domingo, 31 de janeiro de 2016

Chutômetro cósmico


As interpretações de observações astronômicas em 2014 indicaram que a idade do Universo é de 13,82 bilhões de anos. A idade oficial da terra aceita atualmente é de 4,5 bilhões de anos. O sol aparentemente está ativo por 4,6 bilhões de anos e tem combustível suficiente para continuar por aproximadamente mais cinco bilhões de anos. Essas idades foram estimadas por cientistas astronômicos e calculadas pelo Grande Computador Chutômetro. Acredita-se que essas idades astronômicas tiveram seus inícios no famoso Big Bang. É difícil imaginar o que “ou quem” acendeu o pavio que originou uma explosão ou uma expansão do nada que existia (risos) para se transformar no tudo que hoje existe.  Galáxias, estrelas, planetas e finalmente a vida. Ainda não consegui “engolir” essa teoria do Big Bang. Mas, quem sou eu pra duvidar? Se existiu esse tal de Big Bang que originou todo o Universo, supõe-se que antes dele nada havia, ou só o vazio existia. Há quem diga que antes Deus existia. Entretanto, sua existência só foi “religiosamente confirmada” bilhões de anos depois do Big Bang pelos seres humanos do planeta terra, “até quando eles existirem”. Atualmente existem várias “teorias científicas” sobre o Big Bang, sobre qual foi sua causa, sobre o que existia no nada que existia (risos) antes dele para causar-lhe existência, criando assim, o início da existência do Universo. Quanto mais eu lia sobre tais teorias, mais pensava que eram doidices.  Teoria do átomo primordial, teoria das cordas, teoria de universos paralelos e etc. A teoria do Big Bang (grande explosão) explica que o universo surgiu a partir de uma explosão primordial. Essa explosão ocorreu em função da grande concentração da massa e energia. Como essa massa e energia existiam antes do Big Bang nada se sabe (risos). O surgimento ou início do universo ainda é um mistério, talvez, para sempre. Mistério maior é o Dia do Juízo Final dos seres humanos. Seria no fim da existência da terra quando todos os seres humanos morrerem? Dizem que o sol antes de deixar de existir crescerá tanto que engolirá o nosso planeta. Conforme cálculo dos cientistas no Grande Computador Chutômetro, isso ocorrerá daqui há cerca de cinco bilhões de anos. Por falar em juízo, hoje é incontável o número de pessoas que o perderam aceitando hipóteses, idéias e teorias como sendo realidades.

                                                                                         Altino Olimpio


sexta-feira, 15 de janeiro de 2016

Pensar pode, falar não


Tudo que existe tem seu início, meio e fim. Como sabemos, os frutos nascem, crescem, amadurecem e depois apodrecem. Existe uma relação com os seres humanos, eles também nascem, crescem até a maturidade e depois envelhecem, isto é, murcham como se fosse um apodrecer (risos). Isso parece ser mais cruel para as mulheres, muito mais para as artistas que conquistaram fama com suas belezas. É comum entre amigas, o comentário de como está “acabada” (envelhecida) outra amiga que está ausente na conversa. Os homens são mais “desbocados” ao se referirem a esse fato: “Ontem, depois de muitos anos vi o fulano... Ele está num bagaço (envelhecido) que dá até dó.” Mas, hipocrisia paliativa sempre existe para isso. É comum qualquer pessoa falar para outra que ela não envelhece e que continua a mesma, embora, sua fase atraente há muito tempo tenha se esgotado. Esse falsear com a realidade até funciona como um antídoto psicológico para quem se recusa estar a envelhecer para os outros. Podemos estar na presença de uma pessoa já nessa situação “desastrosa”, mas, não devemos falar-lhe a verdade de que ela está naquele estado lamentável a que todos fatalmente irão se igualar. Nisso “só podemos pensar (aliás, é inevitável), mas falar, não” (risos).  Outro dia estava eu andando pela calçada da avenida do bairro donde moro e quase me esbarrei ao encontro com uma conhecida que não a via já há muitos anos. Só depois de passar por ela é que a reconheci. Como foram cínicos os meus pensamentos naqueles instantes: “Caramba, é a fulana. Mas, como está desfigurada. Coincidência vê-la agora depois de tantos anos. Ela era tão bonita”. Dias depois a revi fazendo compras e fiquei fitando-a até que ela percebesse e também me visse. Ah, ela me percebeu e me viu. Olhou-me e percebi que ela, com certeza, não me reconheceu. Se tivesse me reconhecido teria me cumprimentado pela amizade que tivemos no passado. Mas que decepção! Será que ela não me reconheceu porque também eu estou desfigurado? Gozado, para ela estive. Pensei que isso só acontecesse com os outros e não comigo (risos). Que triste é a vida agora. Quando passeio pela avenida, mais fico assanhado ao ver tantas jovens em seus apogeus e eu na situação delas “não mais serem para o meu bico”.

                                                                                     Altino Olimpio





quarta-feira, 6 de janeiro de 2016

E tudo passa, tudo passará...


Se saia por onde se queria
Nem precisava dizer para onde se ia
Aquela vila do interior se escondia da cidade
Entre matas, eucaliptos e araucárias
Era pacata e se ouvia o apito da fábrica
Mas aos domingos a fábrica não apitava
Tudo parecia mais quieto igual ao sol
Que mais esquentava se não havia vento
A rua de terra ficava deserta
Movimento só se via na correnteza do rio
Certa era a melancolia que se sentia
Ao pensar em quem também lá existia
Toda aquela gente fazia parte da alegria
Daquele lugar abençoado pela harmonia
Quando alguém de lá morria
A todos de lá muito entristecia
Naqueles dias em que o mundo emudecia
Tão pequeno eu já era a solidão
Era nela que muito eu me escondia
Para pensar na vida e no que eu seria
Aquele lugar me viu nascer e crescer
Naquele tempo de eu apenas saber ser
Ser o viver sem a nada me prender
A não ser no que eu só tinha pra viver
Que era aquele lugar pra eu nunca esquecer
Embora aquele lugar viesse a desaparecer
Mas se ele ainda existisse pra rever
Hoje seria lá que eu iria me esconder
Para me vingar do tempo que a transcorrer
Ano a ano me fez envelhecer
Afastando-me da alegria de criança viver

                             Altino Olimpio