quarta-feira, 7 de maio de 2014

Crianças "descriançadas"


 Antigamente quando crianças, nós mais vivíamos com as coisas do mundo. Quando adultos mais convivemos com as coisas dos homens. Mas, atualmente, as crianças também são afastadas do convívio com as coisas mundo, ou da natureza, para se entreterem com os inventos adultos. Não é de admirar se existem crianças que nunca viram “pés de bananeiras”. Agora elas ficam reclusas em suas casas com seus apetrechos eletrônicos. Aquelas brincadeiras de rua não mais existem de quando meninos e meninas juntos compartilhavam das brincadeiras. Hoje as crianças não podem “tomar chuva” e nem ficarem descalças porque “pega doença”. Os pais de agora sempre estão a dizer para os seus filhos a não conversarem com estranhos porque é muito perigoso. Há uma separação entre conhecidos e estranhos. Os conhecidos são bonzinhos e os estranhos são perigosos. Sobre isso é preciso pensar um pouco. Os estranhos, essas criaturas chamadas de seres humanos e como dizem civilizadas, elas são mesmo tão temíveis? Sempre se ouve dizer que os seres humanos são o ápice da criação. São “as meninas dos olhos de Deus”. Dizem que somos todos irmãos (menos os estranhos). Também falam do ter amor ao próximo seja ele conhecido ou estranho. É estranho esse amor também aos estranhos se eles amedrontam e os pais pedem aos filhos para evitá-los. Alguma coisa “não casa bem aqui” e requer melhor reflexão para a realidade da situação (com a palavra, os muitos entendidos sobre “teorias” humanas). Voltando às crianças, as de hoje perderam seus espaços para brincarem e perderam aquela graça de sozinhas irem pra escola, quando, de suas idas e vindas tinham a alegria de se sentirem livres.

                                                                                                        Altino Olimpio


Orar ou rezar para se proteger


 Por que será que muitas pessoas vivem orando ou rezando e quase sempre estão com problemas? Lembrando uma frase escrita por alguém “o que mais eu temia desabou em minha cabeça” reflete o desconhecer do funcionamento do subconsciente. Muitas pessoas vivem rezando por causa de seus problemas e eles não as abandonam. Surgem e ressurgem, embora, as rezas ou orações são petições para livrar-se deles. Se alguém tem pavor de uma doença e constantemente pensa no medo de ser acometido por ela é possível que venha a tê-la. O fato de pensar nela como indesejável já a torna existente no subconsciente como sugestão e ele, como sempre está a obedecer, pode fazer com que a ela se manifeste. Por isso se ouve dizer “quanto mais rezo parece que mais atraio doenças”. Conforme “reza” a psicologia e a psiquiatria, o subconsciente é obediente para aceitar as sugestões enviadas a ele. Ele nada questiona se as sugestões sejam boas ou ruins e na possibilidade ele as executa para nós quando menos as esperamos. Se alguém muito pensar no “não quero aquilo”, pode ser que o “aquilo” lhe advenha, porque, o “aquilo” é que foi registrado no subconsciente, mas, sem o “não quero”. Existe uma frase repetida diariamente por muitas pessoas e a frase é esta: Rogai por nós os pecadores agora e na hora de nossa morte amém. Ai está à sugestão de que todos nós somos pecadores. Isso está no consciente e no subconsciente de muita gente. Menos naqueles que desacreditam em conceitos pré-definidos e por dispensá-los do pensamento evitam o transferir deles como sugestão para o subconsciente.

                                                                                                  Altino Olimpio