sexta-feira, 27 de novembro de 2015

Impróprio para simplórios, moralistas, crédulos e fanáticos


Como teria sido a vida do primeiro homem na terra? Só podemos imaginá-lo com seus assombros, suas dúvidas e suas incertezas. Em suas caminhadas sem rumo ele deve ter encontrado a primeira mulher do mundo. Duas criaturas parecidas se encontrando foi a primeira coincidência humana. Ela olhando para o peito dele pensava “está faltando alguma coisa”. Ele, também, olhando para o peito dela deve ter pensando “tem coisa demais”. Ele, baixando o olhar e olhando entre as pernas dela pensou “está faltando alguma coisa”. Ela também baixando o olhar e olhando entre as pernas dele pensou “nossa, tem coisa demais”. Como não havia mais ninguém para explicar aquela diferença entre eles, eles não sabiam o porquê da diferença. Mas, sabiam que era por onde eles urinavam. Eles pensavam que aquelas “coisas” só serviam mesmo para urinar. Aprenderam que serviam para outra coisa quando viram bichos e animais se acasalarem. O cachorro com a cachorra, “o girafo com a girafa, o barato com a barata” e etc. Ao imitarem os bichos no unir daquelas duas coisas diferentes entre si, ele e ela descobriram o quanto era gostoso. Sim, eles perceberam pela primeira vez o maior prazer do mundo. Mas, ainda não sabiam da consequência. Logo a barriga dela começou a crescer, a inchar. Foi a primeira preocupação humana. E se a barriga não mais parasse de inchar o que de mal poderia acontecer? Como mais ninguém existia para explicar, aquele homem olhando para aquela grande barriga deve ter pensado: Será que aquilo que escapou daquilo dele dentro daquilo dela é que a fez inchar? Entretanto, com o nascer de um bebê a barriga da mulher voltou ao normal e ambos compreenderam a razão daquele inchaço. Uma criança, um filho... Isso foi o primeiro “crescei-vos e multiplicai-vos”. Quem já pensou sobre o que veio primeiro, se o ovo ou a galinha, também pode pensar sobre quem veio primeiro, se o homem ou o bebê. Claro que foi o homem. Conforme relatado num livro sagrado escrito por inspiração divina, ele foi feito por barro já grande como homem e sem ter sido bebê antes. Esse foi o primeiro milagre do mundo. Até aqui tivemos uma breve idéia de como, em parte, teria sido o primeiro homem do mundo. Sobre o último, ou últimos homens do mundo, ninguém conseguirá saber como serão eles, porque, todos estarão malucos devido ao massacre sofrido por tanta tecnologia e por lerem crônicas como esta (risos).                                                                                     

                                                                                            Altino Olimpio


quarta-feira, 25 de novembro de 2015

Entrevista com a situação


Pergunta – Como estão os ventos que assopram pelo Brasil?
Situação – Os ventos estão bem. Inteligente foi quem os inventou. Eles existem em todos os países e são de graça aqui no Brasil.
Pergunta – Por que houve a seca no Estado de São Paulo?
Situação – Porque os paulistas não sabem administrar o vento e ele assopra as nuvens para longe. Também está havendo o esquecimento global. Esquecer o vento é perigoso.
Pergunta – Por que está havendo tanto calor agora?
Situação – É um defeito que está ocorrendo no sol. Depois que ele aparece e circula em volta da terra, só o lado mais quente dele é que fica voltado para nós. Se a terra não ficasse parada por falta de graxa em seu eixo, o calor seria menor. Quando a chuva apaga o fogo do sol a temperatura fica bem baixa.
Pergunta – Fale sobre a derrota de sete a um que tivemos contra a Alemanha?
Situação – Foi sabotagem! Colocaram para aquele jogo uma bola muita mais redonda do que as outras. Eu vi. Eu estava lá. Até pedi ressarcimento do preço do ingresso.
Pergunta – Por que a energia elétrica está tão cara?
Situação – Veja só! Viajei por vários países e por lá as pessoas não tomam banho todos os dias. Por aqui é um absurdo. Têm muita gente tomando banho todos os dias. O preço mais caro da energia é para evitar isso. Outra coisa. De tanto tomarem banho quase secaram todos os nossos reservatórios de água. É preciso castigar esse povo exagerado.
Pergunta – E como vão as tão faladas pedaladas?
Situação – Ah sim! As melhores estão nas ciclovias de São Paulo.
Pergunta – O que a Situação acha que está faltando para esquentar de novo o Brasil?  
Situação - Vulcões. Não os temos por aqui. Seria importante construir um.
Pergunta – É verdade que a crise pode forçar o governo a demitir muitos deputados?
Situação – Isso é mentira. O governo nunca demite seus “funcionários” mais leais e colaboradores, sendo eles “mãos de obras especializadas”. Coitados, eles já andam tristes por causa da fórmula 85/95 de contribuição para a aposentadoria integral.
Pergunta – Como vai ficar a tragédia de Mariana de Minas Gerais?
Situação – Vai continuar como tragédia. Não dá para “destragediar”.
Pergunta – Nessa crise o que vão fazer os desempregados?
Situação – Nada. Fazer o que se estão desempregados? Cada pergunta...
Pergunta – Tem havido protestos que a Mídia não divulgou. Por quê?
Situação – É porque ela me ama e os repórteres também, isso ta na cara.
Pergunta – Alguns vetos importantes para o povo não foram “desvetados” pelo congresso enquanto o Renan esteve renando por lá. Ele está de bem com a situação?
Situação – Sim. E por acaso algum dia não esteve?
Pergunta – O Dep. Cunha não é ingênuo? Será que ele não sabia que não se pode mentir na CPI. Mentir só se pode para as eleições. Não é falta de decoro... É falta de couro.
Situação – Coitado dele. Vai ser “partido” pelo nosso melhor Partido.  
Pergunta – Nos jogos indígenas, naquela saudação à mandioca a Situação não esteve insinuando que os índios não comem churrasco como os políticos de Brasília?
Situação – Verdade. Mas, num futuro não muito distante, do modo que a “coisa” vai indo, além dos índios, todo o povo brasileiro só terá, mesmo, milho e mandioca para poder sobreviver e os sabugos de milho irão substituir o papel higiênico, conforme eram usados no passado.

Agradecemos a “Situação” por esta entrevista bem elucidativa.

                                                                                        Altino Olimpio

                                                                                         






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quinta-feira, 5 de novembro de 2015

Os pardais e o povo



Mais na infância nossa curiosidade fez com que mais nos integrássemos com a graça da natureza e sua fauna. Sobre as aves lembro-me bem dos pardais em suas barulhentas revoadas de árvore em árvore. Mais no fim das tardes, eles sempre em bando com seus piados conjuntos interrompiam o silêncio da despedida do dia para o chegar da noite. Os pardais entre as espécies de pássaros são os mais simples, mais “humildes” e existem em maior número. Por isso parecia que quaisquer outros pássaros diferentes fossem mais bonitos e mais, digamos, especiais do que eles. Em “elegância” os pardais perdiam para os outros pássaros. Em “ética e educação” também (risos). Eles pareciam estar sempre em algazarras e ninguém os preferia para cantar em suas gaiolas. As andorinhas bem mais “comportadas” que ficavam lado a lado pousadas nos fios de energia de um poste a outro das ruas pareciam reprovar o comportamento dos pardais. Quando penso no mundo dos homens noto uma semelhança com a existência dos pássaros. Como os pardais, os homens mais simples são maioria. São considerados como sendo do povo e até podem ser massas de manobra. Outros existem mais evoluídos (como pássaros mais coloridos) e eles (como as andorinhas) melhor se comportam, nunca sendo maus exemplos para outros. Entretanto, na nossa política às vezes surgem alguns pássaros mais competentes em seus cantos, mas, infelizmente, logo eles se vêem na necessidade de se “pardalrizarem” com e como os demais para poderem continuar em seus ninhos tão cobiçados, aqueles em que os mais simples da “fauna humana” construíram para eles quando os escolheram para politicamente representá-los, mas, não com “piu-piu” do faz de conta.


                                                                                         Altino Olimpio

domingo, 1 de novembro de 2015

O baile dos arrependidos



Ainda bem que existem pessoas sempre tendo a intenção de promover eventos. Algumas delas estão estudando uma maneira de promover um evento grandioso, inesquecível para ficar na história deste país.  Nada melhor como um grande baile. Para atrair o maior número de participantes seria necessário inventar uma propaganda que atingisse o íntimo de cada um, suas de hoje lamentações, exteriorizadas ou ocultas. Então, o baile seria para uma catarse, isto é, para o se livrar de sentimentos reprimidos e conturbadores. Para isso o baile teria um nome bem característico: “O Baile dos Arrependidos”. Com esse chamativo, a presença de participantes com “problemas de consciência” seria bem numerosa. Na propaganda do baile, incluso estaria o convite de participação para pessoas de todos os Estados da Nação Brasileira. Para o acesso de tanta gente seria preciso um salão enorme, dezenas de vezes o tamanho do salão do agora conhecido Templo de Salomão da Cidade Jerusalém do Oriente de São Paulo. Por “falar” em arrependimento, muitos se originam dos enganos ou erros trágicos que muitos cometem. Mas, o que isso tem a ver com o baile? Ah... ... Esqueci (risos). Opa lembrei-me. Como antigamente se dizia que o mês de maio era o mês das noivas, o mês de junho é o das festas juninas, o mês de outubro quando tem escrutínio tem sido o mês da inconsciência e ignorância para os intelectualmente amestrados. É quando a maioria num ato obrigatório “bem democrático” pode como no dizer do conhecido comediante Chávez “sem querer querendo” escolher patifes para representá-los politicamente. Com o tempo a passar e a patifaria a se confirmar, muitos se arrependem de, sem querer ou não, terem sido cúmplices de práticas ilícitas até reincidentes. Então, a idéia de um baile para eles é boa. Arrependidos entre arrependidos, todos se sentiriam confortáveis no “Baile dos Arrependidos”. Se a idéia desse baile se concretizar, também pretendo comparecer, embora, nada tenha com o que me arrepender. Leitor seria uma surpresa te encontrar lá, como também, muitos conhecidos meus.  Que não se sintam desconfortáveis, a amizade será sempre a mesma (risos).

                                                                                        Altino Olimpio