quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

Copa no Papa

Ontem à noite, dia dezenove de fevereiro a mídia divulgou que a presidente brasileira iria hoje, dia vinte de fevereiro, para a Itália, no Vaticano convidar o Papa para ele vir ao Brasil assistir a Copa do Mundo de Futebol. Futebol é como se fosse uma religião mundial e todos os povos do mundo são-lhes devotos. Até parece que é ateu quem não gosta desse esporte tão divinizado. Essa idéia da vinda do Papa não é boa, porque, nos jogos as torcidas só terão olhos para ele e irão se descuidar de torcer por seus times. Seria interessante se antes dos jogos fosse rezada uma missa. Isso, com certeza iriam acalmar durante os jogos os mais exaltados, ou malcriados, o que, seria um desrespeito para com as autoridades presentes, principalmente os de Brasília responsáveis pelas construções das nossas arenas ou coliseus modernos.  Convém destacar que a Copa do Mundo é milagreira. Durante os dias em que ela perdura, a paz e a felicidade reinarão no país. Nada de latrocínio, nada de corrupção, nada de inflação e etc. ocorrerão.  A Mídia vai se calar no divulgar das notícias antecedentes desse evento mundial para não banalizá-lo ou vulgarizá-lo. Não sei se os nossos melhores amigos da America Latina, os Irmãos Castros de Cuba e o Nicolas Maduro da Venezuela virão nos prestigiar. Tudo com muito zelo, carinho e responsabilidade está sendo preparado para o evento. Serão impossíveis durante a Copa termos “apagões”. Os traficantes das favelas do Rio de Janeiro só irão utilizar de suas armas quando necessário e mesmo assim apenas com balas de borracha para não atrapalhar a Copa do Mundo. Mas, se o Papa não vier... Muitos não irão comparecer aos estádios.


                                                                                                           Altino Olimpio

domingo, 16 de fevereiro de 2014

Para pensar


 Comentários sobre algumas frases do filósofo Arthur Schopenhauer:

“Minha condição humana me fascina. Conheço o limite de minha existência e ignoro porque estou nesta terra, mas ás vezes o pressinto”.

Você leitor pressente o porquê de estar vivendo neste mundo? Você às vezes deve pensar que está aqui para uma missão. Com mais de sete bilhões de seres humanos no mundo e cada um com uma missão a cumprir, qual seria a tua? Tomara que não seja igual à de muitos, que, são ridículas demais. Talvez você pressinta que apareceu por aqui e não saiba o que fazer para o seu viver não se perder. Também, você pode pressentir que está aqui só de passagem sem saber para onde vai depois ou talvez já “saiba” que vai para o céu. Se você gosta daqui e quer se estabelecer para sempre, isso é impossível. Aqui se vem sem saber e sem saber quando se vai embora. Nisso pressinto uma safadeza da natureza. Deveríamos ser avisados que viríamos para cá, para trabalhar, possuir muitas coisas e depois termos de partir deixando tudo por aqui. Se eu fosse avisado desse “faça de tudo e deixe tudo por ai”, eu não teria vindo. Seria assim mesmo? Claro que não! No fato de vir a ser e no deixar de ser o homem não tem a decisão. Ele é uma marionete do destino, ou melhor, marionete do acontecer até o acontecer do desaparecer.

“Recuso-me a crer na liberdade e neste conceito filosófico. Eu não sou livre e sim, às vezes, constrangido por pressões estranhas a mim, outras vezes por convicções íntimas”.

Liberdade é um tema mais a ser discutido por pessoas conscientes dessa irrealidade. Em nós, somente o pensamento poderia ser livre. Atualmente ele é livre para pensar igual o que os outros pensam e o que querem que pensemos. Essa é a liberdade atual do pensamento. Diariamente somos tão massacrados com acontecimentos, estímulos visuais e auditivos outros que, nossos pensamentos perdem a particularidade de ser para nós e por nós mesmos. O pensamento perdeu sua independência se é que alguma vez já a teve. Aliás, nenhum governo gosta que seus governados tenham pensamentos próprios a não serem os próprios para manter as mentes distraídas no que não lhes interessa e no que é sem importância.

Aqui refletindo sobre sistemas de governos forçando o nivelar mental entre os homens e impedindo que individualidades se destaquem, o filósofo escreveu o seguinte: “Mas é a pessoa humana livre, criadora e sensível que modela o belo e exalta o sublime, ao passo que as massas continuam arrastadas por uma dança infernal de imbecilidades e de embrutecimento”.

Nesses dizeres entendo o fato de que apenas poucas pessoas do planeta são capazes de exercer criatividade. Essas poucas não se deixam levar pela corrente de entretenimentos, distrações e emoções baratas. As massas, envolvidas em seus autoagraciarem pelos prazeres resultantes de seus entretenimentos, viagens, esportes, cinema, televisão, teatro, shows e etc. são apenas de desfrutadores de benefícios públicos ocasionados pela minoria, aquela que não utiliza seu tempo em vão. Resumindo, as massas humanas mais são envolvidas por distrações, enquanto poucos se incumbem de ser mais úteis para a sociedade.
“Jamais considerei o prazer e a felicidade como um fim em si e deixo este tipo de satisfação aos indivíduos reduzidos a instintos de grupo ou massa”.

O filósofo “pegava pesado”. Como depreendi o ser humano devia fazer o que tem que fazer, apenas por fazer, sem se preocupar se o que faz tem em troca prazer ou felicidade. Mas, o ser humano sempre quer ser pago de algum modo, nesse caso, pago com as situações efêmeras do prazer e da felicidade dessas satisfações apenas momentâneas. Não devem ser consideradas “como um fim em si” porque não são constantes. 

“Tenho forte amor pela justiça, pelo compromisso social. Mas com muita dificuldade me integro com os homens e em suas comunidades. Não lhes sinto a falta porque sou profundamente um solitário. Sinto-me realmente ligado ao Estado, à pátria, a meus amigos, a minha família no sentido completo do termo. Mas, meu coração experimenta diante desses laços curioso sentimento de estranheza, de afastamento e a idade vem acentuando ainda mais essa distância”.

Seria assim mesmo? Com o passar dos anos vem à vontade de ser solitário? Pode ser que com a idade avançada venha à perda das ilusões e o reconhecimento das desnecessidades da existência que preenchem a vida de qualquer um. O mais perceber as realidades da vida quando isenta de ambições, de paixões, isenta das superstições e de dogmas impraticáveis pode mesmo provocar o afastamento do relacionamento humano com outros, se eles ainda estão na retaguarda das mesmas isenções. Nisso, os outros são considerados apenas “os outros” para, se inevitável, ter com eles um relacionamento superficial e isso é a “distância” sentida pelo filósofo.

                                                                                                             Altino Olimpio 












Por que será que a morte mais procura os inocentes?


 Neste mês de fevereiro de 2014 aconteceu uma tragédia (como tantas outras em tantos lugares do país) numa passeata na Cidade do Rio de Janeiro. Um cinegrafista de uma conceituada emissora de televisão foi vítima de um “fogo de artifício”, um foguete explosivo aceso por um ou dois dos vândalos presentes na passeata. Atingido na cabeça pelo artefato o cinegrafista morreu dias depois. A repercussão do fato fez com que todos “âncoras” dos canais de televisão se manifestassem exigindo justiça e reclusão de trinta e cinco anos para o, ou, para os responsáveis pela tragédia. Revolta razoável, embora, se saiba que no Brasil ninguém fica preso por mais de trinta anos, quando fica. Entretanto, ouviu-se dizer que os desqualificados para viver em sociedade (nisso não há dúvida) seriam enquadrados no crime qualificado. Não foi crime qualificado. O foguete foi aceso sem ter alguém em mira para atingir. Aleatório, o foguete tem rumo incerto e pode atingir quem está em seu trajeto e foi o que aconteceu. Crime doloso? Também não. Não houve a intenção de matar alguém. Crime culposo? Isso sim tem procedência. Acender um artefato perigoso em público pode ser considerado crime. Ouviu-se que o enquadramento legal seria também por crime de explosão. Isso é a primeira vez que ouço.  Quanto ao fato lamentável, ele teria sido evitado se desde as primeiras passeatas os arruaceiros fossem presos por depredações do patrimônio público e privado.  Parece que nada além de serem fichados aconteceu com eles. Ai tem coisa! Mas, no teatro da vida é proibido espiar o que acontece nos bastidores porque a consequência pode ser dramática. Quanto aos “peixes pequenos” da desordem, duvida-se que um tribunal os condene com altas penas como quer o povo envolvido na atual comoção geral. Os juízes são obrigados a seguir as normas da lei punitiva. Se fosse ao contrário, teriam que revisar condenações anteriores que foram consideradas brandas pelo público, como no caso da amante daquele goleiro de futebol que foi assassinada e parece mesmo, fizeram picadinho com ela.  Alguns apresentadores de programas de televisão gostam muito de “por mais lenha na fogueira” e muitos telespectadores os acompanham e até lhes enviam através da internet, pelas redes sociais, mensagens contendo discrepâncias sobre como se deve punir alguém praticante de atos repugnantes. Convenhamos, pois, no mais das vezes tais punições desejadas pelos mensageiros são incompatíveis com as regulamentadas pela legislação deste país. Muitos perdem a ocasião de manterem a “boca fechada” quando ao contrário expõem suas ignorâncias sobre o fato que esteja em questão.  Até parece que ser “ridículo” agora faz parte da nossa cultura. A Mídia adora tais manifestações. E o governo sempre está atento a essas manifestações dos mais desinibidos representando o povo e assim acompanhando a evolução dele tem como aprimorar os meios de governá-lo.


                                                                                                            Altino Olimpio

Ajuizado contra juizes

Ajuizado contra juízes

Domingo dia nove de fevereiro deste ano de dois mil e quatorze assistindo a um noticiário da televisão vi o ex-presidente, muito bom quando se manifesta de improviso, discursando contra os ministros do Supremo Tribunal Federal. Disse ele que os ministros da mais alta hierarquia judiciária do país não deviam “fazer” política e sim restringirem-se aos propósitos de suas funções. Se quiserem cargos políticos que se afiliem a um partido e se candidatem para deputado federal, por exemplo. Terminou dizendo que é solidário aos condenados do processo apelidado de “mensalão”. Então, considera-os injustiçados e foi ovacionado por isso. Entretanto, quatro daqueles ministros foram indicados por ele e outros quatro pela atual mandatária do país do mesmo partido político dele. Será que aqueles juízes foram ingratos e “cuspiram no prato que comeram” no pensar do ex-presidente que os indicou para tão elevado cargo.  Acredito que não. Todos eles foram sabatinados pelos senadores e considerados aptos na lealdade, na imparcialidade e no exercer da legalidade nos julgamentos de infratores. Qualquer desmerecedor que tenha o “rabo preso” com alguma associação e por isso não podendo ser imparcial nos julgamentos jamais seria acolhido pelos senadores para exercer tão nobre missão para a pátria. Será que o ex-presidente “pisou na bola” quando criticou os juízes do STF? Corajoso, não? O tempo confirmará se ele está com a razão. Mas, para se saber com antecedência bastaria perguntar aos repórteres se algum Juiz do STF quer ser político, pois, muito “cutucaram” um deles, famoso agora pela sua austeridade, perguntando-lhe: E ai? Vai se candidatar à presidência do Brasil? Vai se candidatar? Vai se candidatar? Gozado, talvez aquele juiz nem tivesse pensado nessa possibilidade. Sem saber o que responder se sentiu como se estivesse “perdido no mato sem cachorro” tal a sua surpresa de ver-se insinuado como um futuro presidente. Sabe-se que os repórteres brasileiros são muito evoluídos, pois, lêem os pensamentos de qualquer entrevistado por eles, daí serem dignos de créditos e alguém ao querer saber de alguma verdade (mas, verdade mesmo) basta perguntar para eles.


                                                                                                            Altino Olimpio

Mídia mentirosa

Mídia mentirosa

Ontem, dia cinco fevereiro de dois mil e quatorze a Mídia divulgou a notícia de que uma médica cubana abandonou o programa de “mais médicos” e buscou proteção no gabinete de um deputado de Brasília. A médica esteve reclamando que enquanto outros médicos de outros países e os daqui ganham dez mil reais por mês, ela só ganha cerca de mil reais. Isso é impossível estar acontecendo, porque, seria o promover da desigualdade podendo causar animosidade entre a classe médica. A médica disse que mesmo demitindo-se do programa prefere ficar aqui no Brasil. Ela teme que, se for deportada para Cuba, lá ela irá para a prisão. Impossível também de acontecer porque os principais mandantes daquele país, mundialmente são considerados como amantes da liberdade. O povo de lá até é invejado com a liberdade que tem de viver como quer, fazer o que quer e falar o que quer. A Mídia às vezes permite que alguns entrevistados insinuem que os médicos cubanos estão aqui num regime de escravidão. Outra mentira! Jamais o governo brasileiro permitiria esse absurdo. Seria uma afronta para a democracia cubana. Nossos dignitários atuais são da mais digna confiança, muito sofreriam ao saber de médicos cubanos sendo rebaixados ao nível salarial de trabalhadores braçais analfabetos. A insatisfeita com o programa “mais médicos” deveria se sentir feliz por estar por aqui no país do futebol donde sentiria as exaltações humanas resultantes da Copa do Mundo. Em tal evento parece que ninguém fica doente e todos saudáveis estarão preparados para as eleições ou reeleições conscientes deste ano de dois mil e quatorze.


                                                                                                   Altino Olimpio

terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

Mantra sagrado

As mães sempre preocupadas com seus filhos, quando da saída deles de casa para algum lugar, elas, lhes dizem “filhos, cuidado, não se envolvam em confusões e cuidado com a violência destes dias”. E ao se despedirem deles quando eles estão a sair de casa elas lhes dizem: Deus te abençoe. Muitos Paes devem ter dito isso aos seus filhos por ocasião das passeatas do mês de junho do ano passado, que, ficou na história, só na história. Mas, alguns desses filhos foram contratados para animar as passeatas para que elas não ficassem monótonas. De fato animaram mesmo. A Dona Mídia adorou a participação deles, pois, pode mostrar ao mundo como os brasileiros são civilizados, alegres e inofensivos. Apenas ocultou para o povo cartazes com ofensas ao mais consultado político do Brasil. Infelizmente muitos filhos não receberam o desejo de suas mães para que eles fossem abençoados, então, desprotegidos, eles provocaram algumas poucas arruaças. A polícia que peca por não acatar os conselhos da Mídia errou por tentar acalmá-los com tiros de borracha, bombas de efeito moral e cassetetes. Como quer a Mídia, cada policial deveria estar preparado com um buquê de flores e ao se deparar com aqueles que estavam “arruaçando”, oferecer-lhes uma flor e dizer-lhes “eu te amo” e, por favor, não mais modifiquem as fachadas dos bancos e das lojas. Claro que, com tanta amabilidade os animadores das passeatas melhor se comportariam. Bombas e mais bombas, balas de borracha e mais balas de borracha seriam economizadas. Por sua vez, a Mídia e os Direitos Humanos se regozijariam pela idéia deles ser mais prática no conter exaltados. Alguns exagerados na alegria tão contagiante de animar as passeatas foram detidos. Entretanto o “Deus te abençoe” funcionou, porque, nada de mal aconteceu com eles. Contudo, a frase “Deus te abençoe” hoje é moda. Acredite quem quiser, mas, ouvi uma mulher que alimenta os cachorros de rua dizer para um deles “Deus te abençoe”. Felizmente ninguém pronuncia o “seu santo nome em vão”. Perto donde moro vive um senhor e lá no lugar donde frequentava enquanto podia, deve ter ouvido muito essa frase. Agora ele está com Alzheimer. A frase funcionou porque como agora a ninguém conhece, vive em paz, tranquilo sem aquele “enche o saco” dos outros.

                                                                                                      Altino Olimpio


domingo, 2 de fevereiro de 2014

O nudismo revela o que a roupa engana

O sempre estar em companhia de outros em sociedade faz com que precisemos estar apresentáveis, isto é, vestidos com roupas apropriadas para quaisquer das ocasiões. Mais as mulheres se preocupam com suas vestimentas em se fazer notar e notar outras se elas estão bem trajadas.  Se vestir bem, sem exageros tem a ver com o se sentir bem em público. Na verdade, as pessoas mais se vestem para a observação de outras pessoas. Alguém mal vestido também chama à atenção como alguém que não sabe se vestir ou não tenha posses para tal. Entretanto, no viver em sociedade, roupas e enfeites fazem parte das aparências com as quais cada um quer se mostrar. Vivendo na solidão de um sítio distante da cidade mais próxima, quem se importaria com sua aparência? Uma mulher não iria se vestir, se maquilar apenas para si mesma. Um homem também não iria usar terno e gravata apenas para o seu agrado. Isso comprova que mais as pessoas se vestem para outras e por causa das outras. Mas, as roupas são obrigatórias para as pessoas quando no contato com outras. Servem para ocultar as partes consideradas íntimas. Alguém nu expondo suas partes íntimas para outros pode ser preso por atentado ao pudor.  No entanto, na intimidade do lar quem queira pode ficar sem roupas. Tem quem, mesmo sozinho não consegue ficar sem roupas em sua casa por causa daquele sentimento de “está faltando alguma coisa”. O estar sempre vestido é um hábito forte, um condicionamento social. Para os mais desprendidos e modernos, existem locais reservados para a prática do nudismo. Adultos e crianças, nus como vieram ao mundo se confraternizam, se entretém como se fossem Adãos e Evas. Dizem serem evoluídas as pessoas frequentadoras desses locais de nudismo ou naturismo. Eu não poderia frequentar porque sou antiquado, retrógrado e possuidor de complexos. Gosto de roupas porque elas escondem os desgastes físicos provocados pelo passar do tempo. Também tenho o defeito de fazer comparações (seria só eu?). Já assisti a vídeos sobre nudismo e meus olhos se encantaram com moças bonitas com “tudo no lugar”. As de mais idade já com seus despenques a mostra me fizeram pensar “como a vida é cruel”. Dizem que se algum convidado for pela primeira vez num desses lugares e assanhado ficar olhando para os seios e para as genitais femininas, ele será convidado a nunca mais voltar. Só pode olhar de relance “sem querer” e fingir que nada viu. Dizem também que o sonho dos naturistas mais radicais seria difundir a prática de todos se apresentarem despidos em qualquer lugar público. Se isso acontecesse provocaria o fim das indústrias de tecidos e das fábricas de roupas. Também muito desemprego e queda dos impostos para o governo. E eu fico a pensar como seriam os bailes com os pares dançando sem roupa. Nas boates de entretenimento sensual, estriptizes perderiam a graça.  A noiva sem o vestido de noiva só com o véu e com o buquê de flores. Contudo, agora preciso me vestir, pois, está chegando aqui em casa uma visita. Não quero que ela se assuste comigo vendo minhas deformações que as roupas escondem, ou, me considere pornográfico.

                                                                                                       Altino Olimpio