quinta-feira, 31 de dezembro de 2015

Desejos, apenas desejos de desejos

Nesses dias de Natal e de fim de ano, pessoas se preocupam com quem possa ficar sozinho nestes dias como se isso fosse “o fim do mundo”. Nessas ocasiões, muitos ficam querendo levar muitos para onde muitos não querem ir, porque, muitos já viram muito do que puderam ver e como tudo é um dejavi muitos não mais querem ir, porque pra muitos deles, por causa de suas idades avançadas nada mais tem graça (risos). Ainda persiste o costume de todos desejarem a todos um feliz Natal e um ano novo repleto de realizações. Lembrando, se todos tivessem o poder de fazer acontecer o que desejam para outros, já há muito tempo “teria ido para o espaço” o partido político e quase todos os políticos que estão no governo deste país. Para isso poderemos “desejar o tanto e o quanto quisermos” e de nada vai adiantar. Parece que nesta época nem nas urnas esse desejo se concretiza. Então, o desejar é eficiente só no desejar. Na verdade, se as pessoas tivessem sucesso na realização do que desejam para outros, claro que, também iriam desejar para si mesmas, ou, só para si mesmas (risos). Eu quando era criança não sabia o quanto são crianças os adultos. Eles não vivem de realidades. Então, que dizer daqueles de sempre “sempre enganados” naqueles desejos de sonhos a serem realizados para o ano novo através de “simpatias” da época, tão infantis quanto ridículas? Para o próximo ano novo (já tão velho de tanta besteira acumulada) a “onda” é o uso de roupa amarela para quem quer ganhar dinheiro sem ser político. Atualmente isso é quase impossível. É incontável a quantidade de pessoas que no final do ano passado receberam de outros os desejos para que elas tivessem um feliz Natal e um ano novo repleto de felicidades. Quantas delas ficaram desempregadas, quantas estão sufocadas com dívidas, quantas sofreram acidentes graves, quantas perderam suas casas nas enchentes, quantas perderam seus filhos ou seus pais em acidentes ou assassinatos e etc. e mesmo assim, essas pessoas que sofreram tais danos irreparáveis, acreditem ou não, também elas ao se encontrarem com outras lhes desejarão “feliz ano novo” como se seus males passados nada tivessem tido a ver com o “feliz ano novo” irrealizável que anteriormente lhes desejaram. E assim a vida continua. Ainda bem. Que seria de nós todos se nada nos desejassem? Quanto a mim penso que morreria.

                                                                                       Altino Olimpio



terça-feira, 22 de dezembro de 2015

A alma sob dúvida


Às vezes me lembro dos livros Pré-Socráticos e como gostei das reflexões daqueles filósofos de tempos tão remotos. Do pós-Sócrates temos de Platão, seus conhecidos livros como, Fédon, O Banquete, A Republica e Fedro.  Fédon, que retrata a morte de Sócrates tem como tema a imortalidade, conforme ele declarava. Para isso, acreditava então na existência da alma. Mas, na época dele “não existia como hoje existe bem mais avançada”, a ciência fisiológica das funções próprias de cada órgão dos seres vivos para melhor poder raciocinar sobre o tema em questão. Sócrates para aquelas suas constatações “esotéricas” sozinho deve tê-las criado em sua mente devido as suas reflexões sobre a vida, sobre a morte e sobre o destino dos homens a serem mortos e esquecidos. Para isso tinha muito tempo. Suas ainda teorias sobre a alma e sua imortalidade triunfaram no se espalhar para a humanidade. Hoje temos religiões para o “elucidar” das pessoas sobre suas almas e seus comportamentos, para elas terem continuidade merecida na imortalidade.   Para Sócrates e para quem é igual em suas idéias, bem depois dele outro filósofo, Aristóteles, se me lembro, ele disse o seguinte: “Tudo que constitui os seres encontram-se nos próprios seres e não o transcendem”. Explicando, as conclusões de Sócrates sobre a alma e a imortalidade, elas mentalmente tão só estariam nele e para ele sem ter conotação lógica externa.  Se alguém acreditasse existir homens com dez pernas, isso seria imanente em quem acreditou e nunca lhe seria transcendente. Claro, não haveria correspondência externa. A constituição humana tendo o cérebro, neurônios, sistema nervoso e tudo o mais, mais são e estão para a manifestação da consciência. Ela estando no corpo parece ser independente dele, isto é, sendo dele, mas não sendo ele. Assim, a consciência é entendida como sendo a parte espiritual do corpo, sua alma. O que também corroborou com essa idéia de sermos duplos, duais com corpo e alma, pode ter sido a incidência dos sonhos. Neles o homem se via em outros lugares enquanto dormia. Parecia que sua parte imaterial se desprendia de sua parte material. Daí o pensar ser-lhe principal sua parte invisível, inclusive tendo ela a “fisionomia espiritual” igual à fisionomia do corpo material.  Conforme acreditava o Sócrates, na morte do corpo a alma continuava a existir sem ele. Entretanto, se todos os atributos humanos como o pensamento, a imaginação, o raciocínio, a memória, os sentimentos, as emoções e etc. são aceitos como sendo da consciência, esta também pode ser aceita como sendo a alma ou função dela. Contudo, como já “dito”, pra existir e se manifestar “a consciência necessita de órgãos como o cérebro, neurônios, sistema nervoso e tudo o mais” para se sustentar. Na morte sem esses meios para se sustentar, se manifestar, a consciência desaparece, ela também morre. A alma, então, também não sobrevive se ela e a consciência forem unas, sinônimos. Porém, existem outras atividades no corpo humano que são ocultas. Estas são a atividade da digestão dos alimentos, a atividade do batimento do coração e da circulação do sangue, a atividade do manter da temperatura interna e entre outras, a atividade da cicatrização com memória para a recomposição de como eram antes os locais afetados por lesões aparentes, internas ou externas. Subconsciente é o nome utilizado como referência para essas atividades ocultas. Também ele foi subentendido como sendo a alma. O homem é consciente quando está desperto, é subjetivo quando está a pensar, lembrar, imaginar, raciocinar, mas, adormecido ou desperto, ele é inconsciente de seu estado subconsciente que é ininterrupto no manter ativa a vida em seu corpo. A morte que é a dissolução do corpo, ela é o decompor dos átomos e dos elétrons que antes o comportavam.  Como e qual seria a parte da constituição humana que sobreviveria para compor a alma para sua imortalidade? Que cada um ao refletir sobre isso tenha a sua conclusão e que não seja ela influenciada pelo muito que desde criança ouviu sobre a existência da alma no homem e de sua eternidade. A alma sempre fez parte do nosso condicionamento e por isso, duvidar da existência dela para muitos é impensável. No entanto, para quem gosta de pensar mesmo com o que lhe possa contrariar, este texto poderá estar a lhe agradar.

                                                                                             Altino Olimpio


Se todos fossem indio por um dia...


Na paz do entardecer ao ouvir a música “Índia”, guarânia que foi famosa, ela me fez refletir sobre a diferença do viver entre os índios e os homens “civilizados”. Ao ouvir a música e repetindo-a para mais puxar da memória imagens e fatos indígenas vistos no cinema, isso aguçou minha imaginação e com ela “viajei” até o local de uma tribo qualquer. Cheguei lá à noite sob um luar de lua cheia. Naquele espaço descampado com a selva ao redor, circulei acompanhando o círculo das tendas que estavam ao redor de uma fogueira ainda em brasa e esfumaçando. Pareciam ser bonitas aquelas tendas, iguais as já vistas em filmes. Naquele silêncio parecido ser divino, às vezes se ouvia o canto da coruja e de outras aves noturnas. Quando uma nuvem encobria a claridade da lua, mais se destacavam as estrelas. Circunstância forçosa no provocar reflexões e elas vieram. Emocionaram-me por me sentir tão pequeno, tão fugaz diante da imensidão e por saber que nunca iria saber dos seus mistérios e nem dos mistérios da vida. Nessa insignificância sentida até havia me esquecido de onde estava. Entretanto, ao amanhecer na tribo fiquei vendo os índios em suas simples tarefas diárias. Por séculos e séculos parece que sempre foram iguais. Vivendo em tendas, caçando, pescando, se alimentando também de frutas, de milho e de mandioca. Vivendo em suas tendas nenhuma tinha escritura de propriedade e nem o solo por onde pisavam. Viviam na liberdade do ir e vir. O ter e o ser eram conceitos que não lhes existiam. Respeitavam a natureza como lhes sendo a doadora de tudo o que necessitavam. Pareciam viver em harmonia e sem disputas no lema “índio não explora e não mata índio”. Talvez até estes dias eles mantivessem seus estilos de vida rudimentar sem
o conforto, sem o progresso, sem a modernidade com a ciência e a tecnologia conforme nós hoje as conhecemos e usufruímos. Verdade, os índios foram ingênuos e supersticiosos ao acreditarem como sendo deuses o sol, a lua, o raio, o trovão e etc. Teriam sido mais ingênuos e supersticiosos do que os homens tidos como civilizados que se abstraem com invisibilidades divinas tendo-as como suas benfeitoras e protetoras? Tais invisibilidades estariam também a julgá-los e castigá-los pelas suas faltas cometidas contra elas? Sobre quem seria mais ingênuo, se os índios ou os “civilizados”, esta comparação deveria estar a provocar reflexões. Mas, com a imaginação ainda atuante sobre os índios, imaginei como seria este país apenas com a existência deles e sem a nossa. Nenhuma poluição existiria. Nenhuma criatura da fauna teria ameaça de extinção. Nenhum desmatamento existiria. Assaltos, assassinatos e estupros, talvez, também não. Política contendo políticos falsos, ignorantes e corruptos que envergonham e decepcionam a raça humana, também não existiriam. Não existiria um poder administrativo geral, um só governo, pois, cada tribo a si mesmo se administraria. Ninguém precisaria ir pra escola e sofrer por causa do estudo da matemática (risos). Não existiriam os “escolhidos” por Deus para contar lorotas do outro mundo (risos). Futebol só seria permitido entre os canibais que chutariam pro gol uma cabeça decepada de algum selvagem de outra tribo rival (risos). Não haveria lixões, não haveria água encanada e nem falta d’água, não haveria motéis, não haveria passeata gay, não haveria novelas, não haveria roupa para comprar ou vender, não haveria... Tanta coisa não existiria, mas, o leitor também pode se lembrar do que mais não haveria se este país só fosse habitado por índios pelados... Nudistas (risos).
Por que será que “me deu na telha” de ouvir aquela música “Índia” nesta tarde tão promissora para “afiar ou amolar” a minha cultura. A música me provocou o devaneio e me vi no imaginar dos índios em seus costumes corriqueiros. Ah, também vi mandiocas e me lembrei de nossa presidente.


                                                                                 Altino Olimpio

segunda-feira, 14 de dezembro de 2015

Infância, Juventude, maturidade e velhice


Faz muitos anos que aqui cheguei
Não me lembro de quando abri os olhos
Ainda não havia consciência
Pensamento também não havia
Foram muitos dias sem ser e sem saber
As imagens que eu apenas percebia
Não havia como distingui-las
Nada na memória para compará-las
Por isso no início eram confusas
Onde eu estava ou onde ficava
Era apenas um estar e ficar
Ainda não me existia o me importar
Não sabia como sabia chorar
A reclamar pelo querer mamar
Todo aquele nada de entender do que via
Desaparecia no sono que era incontrolável
Mas controlava o fechar dos meus olhos
E eu por muitas vezes sorria dormindo
Saber do que ou do porque do sorriso
Isso sempre foi incógnita e mistério
Quando no meu engatinhar era o alegrar
Para outros rirem me vendo engraçado
Depois nas tentativas de me levantar
De me equilibrar para poder andar
Sempre cambaleava ao ir até aos braços
De quem me amava e me amparava
Eram sorrisos e gritinhos na felicidade
Pueril vivida sem saber que era felicidade
Foram tempos sem contratempos
Na pureza da inocência criança ingênua
Mas o tempo sempre sem nunca pausar
Ele não é de parar e nem de amparar
Independente alheio de tudo segue seu curso
Não está a existir para servir de recurso
Naquele tempo de uma parte do tempo infinito
Vim a nascer e ser uma criança a crescer
Na infância o mundo era tão grande
Eu me via tão pequeno iluminado pelo sol
As noites eram muito escuras se não tinham lua
Eram de penumbra quando havia o luar
Foram encantos os pisca-piscas dos pirilampos
Na juventude a procura era por emoções
Sem saber que muitas seriam apenas de ilusões
Gostava-se de alguém pensando ser para sempre
Mas o destino interferia e tudo desfazia
A juventude era muito bem vivida
Antes de surgirem às responsabilidades da vida
Elas chegaram com a maturidade de ser adulto
Nessa fase tudo transcorreu como capítulos
Foram alegrias decepções perdas e tristezas
Sendo a fase da vida mais sujeita às implicações
Infância juventude e maturidade viajaram rápido
E desembarcaram nesta minha estação das recordações
Ela que é a estação final das aventuras e ilusões
Neste mundo de agora ausente das atrações de outrora
Pra quem ano a ano considera sem graça os cotidianos
No parecer que o mundo é divertido pra quem é iludido
Tolerando o constante desenfrear da decadência humana
Existente sob o céu azul anil neste gigante que é o Brasil
Para a velhice os presentes são sem futuro
Todos os dias parecem iguais e vazios de interesse
Os fatos diários logo somem da memória
Perdem na importância para os do pretérito
Eles sem querer sempre aparecem e reaparecem
Se agradáveis de lembrar eles são saudades
Se forem indesejáveis eles torturam a mente
Felicidade mesmo só a de quando criança
Quando como criança sem transtornos se vive a vida
Na velhice quando o velho para andar está a se apoiar
Pouco está a escutar e menos está a enxergar
Com a perda de energia a lhe dificultar
Mais ele vive por viver sem ter o que esperar
Até quando a morte chegar e a vida lhe acabar
Assim a morte é na vida o terminar dela
Para o retorno de o nada ser que se era

                                             Altino Olimpio











































quarta-feira, 9 de dezembro de 2015

A dança da vida



Hoje desceu sobre mim a nostalgia dos ausentes. Faz tempo que não vou a um baile. Então, me imaginei frequentando um no lugar onde nasci e vivi. Sozinho, sentado junto a uma mesa e ouvindo musica executada pela orquestra do baile, vendo os casais “presentes” contentes a dançar, meus pensamentos ficaram procurando pessoas que nunca mais havia visto. Na imaginação vi a dançar muitos casais do passado. Alguns amigos e amigas que também nunca mais havia visto vieram conversar comigo e até falaram que aparentemente quase nada mudei. Devolvi a gentileza mentirosa dizendo-lhes o mesmo. Muitos amigos e conhecidos que já se foram deste mundo, também os vi no baile dançando na minha imaginação. Na minha juventude a moda era beber “cuba libre” (coca-cola com rum) fumar cigarro de filtro e dançar de rosto colado com as moças cheirando a fixador laquê pelos cabelos. Não era difícil se apaixonar por uma delas. Depois do baile sempre uma ficava no meu pensamento até antes de adormecer. Casais de enamorados daqueles bons tempos também a dançar vieram para prestigiar minha imaginação, agora, já na tristeza da saudade. Alguns depois de se casarem deixaram de comparecer aos bailes e suas faltas foram sentidas. Minhas namoradas que se casaram com outros também estiveram presentes com seus maridos. Muito dançaram parecendo esquecidas que eu existo, ou que eu já havia existido para elas. Mas, na minha imaginação do baile até me esqueci de “tirar” alguma moça jovem bonita e perfumada para dançar. Agora retornando a realidade deste presente, quem nasceu e viveu num lugar pequeno é quem mais tem lembranças sobre seus conterrâneos, ainda vivos ou mortos. Sim, quase todos se conheceram e frequentaram os mesmos lugares, como o clube local, o cinema, a mesma igreja e etc. Na dança da vida, o ritmo dela é mutação. Pra muitos é difícil dançar nesse ritmo e por isso muitos se recolhem em seus lares e assim até se ausentam dos demais. Bolero, samba, samba canção, rumba, mambo e valsa foram o romantismo e a alegria que emocionaram os participantes dos bailes de outrora. Não mais sei como são os bailes de hoje. Não sei se ainda despertam aquelas mesmas emoções.  


                                                                                           Altino Olimpio   

Amoras pisadas


Naquela saudosa rua de terra
Sob a sombra daquela amoreira
Que se sobressaia do quintal daquela casa
E que se alastrava por sobre a rua...
Quando perambulando por lá cheguei
Olhei para cima e vi sabiás que espantei.
Naquele chão manchado por amoras pisadas
Não ouvi ruídos de pisadas se aproximarem
Até quando saindo de minha distração
Eu vi passar aquela de quem hoje lembrei.
Ela nada disse ao apenas me dedicar um sorriso.
Naqueles momentos na sombra da amoreira
Na dispersão dos pássaros causada por mim
Na passagem dela pelo chão pigmentado de roxo
Das amoras caídas ao abandonarem seus ramos
Isso tudo era a vida tendo seus momentos
E também eu tendo tais momentos na vida.
Ela é o nosso existir de momentos conscientes
Subsequentes em ocasiões conscientes diferentes.
Hoje em um dos meus momentos de existir
Estive absorto ao olhar pela janela do quarto
Donde dá pra ver o “pé de manga” do vizinho.
O vento esteve balançando seus galhos
E neles todas as folhas muito se remexeram.
Foram instantes em que a natureza se impôs
Soberana no provocar lembranças felizes
Ela trouxe para a minha mente distraída
Aquela rua, aquela amoreira com a sua sombra
Aquele chão colorido de amora esmagada
E aquela moça que silente me viu e me sorriu.
Depois da visão do pé de manga
Inevitável foi a minha curiosidade...
Onde ela estará? Nunca mais tive notícias dela.
Assim é a vida e mais somos recordações
No vazio que muitos nos deixam.

                                                  Altino Olimpio












Brasileiro nunca mente



Na Cidade de Brasília do Brasil onde está o foco das decisões brasileiras, algum tumulto está havendo por causa de um político estar sendo acusado que mentiu numa Comissão Parlamentar de Inquérito. Os tumultuosos devem ser malvados e mal intencionados apenas ao pensarem que algum político possa mentir. Isso seria uma tragédia nacional. Políticos em seus cargos honrosos foram eleitos pelo povo para administrá-lo. O povo brasileiro é o melhor do mundo para distinguir os melhores políticos compromissados com a verdade. E, por isso, nosso povo nunca se sentiu decepcionado com algum eleito que tenha mentido. Existe um político muito respeitado que é criticado por não saber de nada. Ninguém consegue entender que ele, de verdade, de nada sabe, porque, não é dado a fofocas provenientes da elite brasileira. Esse senhor, os melhores cientistas, daqui e do exterior, ainda não entendem porque por todos os cantos se ouve o nome dele. Seria ele um fenômeno a provocar e transmitir tanto amor irrestrito para ser tão querido e tão admirável pela sua inabalável honestidade? Seria ele o melhor expoente da verdade? Seria ele o melhor combatente contra a mentira? Qualquer idiota da Mídia sempre está a falar dele sobre problemas que afetam este país. Ele está sempre em pauta, embora, já tenho cumprido seu dever de elevar o Brasil para os píncaros da felicidade dos brasileiros, conforme a situação atual bem comprova isso. Se na Mídia sempre estão a falar dele é porque ela lhe deve muito favor. Entretanto, o povo tem que lhe ser grato, porque, para substituí-lo no cume das providências deste país, ele escolheu alguém, também, que nunca mentiu e nunca vai mentir. Não é na Venezuela e sim aqui no Brasil é que o povo está “maduro” para exigir as verdades e mudanças na política, embora, atualmente nenhuma seja necessária, pois, tudo está ocorrendo favoravelmente. Se não estivesse, nossos deputados e senadores em quem tanto confiamos, estimamos e amamos como nossos irmãos, eles estariam em seus postos preparados para o que fosse conveniente mudar para o favorecimento deste povo tão inteligente que odeia a mentira e não vota em quem mente, mas, se algum mentiroso existisse neste país seria, além de raro, o maior escândalo do mundo.

                                                                                Altino Olimpio



  

sexta-feira, 27 de novembro de 2015

Impróprio para simplórios, moralistas, crédulos e fanáticos


Como teria sido a vida do primeiro homem na terra? Só podemos imaginá-lo com seus assombros, suas dúvidas e suas incertezas. Em suas caminhadas sem rumo ele deve ter encontrado a primeira mulher do mundo. Duas criaturas parecidas se encontrando foi a primeira coincidência humana. Ela olhando para o peito dele pensava “está faltando alguma coisa”. Ele, também, olhando para o peito dela deve ter pensando “tem coisa demais”. Ele, baixando o olhar e olhando entre as pernas dela pensou “está faltando alguma coisa”. Ela também baixando o olhar e olhando entre as pernas dele pensou “nossa, tem coisa demais”. Como não havia mais ninguém para explicar aquela diferença entre eles, eles não sabiam o porquê da diferença. Mas, sabiam que era por onde eles urinavam. Eles pensavam que aquelas “coisas” só serviam mesmo para urinar. Aprenderam que serviam para outra coisa quando viram bichos e animais se acasalarem. O cachorro com a cachorra, “o girafo com a girafa, o barato com a barata” e etc. Ao imitarem os bichos no unir daquelas duas coisas diferentes entre si, ele e ela descobriram o quanto era gostoso. Sim, eles perceberam pela primeira vez o maior prazer do mundo. Mas, ainda não sabiam da consequência. Logo a barriga dela começou a crescer, a inchar. Foi a primeira preocupação humana. E se a barriga não mais parasse de inchar o que de mal poderia acontecer? Como mais ninguém existia para explicar, aquele homem olhando para aquela grande barriga deve ter pensado: Será que aquilo que escapou daquilo dele dentro daquilo dela é que a fez inchar? Entretanto, com o nascer de um bebê a barriga da mulher voltou ao normal e ambos compreenderam a razão daquele inchaço. Uma criança, um filho... Isso foi o primeiro “crescei-vos e multiplicai-vos”. Quem já pensou sobre o que veio primeiro, se o ovo ou a galinha, também pode pensar sobre quem veio primeiro, se o homem ou o bebê. Claro que foi o homem. Conforme relatado num livro sagrado escrito por inspiração divina, ele foi feito por barro já grande como homem e sem ter sido bebê antes. Esse foi o primeiro milagre do mundo. Até aqui tivemos uma breve idéia de como, em parte, teria sido o primeiro homem do mundo. Sobre o último, ou últimos homens do mundo, ninguém conseguirá saber como serão eles, porque, todos estarão malucos devido ao massacre sofrido por tanta tecnologia e por lerem crônicas como esta (risos).                                                                                     

                                                                                            Altino Olimpio


quarta-feira, 25 de novembro de 2015

Entrevista com a situação


Pergunta – Como estão os ventos que assopram pelo Brasil?
Situação – Os ventos estão bem. Inteligente foi quem os inventou. Eles existem em todos os países e são de graça aqui no Brasil.
Pergunta – Por que houve a seca no Estado de São Paulo?
Situação – Porque os paulistas não sabem administrar o vento e ele assopra as nuvens para longe. Também está havendo o esquecimento global. Esquecer o vento é perigoso.
Pergunta – Por que está havendo tanto calor agora?
Situação – É um defeito que está ocorrendo no sol. Depois que ele aparece e circula em volta da terra, só o lado mais quente dele é que fica voltado para nós. Se a terra não ficasse parada por falta de graxa em seu eixo, o calor seria menor. Quando a chuva apaga o fogo do sol a temperatura fica bem baixa.
Pergunta – Fale sobre a derrota de sete a um que tivemos contra a Alemanha?
Situação – Foi sabotagem! Colocaram para aquele jogo uma bola muita mais redonda do que as outras. Eu vi. Eu estava lá. Até pedi ressarcimento do preço do ingresso.
Pergunta – Por que a energia elétrica está tão cara?
Situação – Veja só! Viajei por vários países e por lá as pessoas não tomam banho todos os dias. Por aqui é um absurdo. Têm muita gente tomando banho todos os dias. O preço mais caro da energia é para evitar isso. Outra coisa. De tanto tomarem banho quase secaram todos os nossos reservatórios de água. É preciso castigar esse povo exagerado.
Pergunta – E como vão as tão faladas pedaladas?
Situação – Ah sim! As melhores estão nas ciclovias de São Paulo.
Pergunta – O que a Situação acha que está faltando para esquentar de novo o Brasil?  
Situação - Vulcões. Não os temos por aqui. Seria importante construir um.
Pergunta – É verdade que a crise pode forçar o governo a demitir muitos deputados?
Situação – Isso é mentira. O governo nunca demite seus “funcionários” mais leais e colaboradores, sendo eles “mãos de obras especializadas”. Coitados, eles já andam tristes por causa da fórmula 85/95 de contribuição para a aposentadoria integral.
Pergunta – Como vai ficar a tragédia de Mariana de Minas Gerais?
Situação – Vai continuar como tragédia. Não dá para “destragediar”.
Pergunta – Nessa crise o que vão fazer os desempregados?
Situação – Nada. Fazer o que se estão desempregados? Cada pergunta...
Pergunta – Tem havido protestos que a Mídia não divulgou. Por quê?
Situação – É porque ela me ama e os repórteres também, isso ta na cara.
Pergunta – Alguns vetos importantes para o povo não foram “desvetados” pelo congresso enquanto o Renan esteve renando por lá. Ele está de bem com a situação?
Situação – Sim. E por acaso algum dia não esteve?
Pergunta – O Dep. Cunha não é ingênuo? Será que ele não sabia que não se pode mentir na CPI. Mentir só se pode para as eleições. Não é falta de decoro... É falta de couro.
Situação – Coitado dele. Vai ser “partido” pelo nosso melhor Partido.  
Pergunta – Nos jogos indígenas, naquela saudação à mandioca a Situação não esteve insinuando que os índios não comem churrasco como os políticos de Brasília?
Situação – Verdade. Mas, num futuro não muito distante, do modo que a “coisa” vai indo, além dos índios, todo o povo brasileiro só terá, mesmo, milho e mandioca para poder sobreviver e os sabugos de milho irão substituir o papel higiênico, conforme eram usados no passado.

Agradecemos a “Situação” por esta entrevista bem elucidativa.

                                                                                        Altino Olimpio

                                                                                         






.






quinta-feira, 5 de novembro de 2015

Os pardais e o povo



Mais na infância nossa curiosidade fez com que mais nos integrássemos com a graça da natureza e sua fauna. Sobre as aves lembro-me bem dos pardais em suas barulhentas revoadas de árvore em árvore. Mais no fim das tardes, eles sempre em bando com seus piados conjuntos interrompiam o silêncio da despedida do dia para o chegar da noite. Os pardais entre as espécies de pássaros são os mais simples, mais “humildes” e existem em maior número. Por isso parecia que quaisquer outros pássaros diferentes fossem mais bonitos e mais, digamos, especiais do que eles. Em “elegância” os pardais perdiam para os outros pássaros. Em “ética e educação” também (risos). Eles pareciam estar sempre em algazarras e ninguém os preferia para cantar em suas gaiolas. As andorinhas bem mais “comportadas” que ficavam lado a lado pousadas nos fios de energia de um poste a outro das ruas pareciam reprovar o comportamento dos pardais. Quando penso no mundo dos homens noto uma semelhança com a existência dos pássaros. Como os pardais, os homens mais simples são maioria. São considerados como sendo do povo e até podem ser massas de manobra. Outros existem mais evoluídos (como pássaros mais coloridos) e eles (como as andorinhas) melhor se comportam, nunca sendo maus exemplos para outros. Entretanto, na nossa política às vezes surgem alguns pássaros mais competentes em seus cantos, mas, infelizmente, logo eles se vêem na necessidade de se “pardalrizarem” com e como os demais para poderem continuar em seus ninhos tão cobiçados, aqueles em que os mais simples da “fauna humana” construíram para eles quando os escolheram para politicamente representá-los, mas, não com “piu-piu” do faz de conta.


                                                                                         Altino Olimpio

domingo, 1 de novembro de 2015

O baile dos arrependidos



Ainda bem que existem pessoas sempre tendo a intenção de promover eventos. Algumas delas estão estudando uma maneira de promover um evento grandioso, inesquecível para ficar na história deste país.  Nada melhor como um grande baile. Para atrair o maior número de participantes seria necessário inventar uma propaganda que atingisse o íntimo de cada um, suas de hoje lamentações, exteriorizadas ou ocultas. Então, o baile seria para uma catarse, isto é, para o se livrar de sentimentos reprimidos e conturbadores. Para isso o baile teria um nome bem característico: “O Baile dos Arrependidos”. Com esse chamativo, a presença de participantes com “problemas de consciência” seria bem numerosa. Na propaganda do baile, incluso estaria o convite de participação para pessoas de todos os Estados da Nação Brasileira. Para o acesso de tanta gente seria preciso um salão enorme, dezenas de vezes o tamanho do salão do agora conhecido Templo de Salomão da Cidade Jerusalém do Oriente de São Paulo. Por “falar” em arrependimento, muitos se originam dos enganos ou erros trágicos que muitos cometem. Mas, o que isso tem a ver com o baile? Ah... ... Esqueci (risos). Opa lembrei-me. Como antigamente se dizia que o mês de maio era o mês das noivas, o mês de junho é o das festas juninas, o mês de outubro quando tem escrutínio tem sido o mês da inconsciência e ignorância para os intelectualmente amestrados. É quando a maioria num ato obrigatório “bem democrático” pode como no dizer do conhecido comediante Chávez “sem querer querendo” escolher patifes para representá-los politicamente. Com o tempo a passar e a patifaria a se confirmar, muitos se arrependem de, sem querer ou não, terem sido cúmplices de práticas ilícitas até reincidentes. Então, a idéia de um baile para eles é boa. Arrependidos entre arrependidos, todos se sentiriam confortáveis no “Baile dos Arrependidos”. Se a idéia desse baile se concretizar, também pretendo comparecer, embora, nada tenha com o que me arrepender. Leitor seria uma surpresa te encontrar lá, como também, muitos conhecidos meus.  Que não se sintam desconfortáveis, a amizade será sempre a mesma (risos).

                                                                                        Altino Olimpio

                                                                          


                                  

sexta-feira, 30 de outubro de 2015

Saudades da bananeira


 Saudades da bananeira

Quando garoto ainda, estava eu cagando atrás de uma bananeira quando um ser imenso me apareceu. Fiquei paralisado de medo diante daquela surpresa inusitada.  Sua luz era tão brilhante que, mais ainda clareou aquele dia de sol forte. O mundo parece que parou naqueles instantes. Nenhum ruído se ouvia. Até meus pensamentos sumiram. Em sua magnitude, o surpreendente ser brilhante aproximou-se mais e com sua voz ecoando pelos espaços me disse: PENSE SEMPRE, RACIOCINE, DUVIDE SEMPRE, PENSE, PENSE, RACIOCINE, RACIOCINE! Depois a imagem dele foi-se esvaindo até sumir. Voltei a ouvir ruídos, cantos de pássaros e de cigarras e percebi de novo que o mundo estava a girar. Olhei para aquela bananeira com carinho porque me lembrei que o Buda teve sua iluminação debaixo de uma árvore e eu tive aquela visão extraordinária estando atrás daquela bananeira enquanto evacuava proceder de políticos. E de fato, depois daquela visão daquele ser de luz, minha vida foi sempre pensar, refletir e raciocinar. Pra mim, água sempre foi água e vinho sempre foi vinho. Jamais um se transforma no outro. Os que não pensam, os irrefletidos, estes sim, podem acreditar em transformações impossíveis. O meu sempre raciocinar impediu que eu num voto de eleitor fosse cúmplice de um imbecil qualquer que depois de eleito fosse demonstrar sua habilidade no manejo de suas falcatruas políticas. Bem que “Ele” falou: Vigiai, vigiai sempre. E por acaso alguém vigia alguma coisa? Muita coisa acontece debaixo do nosso nariz e nós não vigiamos, não discordamos. Depois não adianta espernear e os desabafos nas passeatas de protesto são de pouca eficácia, assim como tem acontecido. Hoje, por demais, existem descalabros na nossa existência, também por culpa da insensatez daqueles desprovidos de raciocínio, que, pelo voto legalizaram parasitas para se exercerem no poder legislativo e executivo deste país. Se muitos eleitores tivessem tido na vida uma bananeira para suas caganeiras, talvez, também eles tivessem tido a presença de um ser de luz que os orientasse a ter raciocínio, para se safarem de serem coniventes com os inconvenientes de nossa política.

                                                                                      Altino Olimpio



Sabonete para almas sujas

Ouvi dizer que agora existe um sabonete purificador e para confirmar acessei a página do Google da internet e lá escrevi: “Sabonete para lavar a alma”. E não é que o assunto sobre o sabonete está “fervendo” por lá. Como deduzi, os cientistas químicos de uma igreja evangélica criaram um sabonete especial. Está a venda ao preço de cento e dez reais. Se aqueles políticos de alma suja souberem desse milagre eles comprarão todo o estoque desses sabonetes que poderão faltar para o povo. Pensando aqui, se ao utilizar o sabonete para lavar a alma, também utilizar no banho água benta, a alma deve ficar mesmo bem limpinha. Parece que vão inventar também um papel higiênico especial que limpa também o fiofó da alma. Vi lá no Google fotos do sabonete embalado com a logomarca da Igreja Universal. Também li que ela nega ter fabricado tais sabonetes. A Igreja Universal é aquela do Templo de Salomão e pela sua inauguração, autoridade presidencial, autoridades governamentais e municipais se fizeram presentes.  Isso significou que as autoridades estão de acordo com o modo com que tal instituição religiosa legalmente subtrai dinheiro de seus fiéis em troca das curas e mesmo de milagres presenciados por eles, os fiéis. Como se sabe, o governo sempre está a proteger o povo. Se existisse uma prática imoral e enganosa nesses tratamentos espirituais, claro que o governo impediria para nos proteger. Para fazer o bem para o povo, governo e tais igrejas benfeitoras são “farinha do mesmo saco”. Voltando ao sabonete espiritual, aconselha-se comprá-los de dúzia. Assim cada membro da família fica com o seu individual. Nas casas em que o sabonete é coletivo para banho, sempre tem discussão quando alguém encontra pelo de outro no sabonete. Isso irrita muito. Sendo individual, quando alguém vê um pelo de saco ou pelo de xana no sabonete, ele ou ela sabe que o pelo só pode ser dele ou dela. Diga-me que nunca viu um pelo de  num sabonete e eu te direi que você não é deste planeta.



                                                                                     Altino Olimpio

domingo, 11 de outubro de 2015

Tempos antiquados

Quase sempre o pensamento me faz retornar ao lugar onde nasci e vivi. Foi no Bairro da Fábrica da Indústria Melhoramentos de Papel de Caieiras. Local para compras só existia o armazém da indústria. Garoto ainda, quase sempre era eu a vítima para ir às compras. Isso muito me irritava porque sempre tinha que interromper alguma brincadeira ou o jogo de futebol de rua com bola de meia. Antes de adentrar ao armazém era impossível evitar a visão do velho abacateiro que ficava defronte fazendo sombra. Ao entrar logo se via os caixeiros aos seus postos por trás do balcão para atenderem os fregueses. Se bem me lembro, o primeiro da esquerda era o Nestor Lisa, depois o Kique, depois o Pierim, depois o Lázaro Roque e o último à direita era o Senhor Elpideo. O pior dia para as compras era aos sábados, quando mais pessoas compareciam e se acumulavam no armazém. O esperar a vez para ser atendido era um suplício. Ficava-se vendo e ouvindo quem havia chegado primeiro ser atendido e falando para o caixeiro o que queria comprar. Momentos de tortura! Ficava-se olhando para os movimentos do caixeiro e para os movimentos do ponteiro da balança ao pesar quilos de arroz, feijão, batata, açúcar, bolacha Maria e etc. Quando o caixeiro se ausentava por um tempo interminável era porque ele tinha ido encher um litro de “óleo de litro” de cozinha que o freguês havia pedido. Que raiva! Tudo se repetia quando era a vez de outra pessoa. Pior quando ela portava uma lista enorme de “coisas” para comprar. Sabia que ela ia demorar a ser atendida e por isso, às vezes, eu xingava a mãe dela mesmo sem conhecê-la. Como estava “dizendo”, tudo se repetia. Era ouvir os pedidos de compras, era olhar para o caixeiro, era olhar para ele colocando algo num saquinho de papel até o ponteiro da balança se mover até um quilo ou dois ou mais. Era o tempo de tudo pesar na “cara do freguês”. O caixeiro depois de pesar ou embrulhar cada produto, ele o escrevia num bloco de papel de pedidos com o preço a pagar. Original e mais uma cópia pela magia do papel carbono. Foram vários anos desse espetáculo de olhar para a balança, olhar de perto para o caixeiro indo pra cá e pra lá buscando e pesando produtos. Nem casais de namorados apaixonados se olhavam tanto assim. Mas, lá no armazém enquanto se esperava ser atendido, aquilo era pior do que ir a um casamento tendo missa antes dele, conforme alguns reclamavam. Muito tempo passou e como se sabe, o progresso não para. Algum gênio (só pode ter sido) teve a idéia de fornecer para o comércio, produtos já embalados e pesados. Tal gênio deveria ter sido agraciado com o prêmio Nobel de Tecnologia. Agora não mais é preciso ficar olhando para o ponteiro da balança e nem para um caixeiro com um lápis preso na orelha como eu via antigamente. O de agora “cada um se servir” é bem melhor daquele “um para servir outros” que muito demorava e muito irritava (risos). Ah, por falar em “caixeiro” faz tempo que não ouço esse nome e com certeza, hoje, muitos nem sabem o que é ou era. Talvez até possam pensar que caixeiro seja fabricante de caixas (risos).


                                                                                          Altino Olimpio 

segunda-feira, 5 de outubro de 2015

O futuro é o reviver o passado



Cheguei para estes tempos de agora
Eles são os futuros do meu passado
Nestes presentes de viver ausente
De emoções iguais as de outrora
Daquelas que ficavam na memória.
Agora os dias passam sendo apenas dias
São eles rotinas sem nada a destacar
Do amanhecer ao anoitecer
Do acordar até outro adormecer.
São dias comuns sem nada propicio
Para serem partes da lembrança.
No passado de minhas andanças
Tinha no futuro a esperança.
Agora nele ela deixou de existir.
Neste presente que é o futuro do meu passado,
O passado se sobrepõe ao presente
Tornando-o insignificante sem história
Se comparado com a memória do passado.
Ele foi o transpor dos tempos românticos,
Inexistentes agora nestes tempos modernos.
Mocidade que também significa passado,
Ela era a razão de muita empolgação.
Agora quando a morte logo será o fim do futuro,
Passado e presentes também irão perecer
Porque não mais vou poder me perceber.
Voltando ao passado parece que minha vida
Foi-me dada como sendo um presente
E que foi vivida sem se importar com o futuro.

                                         Altino Olimpio






















sexta-feira, 18 de setembro de 2015

Benzedor do terror


Ao ler à crônica “Benzedeiros e benzeduras” de Fátima Chiati no jornal eletrônico “A Semana” da Cidade de Caieiras (www.caieiraspress.com.br), uma recordação me levou ao passado para uma situação embaraçosa e temível. Garoto ainda estava eu agarrado pelas pernas e braços por algumas mulheres e naquela posição horizontal, num desespero eu me debatia, me contorcia e naquele pavor eu gritava: Mãe, ele vai me matar, mãe eu não quero morrer, me salva mãe... Reação inútil, pois, parecia que ninguém queria me ouvir. A situação continuava medonha naquele meu desespero. Aquele homem feio com aquela foice com ela subindo e descendo até próxima a minha cabeça e eu, como que, esperando um golpe fatal, naqueles “meus últimos momentos de vida” eles só eram de contorções, choro e gritos desesperados. Isso que pareceu ser um sacrifício humano aconteceu no sítio de minha avó, num lugar chamado Castanho próximo da Cidade de Jundiaí. Depois daquele ocorrido e eu não tendo morrido, fiquei sabendo do motivo daquela situação comigo. O homem feio com a foice era um benzedor. Esteve me benzendo para eu sarar de um caroço que eu tinha no pescoço. O caroço não era visível, mas, ao apalpar do pescoço num certo lugar, dava para senti-lo. Naqueles tempos de “ignorantes assustando ignorantes” falaram pra minha mãe que com o tempo a passar, logo eu iria perder a voz. Na ocasião daquele benzimento, só recordo da presença de minha mãe entre outras mulheres que, talvez fossem minha avó, tias e outras na participação daquele “ritual”, pois, não foi fácil me conter naquele meu debater para tentar fugir. Antes do “terror” pensei que estivéssemos passeando por aquelas matas de então, mas, ao chegarmos a casa daquele homem e ele vindo ao meu encontro com aquela foice, isso me assustou e eu quis fugir. Como me impediram, meu medo provocou todo aquele escarcéu. Quanto ao caroço no pescoço, ele continuou a existir por muito tempo depois daquele dia em que aquele homem com sua foice, “foi-se” da minha memória até agora quando ao ler uma crônica sobre benzedores, ele me foi lembrado para ser desta história.


                                                                                        Altino Olimpio

quarta-feira, 9 de setembro de 2015

Infância é o passado na lembrança

Oh! Que saudades que tenho
Da aurora da minha vida.
Da minha infância querida
Que os anos não trazem mais!
Que amor, que sonhos, que flores
Naquelas tardes fragueiras
À sombra das bananeiras
Debaixo dos laranjais...
Casimiro de Abreu 1837-1860

Ah saudosa infância!
Foi o deleite para o Casimiro.
Os dias eram mais longos...
Cantos melancólicos dos pássaros
E o silêncio das cigarras
Eram o anunciar do fim de mais um dia.
No entardecer antes do escurecer
Havia uma pausa na natureza
Quando o mundo parecia parar
Para logo adormecer na escuridão.
Noites silenciosas se não chovia
O molhar era só do xixi na cama.
Barulho, só se o cachorro do vizinho latia.
O cheiro do café da mama já era o amanhecer,
Pão com manteiga, calor do fogão a lenha...
Cabritinho com seus berrinhos lá depois da horta,
Meu querido amiguinho das travessuras animais
Do pula daqui e pula dali me dava chifradinhas.
Triste e fatal, ele só viveu até um dia antes do dia de Natal.
Parte da manhã e a única obrigação era frequentar a escola,
Sanduíche de pão com ovo frito para o recreio era delicioso.
Garoto gostava de chutar lata vazia pela rua,
Naqueles tempos do não saber o que se ia ser quando crescer
No chutar lata vazia pela rua todo o pensamento sumia
Para o que eu iria ser que eu ainda não sabia o que queria.
Infância... Quem bem a entendeu foi Casimiro de Abreu.


                                                                     Altino Olimpio

terça-feira, 1 de setembro de 2015

Reflexões delirantes

Lembro-me de quando criança ouvia dos adultos, que, alguém ao morrer iria para céu. Isso para quem fosse bom e não tivesse pecados, porque os pecadores iriam para o inferno depois de suas mortes. Os que fossem para o céu, lá teriam que aguardar o dia do juízo final quando todos seriam julgados pelos seus atos enquanto viveram na terra. Céu e inferno, nunca houve a preocupação de saber a exata localização desses lugares. Nesta época, se alguém tivesse as coordenadas desses lugares do além, com o de hoje aparelho GPS seria fácil localizar tais lugares. Antigamente também falavam que as pessoas ao morrerem e indo pro céu, elas “viveriam” ao lado de Deus. Mas, Ele sendo onipresente está em tudo e em todos os lugares e não num lugar particular, específico. Então, como seria o viver ao lado Dele se Ele é ubíquo? Pergunta que não sei responder, talvez apenas padres e pastores saibam, pois, eles são orientadores espirituais. Desde o primeiro ser humano que existiu na terra, todos os que morreram, quantos bilhões seriam eles estando a aguardar o dia do juízo final? E esse dia quando seria? Seria no fim dos tempos da existência da terra? Cientistas consideraram que a terra existe há mais de quatro bilhões de anos terrestres. Outros bilhões de anos terão que passar antes que o sol se transforme num gigante vermelho e extinga toda a vida na terra. Se o dia do juízo final está pra ser no fim da existência da vida na terra quando o último habitante tenha morrido, então, como ainda vai demorar tanto, os sem juízo de agora não terão com o que se preocupar (risos). “Quando inventaram a velhice” sabiam o que estavam fazendo. Nessa última fase da vida as pessoas têm a chance de verdadeiramente se tornarem adultas. Sim, com as reflexões sobre o que é e sobre o que não é. Contudo, muitos sendo crianças nunca envelhecem.  Talvez porque sabem que é preciso voltar a ser criança para poder entrar no paraíso.   
                                                                                                 Altino Olimpio     




quinta-feira, 20 de agosto de 2015

Sócrates, alma, imortalidade...


Li os livros dos Pré-Socráticos e admirei as reflexões daqueles filósofos de outrora. Nos Pós-Socráticos temos Platão e seus diálogos e o Fédon é um deles. O tema da obra “Fédon” é sobre a imortalidade da alma. Essa consideração do abstrato (aquilo que só existe no domínio das idéias) persiste até neste século. Sobre isso um escritor americano, Mark Twain (1835-1910) assim se exclamou: Uma das provas da imortalidade da alma é que miríades de pessoas crêem-no. São as mesmas pessoas que acreditaram que a terra era plana. Para Sócrates as almas ficavam no Hades. Local não localizado, igual ao céu dos cristãos para onde vão as almas, só quando então será localizado por elas. Gostei desta frase do Aristóteles: Tudo que constitui os seres encontram-se nos próprios seres e não o transcendem. Explicando... O que ultrapassa o limite da experiência, os limites da razão, tudo fica contido “apenas” na imaginação do ser que lhe dá crédito mesmo sendo incompatível com a realidade. Voltando ao Fédon e ao Sócrates, ele acreditava que na morte do corpo a alma continuaria existindo sem ele. Entretanto, hoje há quem considera a alma como ela sendo a consciência privando-a assim de sua condição espiritual. Se assim é não há imortalidade. A constituição humana com o cérebro, sistema nervoso e tudo o mais é para a existência e manifestação da consciência aqui neste plano terreno. Não existe consciência sem um corpo material para poder expressá-la. A consciência parece mesmo ser independente do corpo, isto é, estando nele, “sendo dele, mas não sendo ele”, a consciência é entendida (confundida como dizem outros) como sendo a alma. Ela, mundialmente aceita para existir nas probabilidades das religiões e sendo a razão para elas existirem, ela, a alma é considerada invisível por dentro do corpo visível tendo a aparência ou “fisionomia espiritual” igual à fisionomia dele, do corpo. Isso é importante no plano espiritual para qualquer alma poder ser reconhecida mesmo sendo invisível (risos). Só não sei como sendo invisível na invisibilidade a alma tem sua autopercepção. Não sei se tudo de imaginário que existe nas cabeças das criaturas humanas que vivem aqui neste planetinha tenha alguma importância, alguma influência, alguma somatória para a imensidão, para o universo infinito. “Parece que aconteceu ontem” o diálogo de Fédon do livro de Platão do mesmo nome sobre a imortalidade da alma, mas, não, aconteceu no ano 399 a.C. em Atenas, na prisão onde o Sócrates estava aguardando sua execução, conforme fora condenado a se envenenar com cicuta. Até nestes dias a alma é predominante como tendo sua existência eterna. Nem a ciência, nem a tecnologia atual conseguiram provar o contrário para o povo.

                                                                                                Altino Olimpio


                                                                                    

terça-feira, 4 de agosto de 2015

A perfeição da imperfeição humana




 O reler a argumentação sobre a reencarnação implica em contra-argumentar e isso pode criar desagrado. Como explicado, o objetivo principal da reencarnação é o morrer e renascer por muitas vezes até o atingir da perfeição. Como ainda ouço dizer que ninguém é perfeito, me pergunto o porquê de eu não ser. Nunca roubei, nunca matei, sempre votei nulo, a ninguém desejo mal, nunca desejei ser político e apesar de tudo isso e mais, ainda sou imperfeito? Agora magoei. Mas, qual e como seria a perfeição humana? Para muitos seria: Ser bom (de verdade), honesto (de verdade), trabalhador, sincero (de verdade), humilde (de verdade), inteligente, religioso (de verdade), evoluído (de verdade) saudável, amável e etc. Atualmente existem mais de sete bilhões de criaturas humanas neste mundo. Todas imperfeitas. Segundo tal teoria renascentista, somente serão perfeitas depois de muitas e muitas vezes morrerem e renascerem, isto é, reencarnarem até atingirem as perfeições de quando não mais necessitarão reencarnar. Nesta época existe alguém que, vindo de lá de milhares de anos passados tenha galgado a condição de estar perfeito através de suas encarnações e reencarnações? Ninguém comprovadamente é reconhecido como tal. Parece mesmo que o mundo está agonizante por suportar tantos imbecís, tantos desonestos, tantos alucinados e etc. Entretanto, lembrei-me agora de uma pessoa que se aproxima bem da perfeição. É um guru palpiteiro para presidentes. Esse não mais precisará reencarnar (graças a Deus). Para os atuais encarnados, daqui a quanto milhares de anos poderão se concluir como perfeitos?  Só Deus é quem sabe, aliás, Ele é o recurso para todos que não têm respostas. Contudo, uma pessoa inteligente não vai querer atingir a perfeição. Quando se atinge isso a pessoa se torna inútil para o mundo. Claro, ela não mais reencarna. Então, para o mundo ela não serve pra mais nada (risos) e nós não gostamos de gente perfeita. Isso até parece ser genético. Sei que este escrito pode causar desagrados e até o complicar das amizades e nada disso me tem importância. Aliás, parentes, amigos, conhecidos e desconhecidos, em seus modos de ser, no que acreditam, nas suas “verdades”, nas suas ilusões e superstições, todos são “farinha do mesmo saco”.
                                                                                                            
                                                                                                             Altino Olimpio


segunda-feira, 20 de julho de 2015

E-mails constrangedores


 À medida que:
Vou envelhecendo, vou vendo que não vale a pena, discutir tergiversar sobre filosofias vãs, religião, futebol, política, posto que, não vou ficar muito tempo aqui. Sei que os mais jovens podem fazer escarnecimento, mas não me importo. Aqui não somos mesmo nada. Somos irrelevantes no Universo. Só a Via Láctea tem uma extensão de 1 quintrilhão de quilômetros, levando aproximadamente 100.000 anos-luz para cruzá-la.
Aqui realmente é o palco das ilusões. Que Deus nos valha.
Do amigo de sempre
Oswaldo João Della Betta

Caracas, até que enfim você chegou à conclusão que a vida e tudo aqui são ilusões, se tudo não for uma traição por termos nascido kkkkkkkkkkk. Quer dizer, se fomos traídos por aqueles responsáveis por termos nascido kkkkkkkkkkkkkk. Saiba que por aqui nada tem importância e nada se sustenta e "ELE" é o nome da ausência que pensam ser presença kkkkkkkkkkkk. Quanto mais velhos ficamos mais tudo vai ficando sem graça kkkkkkk.
Altino Olimpio

Comentário de uma amiga
Nossa Altino! Incrível sua capacidade de entender tudo errado! Eu acho a vida uma maravilha, valeu cada momento que vivi e vivo agora, agradeço a Deus tudo o que vivi naqueles bons tempos donde nasci, os bons e até os maus momentos porque eles me fizeram uma pessoa melhor. Detesto tudo aquilo que leva uma pessoa pra baixo que a faz sentir-se um nada.   
Abraços

Só rindo mesmo, amiga. A resposta seria só para o amigo que me enviou o e-mail, mas, para “encher o saco” de outros também, decidi enviá-la para vários de meus contatos.
A amiga acha a vida uma maravilha. Mas, depende da situação de cada um. Para aqueles que estão sob o regime do temível e terrível Estado Islâmico a vida também é maravilhosa? A VIDA de fato pode ser maravilhosa, mas não é a mesma coisa o VIVER. Sempre prefiro exemplos práticos e atuais. Hoje à tarde, 13/7/2015, no supermercado me encontrei com o Senhor Toninho. Claro que ele não me reconheceu porque logo foi dizendo: Perdi a vista. Eu lhe disse: Estou vendo, é à esquerda. Não, já perdi as duas. Veja meu braço. Nossa, o que é isso? Hemodiálise. Sim, uma vez por semana? Não, é um dia sim, um dia não. Não saio mais de casa, estou aqui com minha neta. O Senhor Toninho era pai de um rapaz que namorou uma de minhas filhas e o rapaz bem jovem ainda, morreu num desastre de carro lá na cidade de Brotas deixando uma filha com poucos meses de vida. Eles são parentes daquele Daniel cantor. Parece-me que para o Senhor Toninho a vida não está sendo maravilhosa. Milhares de exemplos (de pessoas que sofrem e são muitas) existem para comprovar que a vida, como já disseram, é “um tiro no escuro”. Ao nascer de um ser humano nunca se sabe o que lhe pode acontecer. Houve filósofos do passado que disseram: “Chega, pare de se reproduzir, já que não
conseguiu evitar nascer, interrompa o nascer de outros seres a partir de ti”. Para as pessoas comuns este parecer dos filósofos é loucura. O que tais filósofos queriam dizer com isso? É hoje ninguém gosta de pensar, meditar... Reflexão não é pra qualquer um. Os tempos são outros e hoje ninguém tem tempo. Tem países onde o povo está a sofrer privações, falta de liberdade e etc. Para tal povo o VIVER dele não é maravilhoso mesmo a VIDA sendo maravilhosa, no dizer de muitos. Quando uma pessoa pra mim se diz ser muito feliz me pergunto se é possível ser feliz diante de tanta infelicidade alheia, tanta tragédia, tanta matança, tanta pobreza, tanta crueldade, tanta falsidade, tanta hipocrisia... Agora, voltando aquele e-mail intitulado “PARA ALTINO” que você diz que entendi tudo errado (risos), nele estão algumas poucas considerações sobre o universo. Está também implícito uma comparação do universo com o ser humano, daí minha resposta brincalhona ao amigo que me enviou o e-mail e tal resposta, enviei também para vários contatos meus. No dizer dele, do e-mail, a atenção deve ser voltada para a autoimpostância humana que nada é e nem existe para o universo. Autoimportância... Como são desagradáveis aqueles que a possuem. Eu sou, eu tenho, eu fui, eu sei, em minha opinião, vou conseguir... Terminando... Como você, amiga, está aqui anônima, vou enviar estes escritos para todos aqueles contatos, que como você, também eles receberam aquele e-mail causador desta nossa conversa de segunda-feira sem ter o que fazer (risos). Abaixo te envio outro e-mail de outra amiga, aqui anônima também, recebido por mim enquanto te escrevia e também é sobre o assunto em questão. 
Abraços de
Altino

Geeenteeeeee
Que desânimo é esse??? Estão todos desiludidos, é??? kkkkkll
E você tinha que culpar Deus, né??? Como NADA aqui tem importância??? Pode não ter pra você (e eu não duvido disso, aliás, tenho certeza). Talvez porque nós damos importância ao que NÃO DEVEMOS dar importância, ao que talvez não mereça nossa importância. Mas, tudo, tudo mesmo é importante e te digo que ELE não é ausência, ELE é PRESENÇA e você não deveria falar assim, principalmente porque recebeste DELE o milagre de sobreviver a momentos tão difíceis... Você não devia falar assim quando recebeu tantas manifestações de carinho e amizade (talvez não de quem gostaria de ter recebido) mas a vida é assim mesmo e você sabe disso. Ah homem! Para vai! Tudo bem que a vida às vezes é chata... Tudo bem já que estamos velhos... Mas não estamos mortos.
Não gostei nenhum pouquinho...
Abraços

Sabe-se lá se a vida é maravilhosa ou não, mas, o viver pode mesmo ser engraçado. E ainda estou rindo deste último e-mail recebido. Com essa amiga as brigas são constantes porque somos conflitantes. Não acredito no que ela acredita e ela acredita que eu não acredito em nada (risos). Claro que não acredito em nada, nada não existe.

                                                                                                                            Altino Olimpio