domingo, 29 de setembro de 2013

O povo mais feliz do mundo


 Deus está na boca de todos e não é pra menos, porque, aqui no Brasil os filhos Dele vivem no paraíso. Começando pela comunicação global, internet, nossos irmãos encontraram suas importâncias principalmente no chamado facebook. Uma rede social onde nas amizades sinceras e produtivas, eles, nossos irmãos, se correspondem exibindo suas fotografias (isso não é vaidade), dos seus cachorros e dos seus gatos. Os assuntos entre eles são tão importantes que seriam de causar inveja para os filósofos mais famosos que existiram no mundo. Isso muito me alegra, pois, meus familiares também estão nessa corrente. Eu ainda não, porque, sinto-me inferiorizado por nada de importante ter para informar. Mas, às vezes alguma notícia me emociona. Parece que estão querendo promover aposentadoria e bem merecidas para aqueles que por muitos anos visitam as lotéricas para tentar a sorte num joguinho. Por “falar” em jogo não sei onde ouvi dizer, que, para os jogos de futebol da Copa do Mundo de 2014, nos estádios serão reservados seiscentos ou mais lugares para os políticos de Brasília. Bem que eles merecem essa distinção porque sem eles não existiria nação sem corrupção. Ah, lembrando das passeatas de junho quando o povo nas ruas se mostrou contra a construção de estádios fiquei sabendo pela internet que vários milhões de ingressos já foram vendidos. Ao entrar em contato psíquico com a Grande Fraternidade Branca do Tibet fiquei sabendo que os ingressos mais comprados foram por pessoas de outros países e por algumas daqui que não souberam das passeatas. Neste mês de setembro tivemos lá no STF o fim da primeira parte do julgamento do chamado “mensalão” quando foram julgados os mocinhos do filme Ali Babá. Como os brasileiros estão habituados em novelas, eles exigiram que o julgamento continuasse em capítulos no ano que vem e se possível com fundo musical para ressaltar o romantismo de cada julgador enquanto revela seu sim ou seu não para a condenação de cada réu, ou melhor, suspeito. Outro assunto que me comoveu foi à vinda de milhares de cubanos para cá. Os médicos, coitados, não poderão trazer suas esposas. Seria importante uma verba extra para eles freqüentarem a zona, porque senão, muitos cubabrasileiritos poderão nascer. Bom pra nós também é o “ecumenismo” político ou de regime. Não há preconceito contra ditaduras, contra comunismo e principalmente contra democracia, até pode-se conviver com os três regimes intercalados. Em 2014 teremos a Copa do Mundo de Futebol. Em 2016 teremos as Olimpíadas (eta nóis). A nossa mídia que não tem o “rabo preso”, em todos os seus noticiários diários, por tanto nos amar, nos educar, nos instruir, ela nos preenche até a fartura com as informações sobre o futebol. Por isso e por tudo o que é para o nosso bem somos um povo feliz. Aqui os direitos adquiridos são respeitados. Tem um deputado que está preso e uma coisa nada tem a ver com outra, pois, ele continua deputado, isso sim é que é justiça. Bem, vou parar por aqui porque estou “chovendo no molhado” para muitos que não acreditam que Deus ainda é brasileiro. Por aqui tudo é alegria e só não vê quem não quer.


                                                                                                         Altino Olimpio

A vida e a imitação




A vida e a imitação

Para o ser humano o que está além do nascer, do viver e do morrer é só imitação.
Desde ao nascermos somos influenciados para representar um papel na vida, no mais das vezes, igual aos já representados por outros. Somos registrados com um nome e ele vem a ser a individualidade com a qual somos reconhecidos.  Quando alguém pergunta quem somos respondemos citando o nosso nome. Mas, isso, pra quem pergunta nada revela de quem somos. Pra pessoa ter uma noção de quem somos teríamos que informar também o local de nosso nascimento, onde moramos, nome dos Paes, profissão, estado civil, religião e etc. como referências. Entretanto, se deixássemos de lado o nosso nome, a família, a profissão e as nossas posses, nós mesmos teríamos dificuldade em saber quem nós somos. Ao pensarmos nisso recuamos ao passado e em pensamento nos vemos onde nascemos, onde vivemos entre nossos Paes, irmãos, parentes, amigos e conhecidos até retornarmos ao presente na nossa situação atual. Comumente, aquele nosso “quem sou” se relaciona com as referências acima citadas e outras. As outras podem ser os envolvimentos com questões filosóficas, espirituais, religiosas, políticas e esportes e, nestes, a predominância neste nosso Brasil é o futebol. Para muitos os seus “eu sou” parecem ser esclarecidos como “eu sou espírita, eu sou católico, eu sou evangélico, eu sou ateu, eu sou corintiano e outros “eu sou”. Aqui estão algumas de nossas representações sendo elas imitações no palco da vida.  

Na velhice quando estamos destituídos da maioria daquilo que pensávamos que fomos e às vezes até desiludidos por pensar que “nada leva a nada”, também podemos chegar à situação do desinteresse pelo que interessa aos outros. Isso, se notório podemos ouvir de outros que “já morremos e só falta sermos enterrados”.  Esses desses comentários, ainda vivem querendo sensações pertinentes às fases da vida anteriores as suas. Mas, na fase etária atual da vida em que estão muitos se encontram desprovidos de maturidade por não aceitarem a condição de suas fases atuais de existência, a velhice.

Na última de nossas fases da vida, aqueles que melhor sabem envelhecer parecem que se encontram a si mesmos quando eles deixam de imitar os outros. Aprendem dizer não aos convites e até respondem “Ah! Lá é maravilhoso vá você então”. Na última fase da existência a vida nos torna mais reflexivos e é quando ela, a vida é mais percebida e apreciada se houver ausência de doença. Também é quando a presença de outras pessoas é tolerada se não puder evitá-las, visto que, em sua maioria são apenas imitadoras do que vêem e ouvem dos outros e querem nos transferir suas imitações. É quando também “imitamos” apreciar a presença deles dizendo-lhes “foi um prazer e volte sempre” (risos).

                                                                                                        Altino Olimpio





    




Adão com Adão e Eva já era




Adão com Adão e Eva já era

Ontem, dezenove de agosto de 2013, pelos seus órgãos de imprensa a Mídia divulgou, televisionou que, um brasileiro, David Miranda esteve detido no Aeroporto de Londres por cerca de nove horas para averiguações pela polícia inglesa. Conforme a “naturalidade” noticiosa sua opção sexual foi revelada e ele foi tratado como sendo “namorado” do jornalista americano Glenn Greenwald. Este, jornalista, atualmente no Brasil, divulgou documentos secretos dos Estados Unidos provenientes do considerado traidor Edward Snowden, agora asilado político na Rússia. Esse fato já é muito conhecido e não é preciso se deter nele. Mas, notou-se nos noticiários televisivos a repetição “tão natural” da afirmação “namorado do jornalista americano Glenn Greenwald” por diversos locutores de diversas emissoras. Estes são inocentes necessários e marionetes da mídia, pois, nunca eles sabem “o que está por trás” do que divulgam. Eles só devem noticiar sem avaliar a veracidade ou o que tem de tendencioso por trás das notícias. Será que os locutores nem desconfiaram que a opção sexual dos envolvidos nada tivesse a ver com o fato do brasileiro David Miranda ter sido detido na Inglaterra? Neste caso em questão, sem entrar na particularidade dos “machos namorados” citados, pareceu que a Mídia além de querer ridicularizar os protagonistas do fato gosta mesmo de promover como sendo um paraíso a união sensual entre seres masculinos, tendo à bunda como sendo o amor de seus corações. Em algum lugar da Bíblia está escrito: Maldito seja o homem que se deitar com outro homem. Ah, isso não quer dizer nada, pois, se isso acontecer por toda a vida de alguém, antes da morte se houver o arrependimento qualquer um se salva (risos).

                                                                                                         Altino Olimpio