domingo, 31 de julho de 2016

Passeata pró-impeachment

Mas que passeio maravilhoso, melhor do que o sofá da sala dos domingos das inutilidades diante da televisão assistindo as melhores porcarias do mundo, aquelas do agrado geral que faz evoluir bem o povo que é povo e como povo vai morrer. Sei que foi segredo, mas, vou revelar! Neste domingo, dia trinta e um de julho de dois mil e dezesseis houve uma passeata pró-impeachment da, por enquanto, já afastada presidente do Brasil. Já ouvi por alguns dos departamentos da Mídia que não compareceram tantas pessoas como das outras vezes. Verdade, mas, muita gente compareceu apesar de ter sido um segredo para os habitantes e reivindicantes de seus direitos, os dos sofás de sala, tão temidos pelos corruptos que ainda estão no governo deste país (risos). Na passeata, muito descontraída ninguém ficou com fome. Havia muitas e muitas coxinhas e de graça. A única fome era pelas mulheres bonitas que desfilaram por lá.

Mas que barulho... Daqueles que vale a pena de ouvir, claro, pelo propósito deles. Vários caminhões de sons com conhecidos discursando de cima deles. E aqueles bonecos infláveis, então, eram enormes e eu vi também o do muito doutor Lewandoski, aquele muito imparcial. Haviam me falado que o boneco dele estava proibido de participar da passeata, mas, como ele estava lá, o boneco, então, ele desobedeceu à proibição. Sei não, o boneco pode ser preso por causa disso. Vendo aqueles bonecos me lembrei, não sei porque, daquelas bonecas infláveis que substituíam esposas frias (risos). Muitos cartazes interessantes com frases escritas sobre um ex-presidente, sobre uma mulher presidente afastada e também sobre um Partido, partido.

Num dos caminhões de som, membros da Policia Federal estiveram alertando sobre a safadeza daquele projeto sobre o “abuso das autoridades” que o boneco Renan está querendo colocar na pauta para a votação lá no Senado da República. E eu não sabia nada disso... Mas isso não é motivo para se envergonhar, pois, tivemos um presidente (presidente do Brasil) que também não sabia de nada. Aqui no Brasil que é tão democrático, não é preciso saber de alguma coisa para ser presidente. Basta relinchar para ganhar muitos votos de seus compatriotas para se eleger (risos). Parece que a nossa tão querida Mídia pouco se importou de divulgar o evento. Bem... Também... Não teve mesmo a mesma importância de uma Passeata gay.

                                                                                Altino Olimpio   


terça-feira, 19 de julho de 2016

O iluminado incompreendido


Era uma vez... Antigamente era assim o começo de alguma história quando alguém a contava para outros ouvirem. Então, mantendo a tradição... Era uma vez, um homem muito evoluído esteve passando por dificuldades de entrosamento com os demais. Sim, ele se dedicou muito para obter aquele grau de evolução que não é para qualquer um. Os “quaisquer uns” chamados de comuns somam-se em bilhões pelo mundo e eles não sabem e nem imaginam que poderiam, se desejassem, atingir um grau maior de consciência. Como eles mais são dados a se sujeitarem, desde que nascem, pelos condicionamentos comuns a todos, igualando-se com costumes populares preestabelecidos, diz-se deles que eles não têm merecimento e nem são “escolhidos” para o desenvolver de suas capacidades adormecidas.

O homem desta história poderia ser considerado um iluminado, pois, tendo adquirido a sabedoria que está aquém para a maioria, tendo maior discernimento sobre quase todas as circunstâncias e questões da vida, domínio sobre seus instintos e sobre as suas emoções, ele tendo atingido tal estagio de evolução poderia ser considerado como sendo contente e sem problemas. Mas, não! Sentia-se descontente. Não conseguia desfrutar de sua quietude interior. “O homem é vítima daquilo que o rodeia enquanto vive na atmosfera da sociedade”. Pessoas realmente evoluídas são da minoria tendo que conviver com os involuidos da maioria. Os “quaisquer uns”. Isso requer ter muita tolerância para poder suportar contrariedades.

Qualquer pessoa só pode perceber o nível evolutivo de outra até onde o dela tenha evoluído. A igualdade humana sempre vai ser uma utopia porque, os desenvolvimentos mentais ou intelectuais sempre serão desiguais. Voltando ao homem evoluído, ele se sentia deslocado, pois, tudo do ocorrente dos cotidianos era destinado para os menos afortunados mentais. Esses se sentiam como se estivessem mesmo em seus mundos. Tudo lhes era acessível sem qualquer esforço para entender, aceitar e praticar, conforme fossem suas fraquezas ao se sujeitarem às sugestões difundidas para as massas humanas de mente simples.  Para aquele homem aborrecido com a “epidemia” de banalidades, vulgaridades, ele se sentia como sendo um alienígena num planeta hostil que não era dele.

O sentir-se só por se recusar a falar e a ouvir as conversas fúteis proferidas e preferidas dos outros, naquele afã de evitá-las ele preferiu se isolar e mentalmente dialogar consigo mesmo, isto é, mais viver com os seus próprios pensamentos. Isso fez com que fosse incompreendido por outros, e também pelos membros de sua família.  A opção por se isolar lhe trouxe mais possibilidades de utilizar o tempo para refletir como a vida pode ser vivida sem os complementos que enfraquecem a origem de sua causa. O viver liberto dos meios instintivos e mesmo vulgares de se agraciar, isso, tende a ampliar a possibilidade da consciência se expandir para além da capacidade objetiva que é a racional e a comum a todos. Aqui está um dos motivos de alguém não mais conseguir se conciliar com o mesmismos dos outros. É quando a indiferença por eles faz melhor aceitar a falta deles.

O homem da história do início desta narrativa poderia ter sido você, leitor,            se tivesse buscado elevar-se acima desse mundo das ilusões que só causam distrações. Também, se não tivesse vivido distraído como a maioria e se tivesse sabido da possibilidade da consciência se ampliar e melhor se manifestar, hoje você também seria um daqueles poucos que não são afetados pelo nivelamento igual e proposital das massas humanas tão susceptíveis a isso. Por isso, você também seria mais um a se sentir sozinho na multidão. Porém, isso só acontece quando alguém já está na condição de ser incompreendido pelos demais, e estes, por demais já foram compreendidos e não mais suscitam interesses. Fim da história inacabada (risos). Ela terá continuidade na capacidade imaginativa de quem quiser.

                                                                            Altino Olimpio    



domingo, 17 de julho de 2016

A feliz e progressiva desunião humana


O mundo é bonito, mas, a humanidade que ele suporta sobre sua crosta parece ser indigna de viver sobre ele. Ela não evolui como devia. Para atrapalhar existem aqueles seres humanos que encharcam a população com tantas idiotices e ela sempre sucumbe sob tais influências negativas. Com tudo isso, a humanidade fica dividida, desunida. Os seres humanos, fracos mentais como são, eles gostam de ter sensações e se perdem por elas. Atentos a quaisquer “coisas” que são promulgadas, ao apreciá-las e conviverem com elas, isso é ter ou viver de sensações. Constantemente o ser humano requer sensações para viver. Sem tê-las ele pode morrer de tédio (risos).

Vamos discorrer sobre algumas que conquistam parte do povo e o torna submisso a elas: Futebol, televisão, cinema, internet, redes sociais, telefone celular, política, religião e etc. Todas causam sensações ou agrados, pois, se não causassem elas não teriam “cúmplices” ou seguidores. Não estando a unir, mais estão a desunir o povo ao “enchê-lo com distrações para deslocá-lo do que realmente lhe deveria ser importante”. Também causam sensações para seus participantes aquelas organizações afins com o esclarecer ou ensinar “tudo” sobre o lado imaterial do homem. Mas, por que discorrer sobre essas causas de “sensações” se todos sabem do existir delas?

Podem saber das causas que provocam sensações, mas nem desconfiam como elas contribuem para a desorganização humana. Cada um ou qualquer um vive na sua causa de sensação e se vive constantemente nela, se desobriga, deixa de se importar com o que acontece no mundo ou ao seu país ou com os outros. Sendo mais objetivo, quem só vive de futebol, quem só vive das distrações da televisão, quem só vive conectado com as apaixonantes redes sociais da internet, quem só vive dedicado para alguma das diversas religiões, quem só vive para si mesmo e etc. são milhões de pessoas vivendo como se estivessem afastadas do mundo. São alheias aos fatos que afetam a todos. Esse se desunir em propósitos diferentes de sensações promove o desinteresse e a indiferença para exigir soluções para muitos problemas que afligem a humanidade.  

Se a população de qualquer país se conscientizasse das tantas distrações e dos tantos “passa tempos” existentes para distraí-la de suas reivindicações necessárias e desconsiderando-os “acordasse” para o confronto contra o mal que os maus intencionados provocam para a sociedade, muito do mal existente desapareceria. Deixando de lado essa utopia, qualquer população, mais ela é constituída por pessoas honestas... Trabalhadoras... Decentes... Pacificadoras... Pamonhas (risos). Não gostam de criar problemas para quem lhes cria problemas (risos). Para cada um na sua zona de conforto, é um desconforto saber de fatos negativos e prejudiciais para si e para o povo. Então... Aquela bola na trave, aquela entrevista na televisão sobre anão gigante, aquela postagem maravilhosa no Facebook, aquele filme de máquinas e monstros que querem destruir o mundo, aquilo que aquela autoridade falou sobre para onde se vai depois da morte... Isso tudo e mais é que são sensações confortáveis para se viver. Nada mais é preciso e nem é preciso saber se existe algum mal a ameaçar a humanidade. Lembrando, o bem sempre vence (até parece).


                                                                              Altino Olimpio

sexta-feira, 15 de julho de 2016

Mulheres mostrando seus bastidores

Sou do tempo e já faz tempo de quando as moças se vestiam apropriadamente para esconder seus atributos fisiológicos. Ainda nem se cogitava sobre a existência das calças de jeans para as mulheres. Elas usavam vestidos, saias, talher, combinação, anágua, meias de seda com um risco atrás que subiam pelas pernas e desapareciam por trás da saia ou do vestido e eram presas ou suspensas por ligas que ficavam ocultas. Tudo isso esteve a provocar e muito a imaginação masculina. “Como seria aquele segredo que ficava acima dos joelhos?” Os homens viviam na esperança de ver alguma mulher ao cruzar de suas pernas e com essa “distração” dela poder ver o que quase nunca se via (risos).

 

Seios e pernas femininas sempre foi o maior espetáculo para se ver, pois, sempre ficavam escondidos como se fossem foragidos da justiça (risos). Nesta época de tanto progresso, vestidos, saias, talher, combinação, anágua, e meias de seda, mais podem ser vistos em museu. A moda que mais tem perdurado é o uso das calças de jeans. Algumas até são rasgadas, furadas ou desfiadas de propósito. É a moda do relaxo que “cai tão bem” para as mocinhas deslumbradas com as aparências de desleixo. Muito em uso também são os sensuais e provocantes shorts curtos e curtinhos revelando o que era velado antigamente: As pernas tão comuns de se ver hoje.

 

Sempre vou passear na avenida do meu bairro (sempre esqueço que o bairro não é meu) e lá me incluo no movimento das pessoas em seus “vai e vens”. Pelas fisionomias que vejo noto que muitos se sentem importantes com as tão importantes necessidades de seus cotidianos que eles têm para resolver. Pelo menos eles têm algo a fazer e eu não. Então, com saudade fico procurando ver alguma moça bonita de vestido. Nenhuma vejo. Por isso e muito “contra a vontade” sou obrigado a ficar olhando para as mocinhas de shorts. Outro dia me distrai nisso e com a imaginação proveniente disso, bruscamente me lembrei que “não sou mais aquele garoto que amava os Beatles e os Rolling Stones”. Essa lembrança me fez perceber como é ridículo não ter o que fazer e se fazer de ocupado com essas “coisas boas” de outras fases anteriores do viver. Ter muita idade é bom “só para se saber” que o que é bom já não se está a merecer, a conseguir ou a aparecer.

 

                                                                                Altino Olimpio


 

domingo, 10 de julho de 2016

O viver dos indiferentes parece ser melhor


Todos os seres humanos depois que nascem e se tornam adultos, embora não para todos, existem as prerrogativas de galgarem planos outros de consciência além da consciência simples e comum do apenas viver por viver até morrer. Desde lá do passado existem organizações afins com o intuito de promover o desenvolver da consciência para planos mais altos de conhecimento para seus membros associados. Estes eram considerados como sendo os escolhidos e dignos como merecedores para receberem os daquelas organizações chamadas de secretas, os conhecimentos, aqueles que eram ocultos para a maioria do apenas viver por viver.

Mais no passado esteve em voga o conceito de se poderem atingir níveis superiores de consciência, mas, para tanto era primordial total dedicação a essa possibilidade.  Nomes de pessoas influentes eram divulgados como sendo elas adquirentes do expandir de suas consciências. Também eram divulgadas como sendo pertencente a alguma das sociedades secretas de suas épocas. Todas foram exemplos de dedicação ao desenvolver de suas capacidades latentes para se sobreporem à maioria com suas superioridades em conhecimento ou sabedoria.

Como a dedicação era e é o principal dever para se obter qualquer avanço desejado, seja ele mental, filosófico, psicológico ou espiritual, essa busca não poderia ter a interferência pelos envolvimentos com os atrativos mundanos. Por isso “muitos filósofos morreram quando seus filhos nasceram”. Isto era uma admoestação para aqueles que se desviassem de seus rumos de evolução e fossem vencidos pelo mundo com suas atrações comuns a todos. Até o casamento e o constituir família eram o criar cadeias terrenas e isso era a ocupação dos indiferentes por suas evoluções. Satisfeitos com suas condições mínimas de conhecimentos ou de cultura, os indiferentes sempre são da maioria. Talvez, sejam eles os normais (risos).

Quanto à evolução humana, mais como ela é promovida pelas instituições (secretas ou não) previstas para isso, ela, a evolução, com certeza chega junto com cada um ser “evoluído” até a sua morte. Nada se sabe além dela. Tudo que é obtido mentalmente, conceitualmente, é através da absorção pelo cérebro. Como todos os órgãos corporais são destruídos pela morte, ele, o cérebro, também é destruído e com ele todo o seu conteúdo conceituado até então, porque ele é terreno. Isso é mais conclusivo para se conscientizar do que o presumir duma continuidade do ser e da mesma evolução que lhe existia no cérebro antes de sua morte.

A evolução seja mental, psicológica, filosófica ou espiritual, obtida por muitos, quase sempre é de “segunda mão”. É derivada de estudos, leitura, idéias de outros e etc. e quase sempre sem comprovação real de suas autenticidades. Para muitos só o acreditar já é o suficiente para uma idéia ou hipótese ser um fato real e indubitável. Isso, sempre é uma tendência do ser humano irrefletido ou mal refletido. Não importa alguém pertencer para a maior e melhor instituição do mundo se dela obteve ensinamentos ou conhecimentos e não os comprovou por experiência própria. Antes disso eles não são fatos e sim hipóteses.  O fato de aceitá-los não implica para alguém se pensar como sendo o dono da verdade. Quando assim pensa e até se exterioriza perante outros, tal alguém pode estar envolvido com mentiras pensando estar envolvido com verdades. Dessa categoria de gente, existem muitos vivendo de incoerências sem saber, e o pior, expondo-as para os desafortunados de raciocínio.

Coitada de verdade! Ela não mais está sendo procurada porque as superstições e as mentiras são bem mais contagiantes. Viver de verdades não é lucrativo. Os indiferentes, aqueles apenas do viver por viver desfrutam melhor da vida por não terem suas cabeças cheias de tantas teorias, superstições, hipóteses e abstrações. Eles têm menos probabilidades de perderem o juízo se comparados com aqueles repletos de “conhecimentos” ou de tantas informações que a morte interrompe, mas, antes disso, os faz se afastarem dos muitos prazeres da vida por considerá-los obstáculos para as suas tidas evoluções. Entretanto, as opções existem. Enveredar pela busca da evolução mental, espiritual ou ser indiferente a ela. Contudo, parece que tanto faz, porque, como escreveu o místico e mestre espiritual George Ivanovich Gurdjieff falecido em 29 de outubro de 1949 “todos são farinha do mesmo saco” (risos).

                                                                          Altino Olimpio                        






terça-feira, 5 de julho de 2016

Pandemônio

Pandemônio

Será que essa humanidade louca é só de agora ou sempre foi louca conforme relata as história. Parece que desde o advento do homem, essa criaturinha complicada multiplicada em milhões chamados de população mundial, sempre foi dada a demonstrar loucura. Desde sempre essas criaturas humanas consideradas as mais inteligentes do planeta guerrearam entre si. Semelhantes sempre mataram semelhantes mesmo nas guerras religiosas. Quando eu era jovem e acreditava na “evolução humana”, talvez também eu já fosse louco porque acreditava nisso. Felizmente porque hoje percebi que é preciso ser louco para poder se dar bem com os outros (risos).

Sempre que existia uma guerra entre países, os afetados por ela “não perdiam tempo” em evoluir, pois, muito mais importante era o salve-se quem puder. Em tempo de guerra, sobreviver e ter o que comer sempre é mais prioritário. Quando ao terminar de uma guerra vem o tempo de paz, logo retornam as antigas e também novas instituições são criadas para o desenvolver mental e espiritual  da população. Instituições religiosas, filosóficas, esotéricas, psicológicas e etc. todas estando a promover a tão falada elevação da consciência para com isso a tolerância, a honestidade, a solidariedade, a religiosidade, a intelectualidade e etc. reinarem entre o povo.

Infelizmente, mesmo depois de tantas guerras tendo existido, os animais homens ainda não aprenderam a conviver em paz com outros homens. Sempre existem os idiotas que são bárbaros ainda, guerreando por impor seus ideais totalmente desumanos, desvairados. Quase sempre somos noticiados sobre homens que se explodem em público matando dezenas de pessoas de seus arredores mesmo elas sendo crianças inofensivas. Parte da humanidade é completamente louca. Para essa parte da humanidade, a evolução não encontra abrigo.

Neste nosso país, Brasil, onde não existe guerra de verdade, em compensação existe a safadeza humana. Viver aqui está um “Deus nos acuda”. Temos gente desonesta por todos os lados. Já se sabe que o foco maior está na política. Bandidos perigosos, então, são de uma epidemia sem contenção. Às vezes parece que a sacanagem é a moda mais preponderante. Quando se assiste aos noticiários televisivos, se percebe que o pandemônio se instalou por aqui e talvez para sempre. Resta-me a decepção de dizer que ‘falharam’ todas as instituições para conter os ímpetos humanos em suas práticas de tantas maldades. Fracassaram também em promoverem suas evoluções. Cabeças ocas prosperaram mais.

                                                                                    Altino Olimpio




sábado, 2 de julho de 2016

Tenha uma conversa inteligente

Li num texto que me enviaram e escrito por Mario Sabino o seguinte: Há uma passagem na biografia de Winston Churchill escrita por Lord Roy Jenkins que não me sai da cabeça. Ao visitar um distrito pobre, o ainda jovem Churchill perguntou a um assessor: “Você imagina o que é passar uma vida inteira sem ter uma conversa inteligente?” Ele esteve falando da falta de oportunidade de desenvolvimento intelectual dos habitantes daquele lugar que lhe parecia especialmente precário. Winston Churchill (30/11/1874 – 24/01/1965) foi um político conservador, principalmente famoso por sua atuação como primeiro-ministro do Reino Unido durante a Segunda Guerra Mundial.

Aquela pergunta que o Churchill fez a um assessor me fez pensar se alguma vez fui premiado ao ter alguma conversa inteligente com alguém do meu relacionamento. Ao pensar sobre isso, vários rostos de parentes, amigos, conhecidos e algumas mulheres, numa sequência, surgiram na minha lembrança e... Penso ser melhor mudar de assunto porque... (risos) Mas, o que seria uma conversa inteligente?  Seria de duas ou mais pessoas discutindo sobre fatos de suas profissões? Seria de pessoas se emocionando e até se exaltando ao falarem de futebol? Seria uma conversa inteligente ao se falar sobre a podridão que afeta muitos políticos? Seria a seriedade de pessoas repetindo sempre as mesmas coisas relacionadas à religião? Seria uma conversa inteligente aquela de interesse mútuo entre representantes de países? Afinal, o que seria mesmo uma conversa inteligente?

Sabe-se do existir de conversas, digamos interessantes, estando elas além das compreensões daqueles “inteligentes”, mas, inteligentes só no âmbito de suas profissões e de seus relacionamentos afins. São os de “pé no chão”.  São os “cotidianistas” a sempre conviverem com suas obrigações, seus hábitos e costumes que não se diferem da maioria que é indiferente e desinteressada pelo que esteja fora da esfera de suas atividades materiais diárias. Entre esses existem aqueles pobres convictos de suas “superioridades” para criticarem quem opta por desenvolver suas aptidões latentes. Nesse desenvolver muito tem ele de útil, mental e intelectual, mas, infelizmente ou felizmente, os “convictos” acima citados nunca irão saber. Nem é preciso, eles são autossuficientes (risos). Nunca saberão de muitos dos conceitos certos e apreciados pela filosofia, pela psicologia e pelas organizações afins com práticas de ensino sobre algumas das possibilidades humanas, as inimagináveis pela maioria “sustentada” pela arrogância de não querer saber e nem de entender. Ah, esqueci! O assunto aqui era para ser sobre “conversa inteligente”. Mas, essa conversa só é possível entre inteligentes. Não sei se estou à altura para isso.

                                                                                 Altino Olimpio