quinta-feira, 21 de agosto de 2014

Ainda é tempo de templo


O mês de agosto de dois mil e quatorze acordou com uma das maiores dádivas para o Brasil. A inauguração de um templo majestoso plagiado de um templo famoso existente “Antes de Cristo” e em Jerusalém.  Fora construído pelo então Rei Salomão, rei de Israel de 1037 a 988 antes de Cristo. Foi filho do Rei David da raça preferida por Deus. Segundo consta nas Escrituras Sagradas, Salomão foi o autor do livro “Eclesiastes” onde se lê “vaidades das vaidades, tudo é vaidade”. O Templo de Jerusalém foi edificado três vezes. O primeiro pelo Rei Salomão e o terceiro, por Herodes, o rei da Judéia que assim fora nomeado pelo senado romano. Para ganhar a simpatia dos judeus ele remodelou o templo tornando-o assim uma das sete maravilhas do mundo antigo. Faz parte da história a famosa profecia de Jesus: Quando Jesus estava saindo do páteo do templo um discípulo disse: Mestre veja que pedras e edifícios impressionantes! Jesus respondeu: Você está vendo estes enormes edifícios? Pois aqui não ficará uma pedra em cima de outra; tudo será destruído! Mc 13.     

Segundo relatos, a maçonaria tem em seus membros iniciados, a simbologia de que cada maçom representa um tijolo ou bloco de pedra do Templo de Salomão a ser reconstruído mentalmente. Nota-se nela também, a influência da antiguidade e de raça nestes tempos modernos. As religiões também buscam seus exemplos de conduta e de crenças no passado. De lá do passado, as sequentes épocas mais modernas, embora, cada vez mais tecnológicas e científicas, não foram impedimentos para uma grande parte do povo sempre retroagir aos tempos donde as histórias dos fatos narrados foram mais comoventes e convincentes para se ouvi-las e segui-las como exemplo e tradição.

Quanto ao Templo do Salomão brasileiro, cristão, o idealizador dele deve ter tido a intenção de agradar a Jesus, pois, “com uma pedra em cima da outra” o templo foi reconstruído. Autoridades governamentais compareceram para a inauguração, mas, não viram o muro das lamentações, eles que provocam tantas.  E tais autoridades assistiram o homem trajando roupas de outra raça, inclusive o quipá, o gorro judaico que simboliza o temor a Deus e visto em rabinos.  Gostei dessa representação! Até me fez começar a acreditar em reencarnação. Como já disseram: Aquele que prepara armadilha para outros, no fim, ele também é pego pela própria armadilha. Entretanto, na sequência de benfeitorias sagradas, que tal importar o Rio Jordão para o Brasil? Não seria uma idéia brilhante, principalmente para o Estado de São Paulo que sofre com a falta d’água? Aguardemos irmãos. Nada é impossível para os homens mais proeminentes deste nosso país.

                                                                                                         Altino Olimpio


segunda-feira, 18 de agosto de 2014

Projeção astral

Aconteceu neste domingo, dezessete de agosto de dois mil e quatorze por volta das vinte e três horas. Como sempre sem ter o que fazer a melhor opção foi me deitar na cama, esquecer-se do mundo enlouquecido e evitar qualquer pessoa, que, porventura viesse aparecer na minha mente para atrapalhar meus instantes a sós. Com o tempo a passar adormeci sem querer e num dado momento “acordei” ouvindo o estalar de milhos de pipoca. Fiquei imaginando que todos os milhos estouraram, até “vi” na imaginação a tampa da panela se abrir parcialmente exalando cheiro de pipocas e eu sentindo-as já salgadinhas.  A seguir, o inesperado aconteceu. Que surpresa agradável! Vi-me suspenso ao ar cerca de meio metro distante do corpo estirado na cama. Imediatamente me conscientizei estar tendo uma projeção astral. Embora me sentindo feliz, não conseguia sair daquele lugar fora do corpo. Esforcei-me para continuar a projeção conforme aprendera em estudos do passado, mas, nada de conseguir. Foi quando me lembrei haver tomado uma espécie de chá. Uma mistura de várias plantas, mas, não me lembrava quais plantas eram. Ainda distante do corpo eu pensava que devia tomar mais do chá para poder sair daquela posição estagnada e viajar pelo mundo astral. Até via na mente a caneca preta contendo o chá. Entretanto, também pensei. Para tomar mais chá terei que voltar ao corpo. E se depois de tomar o chá eu não conseguir mais sair dele? Indeciso, fiquei por uns momentos analisando aquela situação. Eu fora do corpo no ar e ele deitado na cama dormindo. Vozes femininas e masculinas de repente surgiram para interromperem minha indecisão sobre o que fazer. De quem seriam tais vozes? Seriam do plano astral ou seriam daqui mesmo, deste mundo barulhento? Ainda demorou um pouco para me certificar que as vozes eram daqui. Eram de uma de minhas filhas e de um dos meus netos. Não me lembro como foi minha reentrada ao corpo, pois, me levantei com vontade de comer pipocas. Perguntei por elas pra minha filha e ela me disse: Não tem. Hoje aqui ninguém fez pipocas. Ah, pensei, então, “tão reais” as pipocas eram do plano astral. Você leitor, se chegou até aqui na leitura deste texto acreditando na minha saída do corpo, então, você acredita em qualquer coisa. Também acredita em promessas de políticos. Acreditou que o piloto daquele avião que há poucos dias caiu na Cidade de Santos foi um herói por ter escolhido lá do alto uma casa abandonada e um pequeno terreno “certinho” para poder cair evitando assim tragédia maior? Se o piloto teve opção de escolha, por que não caiu ao mar onde possivelmente os passageiros poderiam ter a chance de se salvarem? Quanto à minha projeção astral desta crônica, ela existiu sim conforme ela foi relatada, mas, no sonho. Foi um sonho! Quanto a sonhar, sei da existência de muita gente que sonha acordada e nisso está à credulidade por fatos indignos da realidade.

                                                                                               Altino Olimpio

    

quinta-feira, 14 de agosto de 2014

O Deus te abençoe


Sempre que “olho” para o mundo só vejo tragédias, desgraças, incompreensões, disputas, guerras e tudo mais, inaceitáveis para o viver humano desta época tecnológica e promissora. Nosso mundo, a terra, como sempre esteve, está tendo suas transformações. Nada do que ocorre segundo parece, tem a participação de um regente supremo. Sabemos de catástrofes da natureza a destruírem milhares de moradias e causando muitas mortes. Acidentes aéreos também vitimam muita gente. Tudo está ao contrário de quando eu era criança e me ensinaram que Deus era o protetor do mundo e da humanidade. Ele sendo “Onisciente e Onipresente”, a todos poderia proteger. Assim cresci pensando até me tornar adulto. Agora o dilema me persegue. Ele protege ou não protege? Tenho receio de admitir que não, porque, posso me tornar “mal visto” pelos outros que não duvidam de tal proteção. Confesso que estou meio confuso. Aqueles que se utilizam de automóveis blindados acreditam em proteção divina? Quantos antes de morrerem em acidentes ouviram de alguém “Deus te proteja ou Deus te acompanhe”? Muito já ouvi sobre o “não pronunciar seu santo nome em vão”. Mas, atualmente é o que mais se ouve. O “Deus te abençoe” diariamente é repetido. Será que algum ser humano tem mesmo esse poder de pedir para Ele abençoar alguém e Ele está sempre à disposição para obedecer a tal pedido? Não sei! As pessoas pretensiosas acreditam que Ele sempre está à disposição delas para atender aos seus pedidos. Se elas estão certas fico muito feliz, porque, ultimamente, várias pessoas pediram pra Ele me abençoar, só não sei se Ele as obedeceu. Talvez ainda não, porque, sempre repetem esse mesmo pedido a meu favor como se Ele fosse esquecido ou não tivesse ouvido para ouvir por estar muito ocupado. Eu, como nunca fui “pidonho” vou ser hoje, mas, de uma maneira contundente e moderna. O meu pedido vai por mensagem eletrônica, isto é, por computador que substituiu as inoperantes mensagens telepáticas. “Que Deus abençoe a todos”. Pronto. Depois desse enorme bem que fiz já posso morrer em paz.

                                                                                                  Altino Olimpio




Certezas nas incertezas

As pessoas procuram locais descontraídos à beira mar, nas matas ou nas montanhas no dizer que esses retiros são para higiene mental. Entretanto, qualquer um pode se retirar pra dentro de si mesmo em qualquer ocasião que queira para olhar para dentro de si e é só onde mais poderá desfrutar da paz e tranqüilidade. Os momentos de solidão são os mais propícios para se ser quem é sem o ser que se é de quando misturado com outros.    

“Falando” sobre o final da existência, o homem declina, adoece, torna-se decrepito, envelhece. Seu poder de realização de desvanece e torna-se uma sombra de si mesmo. Com o tempo, mesmo seu nome se perderá para a lembrança humana. O brilho de suas realizações apagar-se-á. Esperar mais que isso da existência terrena é absurdo, embora, muitos esperam.

Quando a relação entre fatos não é clara ou evidente, a imaginação fértil do homem cria ou inventa alguma relação. Por exemplo, não há relação clara com a morte e a continuidade da existência depois dela. Sendo assim, o homem criou na imaginação uma relação, aquela dele continuar existindo invisível aguardando um julgamento final sobre suas boas ou más ações enquanto esteve vivo tendo o seu corpo material. Outra relação criada pela imaginação humana é aquela em que depois de morto seu corpo, o homem em espírito fica aguardando a ocasião de retornar encarnado. A capacidade imaginativa humana é bem producente para criar respostas quando elas ainda não existem, principalmente, com suas certezas.

O ser humano, pelo desleixo de refletir por si mesmo, acomodado mental, ele prefere recepcionar em sua mente, idéias e teorias sobre a existência e também depois dela, tudo sendo proveniente de outros. Nessa acumulação de conceitos aceitos, ele os protege como lhes sendo próprios. Qualquer ser humano, sempre se pode vê-lo agrupado com outros na mesma situação de ouvir outros com argumentações sobre idéias e teorias que também não são originais deles. Nós parecemos ser cópias das cópias e estas sendo as relevâncias de sempre.

Dentre os seres humanos existem os divulgadores das verdades, aqueles que, afetados por conceitos irrefletidos, na soberba de suas inclinações beneficentes, eles se sentem na missão de alastrar suas tidas verdades para outros também ausentes de reflexão e incapacitados de divergências. Muitos locais onde muitos se reúnem para receberem ensinamentos com exemplos de outros da antiguidade sobre o correto modo de viver e proceder diante das verdades do além, tais locais mais são parecidos com escolas primárias para adultos. E estes, se comportam como crianças obedientes dispostas a tudo ouvir sem discordar, mesmo que possa haver dúvidas ou controvérsias.


                                                                                                       Altino Olimpio