quinta-feira, 27 de março de 2014

Evoluções do século vinte e um

Evoluções do século vinte e um

A maior parte dos problemas do ser humano decorre de sua incapacidade de ficar calado. BLAISE PASCAL

E assim é o ser humano: tão vazio que se preenche com qualquer coisa, por mais insignificante que seja. BLAISE PASCAL

O eterno homem tem a mania de dizer “eu sou isso, sou aquilo”, até que a morte lhe retire todo o seu “eu sou”. Daí ele passa a ser o que era antes de ser, nada.

Alguns acreditam que depois de morrer continuarão a ser o que e como eram em vida, com suas personalidades, com suas aparências, com suas consciências, com suas crenças, com os seus pensamentos e etc. Então, onde ficam depois da morte deve ser bem horrível para se existir. É só por isso que tenho medo de morrer.

Existem aqueles que nunca morreram, mas, estão convictos que continuarão a existir mesmo sem ainda existir suas mortes para comprovar essa durabilidade eterna.

Muitos que sempre foram pobres nesta vida, pela lei da compensação, na próxima vida reencarnarão como ricos e os ricos renascerão sendo pobres. Eu fui muito rico na minha última reencarnação, a anterior a esta em que estou vivendo, por isso... Hoje sou pobre.

Os homens quando algo visível os coloca em perigo eles pedem proteção ao invisível.

A visão humana é muito fraca, pois, não consegue enxergar os chamados encostos que estão sempre a atormentar as pessoas, principalmente aquelas que não têm o corpo fechado.

Nas macumbas nunca descem espíritos vegetarianos e nem espíritos sem vícios, porque os que descem sempre são os carnívoros, os alcoólicos e os fumantes em busca de carne de galinha, de pinga e de charuto.

Será que o governo brasileiro orientou os centros de terreiro para que também recebam espíritos que falem castelhano para atender aos milhares de cubanos que vieram para o Brasil?

Falaram-me que os homens se enjoaram das mulheres e estas dos homens. Hoje casa-se homem com homem e mulher com mulher. Seria a natureza promovendo o controle populacional, já que, tem muita gente no mundo?

Lá no Supremo Tribunal Federal antes do carnaval seis ministros fizeram um carnaval danado, antecipado.

Acabou o carnaval e estamos em plena quaresma. Como antigamente (até parece) quarenta dias para abstinências.  Menos para a política que não se abstêm de muitos políticos bandidos e corruptos estando a pensar que somos palhaços de carnaval.

Logo vai chegar à semana santa do chocolate. Coelhinhos da Páscoa cada vez mais “botam” seus ovos com “clara” intenção de achocolatar o povo para a continuidade de suas dependências anuais.


                                                                                                             Altino Olimpio












domingo, 16 de março de 2014

Viver e morrer

E assim é a existência. O nascer e o morrer como únicas certezas. Entre o nascer e o morrer temos em nós a vida. Enquanto com ela, temos os nossos afetos e a eles nos apegamos. Mas, chega um dia em que nossos olhos deixam de ver e nossa consciência se desfaz. Deixamos tudo ao nos tornarmos inertes quando a vida nos deixa na inconsciência e na inexistência. A existência é um ciclo no tempo e nele vivemos como se fossemos um sonho, mas, predestinado a terminar. Nesse sonho somos a individualidade temporária conquanto ela exista no tempo antes dele findar para ela.   Entre outras, somos como uma lâmpada, que, se queima num circuito elétrico. Para ela a eletricidade corrente pelos fios é a inesgotável fonte de sua existência como lâmpada funcional. Ela tem um tempo de duração e no fim dele ela se apaga. A “vida” útil nela se extingue, mas não a energia ou eletricidade que lhe proporcionava sua função de iluminar. Tal energia permanece inalterável para as outras lâmpadas ainda funcionais, antes delas também terem esgotado seus tempos de duração ou de iluminação. Como a eletricidade é a energia para a existência das lâmpadas, a vida é a energia para a existência dos seres humanos. Ambas essas energias, se manifestam enquanto os corpos em que habitam estejam aptos para elas existirem neles. Na lâmpada a energia elétrica se manifesta como brilho e no homem a energia, digamos, biológica, ela se manifesta como vida. Para os seres vivos, quaisquer que sejam eles, suas existências não são perpétuas. Eles têm início e fatalmente eles têm fim. Por isso, o homem é quem mais sofre neste planeta. Ele, acrescido de sentimentos, emoções, ambições, vaidades e tudo o mais, vive a vida regada de querências. Suas conquistas, sejam materiais ou sentimentais, considera-as como lhes sendo próprias. Teme a morte porque ela significa o sofrimento da perda de tudo. Ele desaparece de tudo o que lhe é a paixão ou razão do seu existir. O amor o faz sofrer quando alguém amado parte para sempre. Como o ser humano é dotado de memória, por vezes aparece-lhe na mente as imagens de pessoas já mortas. Pela inexistência delas, foge do pensar do ter o mesmo fim. O inconformismo sobre o desaparecimento de si próprio e de seus entes queridos é inútil diante da “pavorosa” morte, que, sempre está à espreita para retirar alguém da vida. Entretanto, os seres humanos têm seus consolos. Acreditando não ser o corpo e sim a alma invisível que habita nele ser o nosso ser real, para essa convicção da maioria dos seres humanos, existem rituais religiosos em prol das almas desencarnadas. Isso conforta muitas pessoas na crença popular do não existir a morte e sim existir a continuidade da existência. Porém, até onde somos comprovados, no nascer já está o prognóstico de morrer. Entre o nascer e o morrer está o ciclo do nosso viver, quando, apenas quando podemos desfrutar das alegrias humanas provenientes do viver encarnado. Desencarnados não mais seremos humanos. Contudo, igual como na natureza, onde tudo nasce e vem a morrer, a morte nos existe, sim, pois, somos partes dela. Morremos para os nossos familiares, morremos para a nossa casa, morremos para os bens adquiridos, embora, eles continuem a existir para outros. Morremos para os entretenimentos do nosso agrado e etc. A morte tristemente afeta os seres humanos e não a mãe natureza, assim como a chamam. Ela é indiferente com a sorte de seus rebentos e a energia de vida ainda é mistério. Qual seria o propósito da vida, se é que algum existe? Sobre isso ainda estamos “tateando nas trevas”. Continuemos, então, nos entristecendo com a perda da convivência daqueles estimados ao nos deixar saudosos deles.


                                                                                                Altino Olimpio

quarta-feira, 12 de março de 2014

Degraus da evolução

Degraus da evolução

“Não poucos já olharam para além dos degraus dos últimos degraus da escada, mas, continuaram a ficar sobre eles”.  Friedrich Nietzsche

Muitos na “grande busca” pelo poder mental ou espiritual dedicaram (ou perderam) muitos anos de suas vidas para esse propósito. Quase todos desses muitos se descuidaram de suas devoções, aquelas seguidas de seus pais e avós, digamos, tradicionais. Primeiro se tornaram prosélitos. Trocaram de religião querendo encontrar noutra, ou noutras, o que não encontraram nas suas de até então. Depois “descobriram” que religião era para os mais acomodados e a todos mentalmente nivelava por igual. Perceberam nos religiosos a entrega de suas vidas para um poder divino e por isso entre eles não há a necessidade de evoluir. Inconformados com essa premissa, os ambicionados por recursos evolutivos procuraram por outras “sendas” pensando tê-los nelas. Adentraram nos movimentos espíritas para depois serem “escolhidos” por “merecimento”, para as sociedades secretas. Nestas, agora, se dizendo “sociedades discretas” os ensinamentos tão profundos eram de deixar qualquer um muito entusiasmado. Por isso, alguns se sentiram superiores à maioria. Mas, os estudos promovidos pelas tais sociedades discretas são de “gota-a-gota”. Um início de aprendizado por semana a ser completado nas semanas vindouras e essa “lengalenga” perdura por trinta, quarenta ou mais anos quando o dependente de evolução pode se tornar um “iluminado”, mesmo já estando velho para poder aproveitar dessa iluminação. Sabe-se que no “meio do caminho” muitos desistem dessa jornada auspiciosa, “com ou sem frutos” para recolher.  Muitos retornaram para suas crenças ou religião de início, eles que “já olharam por sobre os últimos degraus da escada, mas, na verdade, nunca deixaram de continuar sobre eles”. Outros se tornaram descrentes de tudo. Entretanto, haveria algo para se ver por sobre o último degrau da escada? Quem viu alguma coisa, sobre isso não conversa com ninguém lá na casa de repouso.

                                                                                                     Altino Olimpio







domingo, 9 de março de 2014

Friedrich Nietzsche "era o cara"


“Um dos graus, certamente muito alto da cultura é alcançado quando o homem ultrapassa conceitos e medos supersticiosos e religiosos e, por exemplo, não acredita mais nos caros anjinhos e no pecado hereditário, e até mesmo da salvação das almas desaprendeu de falar: nesse grau de libertação, ele ainda precisa, com suprema tensão de lucidez, superar a metafísica”.
                                                                                                      Friedrich Nietzsche

Esse filósofo foi completamente racional. Nascido na Prússia, Alemanha, em quinze de outubro de mil oitocentos e quarenta e quatro faleceu em Weimar, Alemanha, em vinte e cinco de agosto de mil e novecentos aos quase cinquenta e seis anos de idade. Em seus escritos muito criticou o cristianismo e os conceitos abstratos ou, a metafísica. Embora sendo um dos filósofos mais lidos no mundo, por muitos ele foi considerado como sendo louco. No fim do parágrafo acima, de autoria dele, ele “diz” que o homem para se libertar e evoluir precisa superar, deixar de lado, desacreditar na metafísica. Metafísica significa “além da física” e o que é abstrato, ou que só existe como idéia na mente, ou ainda, é o contrário de concreto.  Para ele, o que escreveu acima, como, anjos, pecado hereditário ou pecado original e salvação das almas, isso tudo está no campo da metafísica. Existem como verdades apenas no reino das idéias, pois, carecem de comprovação objetiva. Seguindo a linha de raciocínio dele, o homem de sempre, sempre conviveu com abstrações, como se vivesse entre dois mundos. Um material, concreto, e outro espiritual, metafísico. Segundo Nietzsche, o homem só deslancha intelectual e mentalmente quando se esquiva do seu mundo imaginário, aquele só existente como possibilidade mental em que em algum dia ele poderá continuar a existir. Para muitas pessoas, o verdadeiro “mundo” é aquele aonde vão “habitar” depois de suas mortes. Neste onde estamos fisicamente, concretamente, objetivamente, só estamos de passagem, não sendo então, nosso mundo real. Também li de outro filósofo o seguinte; Deus é a maior abstração humana. Isso pra quem não entende até ofende. Entretanto, intelectualmente tem fundamento. Ele não é visível, não é audível, não se consegue tocá-lo, então, Ele está “além da física”, portanto é abstração. Contudo, como “ao seu nível de razão qualquer um tem razão”, se o viver misturando este mundo com o outro preenche a vida, isso cada um é quem decide. E o Nietzsche aqui serviu para abordar este assunto, bom para refletir.


                                                                                                 Altino Olimpio                                        

segunda-feira, 3 de março de 2014

O passado é mais presente

Têm pessoas a dizer não gostarem de “viver” nas lembranças do passado, mas, duvido que consigam se livrar dele. Constantemente, o nosso pensamento retira da memória fatos de nossa existência e basta qualquer estímulo para isso. O ouvir uma música, ver alguma cena de algum filme ou mesmo do cotidiano, de imediato provoca alguma lembrança de fatos existidos e lembrança é o passado. Se não tivéssemos o passado sempre presente não teríamos experiências para entender à nossa maneira o que nos ocorre no presente. Quando se observa pessoas conversando, mais elas estão discorrendo sobre ocasiões existidas. É raro numa conversa se falar de possíveis acontecimentos do futuro. Se não tivéssemos o passado retido na nossa consciência nós seríamos incapazes de entabular qualquer conversa com alguém. Seríamos apenas um corpo a ocupar um espaço sem qualquer reação intelectual para qualquer ocorrência do presente. Para outros seríamos apenas um “desmiolado” incapaz de viver em sociedade. Li no jornal eletrônico “A Semana” de Caieiras a crônica “Reencontro com o passado” de autoria da Fátima Chiati. Gostei de como ela apreciou esse tema. Continuando, as pessoas são os seus passados, embora, não gostem de algumas lembranças que surgem dele. Isso também ocorre comigo e às vezes elas até ficam “martelando” na minha cabeça. Sim, ressurgem sem esperarmos e sem desejarmos. Daí dizerem que não gostam de viver no passado, pois, algumas lembranças são indesejáveis. Lembrando, nosso corpo sempre está no presente, mas, o nosso pensamento, não! Ele, arbitrariamente, sempre nos torna parcialmente ou mesmo totalmente, inconscientes do presente, focalizando nosso olhar interior para rever uma cena de outrora.  Para isso basta um estímulo de tato, visual ou auditivo do presente para que a mente instantaneamente o transfira para a memória e que ela reproduza cenas ou fatos parecidos com o estímulo do momento. Pessoas, aquelas do dizer não gostar de viver no passado podem ser “pegas” recordando para outros suas experiências felizes. A questão não é não gostar do passado. É apenas por preferir boas lembranças querendo refutar as más. Quanto aos momentos agradáveis existidos é bom lembrar que o mundo é de transformações, mutações. Isso não é novidade, pois, alguns filósofos pré-socráticos bem definiram isso. Nossa infalível mutação física ao nos encaminhar para a velhice nos priva dos mesmos interesses oriundos das idades pertinentes para eles. A vida pode ficar parecendo ser vazia de encantos e não poucos dizem: Eu era feliz e não sabia. Entretanto, sempre haverá alegria de viver, correspondentes com qualquer idade ou fase de nossas vidas. Administrar os pensamentos tentando impedi-los de retornar ao passado quando não se queira isso, é impedir o sentir saudades do que não mais existe e dessas saudades se concluírem a existência da ausência da alegria nos presentes subsequentes da vida.


                                                                                                         Altino Olimpio

As arrueiras de Caieiras


 Por esse título acima qualquer um pode pensar que se trata de mulheres que não saem das ruas num viver despreocupado ou viver profano. Mas, não. A aroeira ou arrueira é um nome popular de uma árvore que pode trazer alguns inconvenientes para quem se aproxima de uma delas. Em Caieiras de quando eu era garoto e muito me embrenhava pelas matas para caçar passarinhos (idiotice juvenil) ou saborear frutos silvestres, ao passar por baixo dos galhos de uma dessas árvores sem reconhecê-la, a consequência era depois, o surgir de muitas feridinhas pelo corpo. E como coçavam. Existiam a aroeira brava e a aroeira mansa. Por essa distinção já se sabe qual delas provocava feridas nos sensíveis a ela, como eu. Os garotos de outrora melhor conviviam com as suas condições de serem crianças. A maioria deles tinha liberdade total para explorar as imediações de onde moravam. Muitas das árvores eles conheciam pelo nome e qual delas dava frutos. Qual das crianças de hoje saberia que “tuncum” era uma frutinha das matas? Crianças de agora vão pelas matas para colher morangos silvestres ou amoras? Passeiam livremente pelas beiras dos rios para pescar e saborear ingá das árvores dessa fruta?  Saberiam eles que a conhecida “pinha” vendida em quitandas ou supermercados antigamente se chamava ariticú? Criança de hoje construiriam uma cabana no meio de um canavial para na sombra chupar cana caiana? Os garotos de outrora às vezes construíam a cabana sem se importar quem fosse o dono do canavial. A cana comum não tinha nome e o nome de “caiana” eram para as canas mais grossas, gomos mais compridos e de mais sumo. Eram mais preferidas pela molecada. Nesta época sumiu o costume da molecada na reta de uma rua jogar futebol com bola de meia ou “rebatida”. Rebatida era quando não havia garotos suficientes para uma “pelada” e só havendo dois para brincar. Numa distância de mais ou menos vinte metros entre os dois garotos, cada um ficava num espaço entre duas pedras ao chão que representavam o gol. De “sempulo” um garoto chutava para o gol do outro que, sendo goleiro não podia deixar a bola passar por entre as pedras. Rebatidas eram melhor com bolas de meia e não com bolas de borracha. Qual criança desta época alguma vez viu no mato um lagarto em disparada “barulhando” em folhas secas abandonadas pelo chão? Alguma delas já viu morcegos de ponta cabeça dormindo dependurados nos galhos de uma árvore? Qual criança destes nossos tempos constrói “carrinhos de quatro rodas” para brincar nas longas descidas? No “meu tempo” às vezes se perdia a direção do carrinho e com ele batendo num barranco, no tranco um grande rasgo surgia na sola do pé ocasionado por um prego do carrinho. Era só sangue que esguichava e, como diziam que era bom, se urinava no rasgo ou corte sangrando. Naqueles tempos, mesmo com tantos desses “acidentes” nenhuma criança morria. Imaginemos hoje uma criança ao passar por baixo de uma arrueira e depois ficar toda “pipocada” de feridas pelo corpo. Para as mamães seria o fim do mundo. “Vamos levar ele ao pronto socorro. O que será isso? Vamos ao hospital. Temos plano de saúde”. Nada disso é preciso, porque, do mesmo modo que as feridinhas surgem provocadas pela arrueira, elas desaparecem sem qualquer tratamento. Comparando criança de agora com crianças de outrora vem à vontade de dizer: Não se fazem mais crianças como antigamente. Caieiras também teve seus tempos áureos quando as crianças eram mais crianças por causa da maior convivência entre elas nos seus folguedos inesquecíveis, embora, sejam esquecíveis hoje. 

                                                                                                      Altino Olimpio


Brasileiro é tão bonzinho


 Neste país, o Brasil, tido como sendo de democracia perigando, a utopia esteve a dizer que no regime democrático o povo é quem governa. Muitos já acreditaram nessa alegoria tão infantil. Num último exemplo da “governabilidade” do povo, este, aos milhares esteve pelas ruas reivindicando, clamando pela redução da maioridade penal dos dezoito para dezesseis anos de idade. Tudo em vão. O povo foi traído por alguns de seus representantes rejeitando a tal da emenda constitucional. Democracia é assim. O povo elege não sabe quem e quando vem, a saber, o eleito já está só a pensar em si e não quer saber de mais ninguém. Ser político tem a ver com a vontade de ficar rico. Pensar que políticos sejam inteligentes e superiores ao povo, isso é engano. Eles têm as mesmas fraquezas, ilusões e defeitos compatíveis com a do povo e como se sabe, alguns são ignorantes, isso demonstram quando “abrem a boca” para exteriorizar incoerências.    Se fossem evoluídos e incumbidos para apenas ditar normas para o país, duvida-se que alguns embarcariam num avião viajando para outro Estado apenas para assistir a um jogo de futebol, essa “coisa” apaixonante até para político. Por ocasião da Copa do Mundo de Futebol, como sempre se repetirá o esvaziamento de seus locais de “trabalho”. Eles têm tantas mordomias que qualquer ser humano comum se sente como sendo um coitado qualquer e abandonado pelo destino. Além dos altos rendimentos que percebem, têm aqueles politizando em causa própria cometendo desfalque ao erário. Os políticos mais são desprovidos de seus ideais próprios e de suas opiniões porque mais estão à mercê dos ideais e opiniões de seus partidos. Pensam que eles governam quando são governados. Mas, onde está o povo que, segundo a democracia é ele quem governa, já que escolhe seus líderes para representá-lo? Ele está envolvido com situações mais sérias. Está resolvendo problemas tão sérios pelo telefone celular e de qualquer lugar, está ligado na internet e nas redes sociais principalmente no tal de Facebook e também pelos programas televisionados de tão alto nível intelectual. São “coisas” do primeiro mundo. A diversidade de religiões também faz com que seja desnecessária a preocupação com a política. Sabe-se que na diversidade de religiões o povo mais se entende, se une (e como se une) mais e sendo assim os políticos temem desagradar ao povo. O único mal que agora nos acomete e não aos políticos que viajam pelo ar, são os bandidos e os assassinos mesmo menores de idade vagando pelas ruas procurando gente honesta e simples para roubar ou matar. Nada de mal fazem aos inteligentes legisladores, porque, considera-os bons amigos sendo seus protetores, conforme as leis existentes que criaram para protegê-los. Hoje ser bandido até é um “status” e ser digno de respeito, ainda mais com uma arma na mão. Eles têm a chance de aparecer na televisão e isso não é para qualquer um. Quando um é preso, ele se alimenta melhor que muita gente e tem a regalia de praticar sexo na prisão. Alguns políticos foram condenados “injustamente” a cumprir “meio período de pena” para poderem trabalhar e dormir na prisão depois de se alimentarem e sem pagar aluguel. Ficaram mais famosos e, depois das penas cumpridas talvez sejam convidados a serem galãs das novelas de televisão. Tem muita gente descontente com a situação deste país, mas, se esquecem que “rir é o melhor negócio” e para isso, rir, acredito que o povo pode governar, sim. Democracia tem isso de bom. Poder rir ao invés de chorar.


                                                                                                      Altino Olimpio