmascarado” num ato tão pecaminoso, ele ficou dois anos sem praticar esse prazer solitário. Mas, continuava preocupado porque às vezes tinha ejaculações noturnas, durante os sonhos pecava sem querer. Será que o espírito dele também se masturbava enquanto ele dormia? (risos).

O rapaz que já não era rapaz e sim um senhor, estudou e se formou, sendo hoje um psicólogo, inclusive com pós-graduação. No período de seus estudos, depois de dois anos sem se masturbar, ele retornou a essa prática. Graças aos recursos dos “dois pesos e duas medidas” que muitos adotam para suas vidas, ele também os adotou. Na religião o se masturbar não lhe era permitido, mas, na psicologia, sim. Ao dedicar-se ao estudo dela lhe fora ensinado que a masturbação lhe faria muito bem para aliviá-lo dos stress causados pelas agitações dos cotidianos. Ele continuou sendo evangélico, isto é, psicólogo evangélico ou evangélico psicólogo. Nas suas frequências a igreja nunca mais quaisquer dos anciões que estivessem com a palavra falou sobre ele ter sujado as mãos numa masturbação.  Talvez, porque, ele havia sido diplomado para isso na psicologia (risos).

                                                                                   Altino Olimpio  


    



   

terça-feira, 2 de agosto de 2016

Olimpíada prostituta

Ai, socorro, que alguém me tire deste mundo louco. Tanto se falou e tanto se fala e essa Mídia traiçoeira divulga e divulga as mentiras de um evento que atrai e tanto trai quem é do país da vaziolândia e inclinado para as superfluidades da vida como ela própria já está sendo supérflua e vazia. Não me conformo de ter-me deixado enganar, por ter estado distraído e não ter percebido que as olimpíadas não são apenas para as competições esportivas. Quando com alegria do sucesso noticiaram que logo no início da distribuição de camisinhas já haviam distribuído trinta mil e que a expectativa seria para distribuir trezentas mil delas, me veio à lucidez de perceber que a tal de Olimpíada também é a Olimpíada das fodas (risos).

Lembro-me de antigamente de quando não se usava a palavra “transar” quando se falava sobre sexo. Usava-se a palavra “meter” e as crianças não podiam repetir essa palavra porque poderiam levar tapas na boca. Também, meter só era permitido depois do casamento. Meter antes do casamento era pecado e a mulher, a noiva, ela não podia se casar vestida de branco. Era uma vergonha para os pais da noiva se ela havia metido antes do casamento (risos). Agora não! Aquela que não meteu antes, ou é antiquada ou é burra. Lá nas Olimpíadas não terão noivas para a “meteção” (risos). O sexo poderá ser antes ou depois de se fazer amizade. Os participantes dessa modalidade “metetiva” poderão praticá-la antes ou depois de se tornarem conhecidos, tanto faz. Milhares de camisinhas parecem que estão a convidar “venham para a “zona da libertinagem” mais esportiva das olimpíadas”. Escrevi por aqui palavras feias como “fodas e meter”. Alguns irão me criticar por isso. Cem vivas à hipocrisia. A deturpação pública e até da governamental já é parte do bem comum. Não se deve ir contra ela, pois, os ingênuos coniventes com ela a defendem.


                                                                                     Altino Olimpio