terça-feira, 3 de dezembro de 2013

Comprovação da evolução mental brasileira


 Como todos sabem, todo início de ano temos a estimada e autêntica divulgação da cultura nacional. Embora ela tenha o nome em outro idioma “Big Brother”, isso vem a destacar mais sua importância. Durante o transcorrer desse programa transmitido por um canal de televisão, indubitável, seus promotores devem ser inspirados pelas divindades pelo tanto bem que proporcionam para o povo em geral. Os participantes desse programa são “escolhidos a dedo” por se destacarem como sendo os mais inteligentes do país. Até podem causar inveja em quem os assiste em suas conversas e atitudes moralistas televisionadas. O nível intelectual deles ultrapassa o de qualquer filósofo ou psicólogo contemporâneo e mesmo o nível de qualquer filósofo do passado quanto ao saber viver e se comportar. Dentre os integrantes do programa levado ao ar, por muitos dias subsequentes, pode surgir um futuro presidente deste país, alguém que tenha a vocação para ser Papa e até alguém que tenha o discernimento para “adivinhar” quem seja comunista contrário à democracia deste nosso país. O apresentador do programa “Big Brother” se for o mesmo dos anos anteriores, ele será aguardado com muito carinho pelos telespectadores. O Brasil deve muito a ele por atrair para a audiência do programa as pessoas mais inteligentes. Infelizmente, os ignorantes não terão nível intelectual para a compreensão de tão bons exemplos de cultura humana. O apresentador do programa, por comprovado merecimento, merecia ter suas estátuas nas praças de todas as cidades brasileiras como gratidão a ele por excelentes serviços prestados aos brasileiros. Como nem tudo é “um mar de rosas” sempre existe aqueles do contra, aquelas pessoas de mal com a vida a desprezarem esse programa. Gostaria muito de ouvir a opinião do nosso melhor comentarista, o Senhor Arnaldo Jabor, sobre esse admirável programa que eleva a humanidade até a sabedoria. Inteligente como ele é e imparcial, creio que sua opinião na seria diferente da minha. Mas, se ele for um daqueles que não assistem ao programa, isso, só pode ser decepção.


                                                                                                          Altino Olimpio

quarta-feira, 27 de novembro de 2013

Brasil desbrasilizado


 Deve-se sentir pena dos brasileiros que ao chegarem aos sessenta, aos setenta ou mais anos de idade são destinados a assistir o debandar da educação, da moral, da honestidade e da ética com as quais foram agraciados. Diariamente somos massacrados pelo saber das inúmeras aberrações humanas de comportamento, até provenientes daqueles que exercem cargos públicos. Dentre eles existem aqueles que comprovadamente são infratores, mas, como devem sorrir e considerar palhaços aqueles que os reelegem. Isso porque muitos eleitores são desqualificados para esse dever patriótico. De cerveja, futebol e novela eles entendem bem e a mídia por tanto amá-los bombardeia-os diariamente com essas preciosidades intelectuais. O amor ao próximo foi substituído pelo “desconfio e tenho medo dele”, tais são os roubos, assaltos, o morticínio e os corruptos destes tempos do “Deus te proteja” como refúgio para as omissões e incapacidade de reação. Neste ano de 2013, pra quem acredita em milagre... Infratores do colarinho branco foram julgados e condenados. Nessa circunstância histórica, será que os historiadores do Brasil (autênticos e imparciais) escreverão para a posteridade, inclusive escolar, o enaltecer daqueles que no julgamento dos infratores foram patriotas e o considerar como impatrióticos e antibrasileiros os contrários a eles em seus votos contrários de condenação? Esses últimos se “pegos” pela história, mesmo depois de mortos, se constatadas suas pechas e se historiadas conforme o leigo parecer acima, talvez, seus descendentes se envergonhem deles e não queiram lembrá-los e nem conversar sobre eles. Para eles, triste também seria o desprezo público, não pelo povo em geral, mas, por aqueles de um estágio acima, privilegiados com discernimento e patriotismo.

                                                                                                         Altino Olimpio



quinta-feira, 21 de novembro de 2013

Morri sem saber


O dia estava calor e fui buscar sorvete onde costumo comprar aqui no bairro onde moro. Com a balde de plástico com capacidade para doze litros de sorvete de massa vinha eu caminhando a pé quando vi um amigo. Pensei que não deveria me entreter com ele porque o sorvete iria derreter. Mas, ele me chamou para conversar. Enquanto conversávamos apareceu a minha prima Odila de Jundiaí toda sorridente e dizendo “o Coquinho me deu um coco de presente” (Coquinho era o apelido de um senhor já falecido do daqui Bairro de Perus da Cidade de São Paulo). Perguntei pra ela: Ele te deu coquinhos ou coco grande? Ela respondeu que ele lhe dera coco grande. Vendo-a tão alegre e mais jovem gritei: QUE FAZ AQUI? COMO ESTÁ AQUI? Olhei para o amigo e disse-lhe: É minha prima, mas, ela já morreu. Eles olharam para mim sem nada dizer, mas, seria como dissessem “você também já morreu”. Senti-me estarrecido, calado, triste e pensativo, acreditando mesmo que havia morrido, pois, aquele amigo também já era falecido, entretanto, continuamos a caminhar e logo chegamos a um lugar parecido com um sítio do interior. O local era plano como um campo de futebol. Havia um gramado descuidado e invadido por vegetação outras e rasteiras. Várias pessoas no local, inclusive crianças, e, me eram desconhecidas. Ainda tendo nos braços o recipiente com sorvete, numa surpresa vi entre elas, a minha esposa e fiquei aturdido. Como as outras pessoas, ela estava circulando pelo local e parecendo estar pensativa. Estava vestida com uma calça da cor marrom claro, aregaçada até as canelas, a mesma que por muitas vezes eu já a tinha visto no nosso lar.  Pensei em gritar-lhe “hei, como é viver depois da morte do Altino”. Não consegui, porque, alguém ao meu lado me antecipou e gritou-lhe a mesma pergunta. Ela desatou a chorar e vendo-a chorar chorei também. Fiz menção de consolá-la, mas, veio-me a lembrança que eu havia morrido e ela não poderia me ver ou ouvir.  E foi nesses momentos que acordei. No sonho houve uma inversão de situações. Minha esposa faleceu há vinte e nove anos no ano de 1984. Eu ainda estou por aqui. No mais das vezes nossos sonhos são esquecidos e muitos deles são confusos e desconexos. Sobre o sonho aqui relatado, pessoas podem emitir suas considerações, como, “ela está precisando de uma missa, o sonho foi um contato espiritual, foi um aviso” e etc. Contudo, dispenso quaisquer considerações, pois, o sonho faz parte de uma atividade cerebral, da qual, ainda estamos impossibilitados de compreender.

                                                                                                               Altino Olimpio       



sábado, 5 de outubro de 2013

A profundidade de Krishnamurti


Texto de
Ana Elizabeth Diniz com algumas alterações e acrescido de comentários em negritos.

Jiddu Krihnamurti nasceu em maio de 1895, na Índia. Foi educado dentro da Sociedade Teosófica e tratado como veículo para encarnação do Messias, do Bodhisatwa Maitreya. Para isso, foi colocado como chefe da Ordem da Estrela do Oriente. Em agosto de 1929, aos 34 anos, dissolveu a ordem, saiu da Sociedade Teosófica e seguiu seu caminho único. Seguiu percebendo e sustentando o que ele chamou de "verdade" com total compromisso e integridade. Por mais de 56 anos, viajou pelo mundo. Morreu em fevereiro de 1986, aos 90 anos, na Califórnia. Há quem diga que ele é aquele que foi anunciado.
Comentário: Parabéns a ele. Queriam que ele fosse um messias, um guru mundial, mas, ele, nada tendo de ilusão, de superstição, de vaidade, de mentiras, preferiu banir da mente de seus seguidores que ele era o escolhido como orientador das mentes pequenas e sendo assim rompeu com a Sociedade Teosófica dissolvendo seus seguidores.

A essência dos ensinamentos de Krishnamurti está contida na declaração feita por ele em 1929: A verdade é uma terra sem caminho. O homem não chegará a ela através de organização alguma, de qualquer crença, de nenhum dogma, de nenhum sacerdotal ou mesmo de rituais, nem através de nenhum conhecimento filosófico ou técnica psicológica. Ele vai encontrá-la através do espelho do relacionamento, através do entendimento dos conteúdos de sua própria mente, através da observação, e não através de análise intelectual.
Comentário: Verdade seja dita. Até agora ninguém encontrou a verdade pelos caminhos dessas instituições tidas como sendo proprietárias da verdade. Até hoje estão tateando pelas dúvidas. E, nas suas certezas são duvidáveis.

Em 1980, Krishnamurti escreveu: O ser humano não pode construir imagens dentro de si mesmo, como uma cerca de segurança - religiosa, política, pessoal. Elas de manifestam como símbolos, idéias, crenças. O peso dessas imagens domina o pensamento humano, seus relacionamentos e sua vida diária. Essas imagens são as causas de nossos problemas porque elas separam as pessoas umas das outras. A sua percepção da vida é moldada pelos conceitos já estabelecidos em sua mente. O conteúdo de sua consciência é a sua consciência total e isso é comum a toda humanidade. Na forma e na cultura superficial que o homem adquire da tradição e do meio ambiente. A singularidade do homem não se encontra no superficial, mas na completa libertação dos conteúdos de sua consciência, comum a toda humanidade.
Comentário: Libertar os conteúdos superficiais da consciência não é fácil. O ser humano precisa saber e entender que eles são superficiais para poder substituí-los ou considerá-los irrelevantes para dominar os seus pensamentos em seus relacionamentos evitando assim desgaste inútil de energia mental.

Krishnamurti dizia que a liberdade não é uma reação, nem tão pouco uma escolha. É pretensão do ser humano achar que, por ter escolha, ele é livre. A liberdade é pura observação sem direção, sem medo de punição e recompensa. Pela observação, a pessoa começa a descobrir a falta de liberdade.
Comentário: Nem no pensamento somos livres. Estamos abarrotados de tantas informações e são raras as que de fato nos interessam. Nós pensamos o que o sistema vigente quer que pensemos e nisso todos se igualam e não percebem. Mais livres do que nós são os cegos e os surdos.

Para Krishnamurti o pensamento é tempo. O pensamento nasce da experiência e do conhecimento que são inseparáveis do tempo e do passado. Nossa ação é baseada no conhecimento e, portanto, no tempo. Assim, o ser humano é sempre escravo do passado.
Comentário: Todos nós somos escravos do passado. Se apagassem nossos passados neste presente não saberíamos quem somos. Tudo que precisamos analisar ou avaliar depende de nossas experiências ou condicionamento e condicionamento é passado. Infelizmente, nossas experiências e nossos condicionamentos nem sempre condizem com as realidades atuais pela falta de adaptação. Nós nos confortamos com o que já é ou com o que já foi em detrimento, ou desprezo com o que está sendo na atualidade em que se vive. Daí o dizer de Krishnamurti que os seres humanos são escravos do passado.

Em Madras, em 1947, aqueles que tinham contato com o homem Krishnamurti e com a essência de seus ensinamentos estavam perplexos com o fato de ele ter sido anunciado pela Sociedade Teosófica como sendo o Messias e o instrutor do mundo e ter renunciado a esse papel. Krishnamurti tentou responder a essa questão contando uma história: "O diabo e um amigo estavam passeando quando viram, a sua frente, um homem abaixar-se e pegar algo brilhante do chão. O homem olhou para aquilo com deleite, colocou-o no bolso e continuou caminhando”. O amigo perguntou: "O que aquele homem achou que o transformou tanto?" O diabo respondeu: "Eu sei, ele encontrou a verdade." "Por Deus!"- exclamou seu amigo: "Isto deve ser um mau negócio para você!". "De jeito nenhum"- o diabo respondeu com um sorriso malicioso: "Vou ajudá-lo a organizá-la, você vai ver só!"
Krishnamurti indaga: "Pode a verdade ser organizada? Você pode encontrar a verdade através de uma organização? Elas estão baseadas em diferentes crenças. Crenças e organizações estão sempre separando as pessoas, excluindo umas das outras. Você é um hindu e eu sou um mulçumano, você é um cristão e eu sou um budista. Crenças, ao longo de toda a história, atuaram como uma barreira entre os seres humanos. Nós falamos de fraternidade, mas se você tem uma crença diferente da minha, estou pronto para cortar sua cabeça; nós temos visto isso acontecer inúmeras vezes”.
E prossegue; "A experiência de Deus deve ser experimentar por si mesmo. Ela não pode ser organizada. No momento que é organizada, propagada, ela cessa de ser verdade, ela se torna uma mentira. O real, o imensurável, não pode ser formulado, não pode ser colocado em palavras. O desconhecido não pode ser medido pelo conhecido, pela palavra. Quando você o mede, ele cessa de ser verdade, deixa de ser real e, portanto, é uma mentira". 


                                                                                                                Altino Olimpio


segunda-feira, 30 de setembro de 2013

Somos mais não ser do que ser



 Meu pai que era sábio me dizia: Filho meu nunca minta e que suas palavras sejam coerentes e correspondentes com os seus pensamentos. Como aprendi ser assim, um dia estava com alguém num restaurante e o alguém perguntou se eu estava triste. Não, respondi, estou pensando que preferia estar lá em casa com os meus gatos do que com você aqui neste restaurante. Puxa-vida! O alguém se zangou e me maltratou, se retirou e me deixou sozinho. Então pensei “parece que a franqueza e a sinceridade são inimigas do viver bem em sociedade”. Se eu falasse pra pessoa: Não estou triste, apenas arrependido de passar muito tempo com os meus gatos quando deveria sempre estar com você. Isso sim é que seria saber viver bem em sociedade. É o saber mentir e se utilizar da hipocrisia. Assim é que somos queridos pelos outros. Meu pai mesmo sendo sábio estava errado. Não se fala o que se pensa ou, o que se pensa não se deve falar. Embora sejamos o que pensamos (nosso ser) e não o que falamos (nosso não ser) isso é o “nosso ser” perdendo a disputa para o “nosso não ser” que sempre é o vencedor em muitas de nossas exteriorizações convenientes.

                                                                                                          Altino Olimpio


domingo, 29 de setembro de 2013

O povo mais feliz do mundo


 Deus está na boca de todos e não é pra menos, porque, aqui no Brasil os filhos Dele vivem no paraíso. Começando pela comunicação global, internet, nossos irmãos encontraram suas importâncias principalmente no chamado facebook. Uma rede social onde nas amizades sinceras e produtivas, eles, nossos irmãos, se correspondem exibindo suas fotografias (isso não é vaidade), dos seus cachorros e dos seus gatos. Os assuntos entre eles são tão importantes que seriam de causar inveja para os filósofos mais famosos que existiram no mundo. Isso muito me alegra, pois, meus familiares também estão nessa corrente. Eu ainda não, porque, sinto-me inferiorizado por nada de importante ter para informar. Mas, às vezes alguma notícia me emociona. Parece que estão querendo promover aposentadoria e bem merecidas para aqueles que por muitos anos visitam as lotéricas para tentar a sorte num joguinho. Por “falar” em jogo não sei onde ouvi dizer, que, para os jogos de futebol da Copa do Mundo de 2014, nos estádios serão reservados seiscentos ou mais lugares para os políticos de Brasília. Bem que eles merecem essa distinção porque sem eles não existiria nação sem corrupção. Ah, lembrando das passeatas de junho quando o povo nas ruas se mostrou contra a construção de estádios fiquei sabendo pela internet que vários milhões de ingressos já foram vendidos. Ao entrar em contato psíquico com a Grande Fraternidade Branca do Tibet fiquei sabendo que os ingressos mais comprados foram por pessoas de outros países e por algumas daqui que não souberam das passeatas. Neste mês de setembro tivemos lá no STF o fim da primeira parte do julgamento do chamado “mensalão” quando foram julgados os mocinhos do filme Ali Babá. Como os brasileiros estão habituados em novelas, eles exigiram que o julgamento continuasse em capítulos no ano que vem e se possível com fundo musical para ressaltar o romantismo de cada julgador enquanto revela seu sim ou seu não para a condenação de cada réu, ou melhor, suspeito. Outro assunto que me comoveu foi à vinda de milhares de cubanos para cá. Os médicos, coitados, não poderão trazer suas esposas. Seria importante uma verba extra para eles freqüentarem a zona, porque senão, muitos cubabrasileiritos poderão nascer. Bom pra nós também é o “ecumenismo” político ou de regime. Não há preconceito contra ditaduras, contra comunismo e principalmente contra democracia, até pode-se conviver com os três regimes intercalados. Em 2014 teremos a Copa do Mundo de Futebol. Em 2016 teremos as Olimpíadas (eta nóis). A nossa mídia que não tem o “rabo preso”, em todos os seus noticiários diários, por tanto nos amar, nos educar, nos instruir, ela nos preenche até a fartura com as informações sobre o futebol. Por isso e por tudo o que é para o nosso bem somos um povo feliz. Aqui os direitos adquiridos são respeitados. Tem um deputado que está preso e uma coisa nada tem a ver com outra, pois, ele continua deputado, isso sim é que é justiça. Bem, vou parar por aqui porque estou “chovendo no molhado” para muitos que não acreditam que Deus ainda é brasileiro. Por aqui tudo é alegria e só não vê quem não quer.


                                                                                                         Altino Olimpio

A vida e a imitação




A vida e a imitação

Para o ser humano o que está além do nascer, do viver e do morrer é só imitação.
Desde ao nascermos somos influenciados para representar um papel na vida, no mais das vezes, igual aos já representados por outros. Somos registrados com um nome e ele vem a ser a individualidade com a qual somos reconhecidos.  Quando alguém pergunta quem somos respondemos citando o nosso nome. Mas, isso, pra quem pergunta nada revela de quem somos. Pra pessoa ter uma noção de quem somos teríamos que informar também o local de nosso nascimento, onde moramos, nome dos Paes, profissão, estado civil, religião e etc. como referências. Entretanto, se deixássemos de lado o nosso nome, a família, a profissão e as nossas posses, nós mesmos teríamos dificuldade em saber quem nós somos. Ao pensarmos nisso recuamos ao passado e em pensamento nos vemos onde nascemos, onde vivemos entre nossos Paes, irmãos, parentes, amigos e conhecidos até retornarmos ao presente na nossa situação atual. Comumente, aquele nosso “quem sou” se relaciona com as referências acima citadas e outras. As outras podem ser os envolvimentos com questões filosóficas, espirituais, religiosas, políticas e esportes e, nestes, a predominância neste nosso Brasil é o futebol. Para muitos os seus “eu sou” parecem ser esclarecidos como “eu sou espírita, eu sou católico, eu sou evangélico, eu sou ateu, eu sou corintiano e outros “eu sou”. Aqui estão algumas de nossas representações sendo elas imitações no palco da vida.  

Na velhice quando estamos destituídos da maioria daquilo que pensávamos que fomos e às vezes até desiludidos por pensar que “nada leva a nada”, também podemos chegar à situação do desinteresse pelo que interessa aos outros. Isso, se notório podemos ouvir de outros que “já morremos e só falta sermos enterrados”.  Esses desses comentários, ainda vivem querendo sensações pertinentes às fases da vida anteriores as suas. Mas, na fase etária atual da vida em que estão muitos se encontram desprovidos de maturidade por não aceitarem a condição de suas fases atuais de existência, a velhice.

Na última de nossas fases da vida, aqueles que melhor sabem envelhecer parecem que se encontram a si mesmos quando eles deixam de imitar os outros. Aprendem dizer não aos convites e até respondem “Ah! Lá é maravilhoso vá você então”. Na última fase da existência a vida nos torna mais reflexivos e é quando ela, a vida é mais percebida e apreciada se houver ausência de doença. Também é quando a presença de outras pessoas é tolerada se não puder evitá-las, visto que, em sua maioria são apenas imitadoras do que vêem e ouvem dos outros e querem nos transferir suas imitações. É quando também “imitamos” apreciar a presença deles dizendo-lhes “foi um prazer e volte sempre” (risos).

                                                                                                        Altino Olimpio





    




Adão com Adão e Eva já era




Adão com Adão e Eva já era

Ontem, dezenove de agosto de 2013, pelos seus órgãos de imprensa a Mídia divulgou, televisionou que, um brasileiro, David Miranda esteve detido no Aeroporto de Londres por cerca de nove horas para averiguações pela polícia inglesa. Conforme a “naturalidade” noticiosa sua opção sexual foi revelada e ele foi tratado como sendo “namorado” do jornalista americano Glenn Greenwald. Este, jornalista, atualmente no Brasil, divulgou documentos secretos dos Estados Unidos provenientes do considerado traidor Edward Snowden, agora asilado político na Rússia. Esse fato já é muito conhecido e não é preciso se deter nele. Mas, notou-se nos noticiários televisivos a repetição “tão natural” da afirmação “namorado do jornalista americano Glenn Greenwald” por diversos locutores de diversas emissoras. Estes são inocentes necessários e marionetes da mídia, pois, nunca eles sabem “o que está por trás” do que divulgam. Eles só devem noticiar sem avaliar a veracidade ou o que tem de tendencioso por trás das notícias. Será que os locutores nem desconfiaram que a opção sexual dos envolvidos nada tivesse a ver com o fato do brasileiro David Miranda ter sido detido na Inglaterra? Neste caso em questão, sem entrar na particularidade dos “machos namorados” citados, pareceu que a Mídia além de querer ridicularizar os protagonistas do fato gosta mesmo de promover como sendo um paraíso a união sensual entre seres masculinos, tendo à bunda como sendo o amor de seus corações. Em algum lugar da Bíblia está escrito: Maldito seja o homem que se deitar com outro homem. Ah, isso não quer dizer nada, pois, se isso acontecer por toda a vida de alguém, antes da morte se houver o arrependimento qualquer um se salva (risos).

                                                                                                         Altino Olimpio














terça-feira, 16 de julho de 2013

Apenas mais um político "exemplar" para ser reeleito

Neste mês passado de junho de 2013 quando houve passeatas pelo Brasil contra as sacanagens administrativas, isso, não perturbou e nem sensibilizou o atual presidente da câmara dos deputados de Brasília. Como lhe é de direito, ele embarcou num avião da Força Aérea Brasileira para o Rio de Janeiro para resolver o mais importante dos problemas brasileiros: o jogo de futebol da decisão da Copa das Confederações. Esteve acompanhado de alguns “caronas” no avião e disse depois disso, pela mídia, já ter ressarcido os cofres públicos com o equivalente dos preços das passagens dos viajantes na situação de escândalo para a nação, mas, não foi escândalo naquela ocasião paradisíaca para ele. Entretanto ele está no “bom caminho” porque é o futebol que vai resolver todos os nossos problemas. Até a nossa presidente já deu uma peteada na bola. Tanto isso é verdade que a mídia em nenhum de seus jornalismos deixa de lado notícias sobre futebol de tão importante e necessário que ele é para o povo. Até um ex-presidente notório pela ausência de imparcialidade que na sutileza seu cargo deveria reclamar (isso só os ainda éticos conseguem entender) publicamente ele disse que era corintiano. Voltando ao presidente da câmara dos deputados e de alguns “injustiçados” pela justiça, ele me emocionou por tê-lo visto pela TV no estádio de futebol e na torcida. Puxa-vida veio de tão longe e não mediu esforços para isso. Podemos dormir tranqüilos, pois, o Brasil está em boas mãos.


                                                                                                Altino Olimpio 

domingo, 30 de junho de 2013

Passeatas

Passeatas

 Parece que os políticos de Brasília são instruídos a pensar que o povo só se interessa por pão e circo. Esse engano foi constatado e foi contestado neste mês de junho de 2013. São tempos históricos para este país. Em muitas capitais e cidades o povo reunido em passeata esteve e está a reclamar sobre o absurdo do erário sendo desperdiçado com supérfluos, como são as construções dos estádios de futebol. Essa arrogância esportiva, eleitoreira e para agradar interesses alheios a este país, foi um tiro que saiu pela culatra. O povo se revoltou e esteve, embora tardiamente, contra essa aberração governamental. O povo esteve a exigir do governo a mesma obstinação e perseverança e o mesmo gasto do erário para a melhoria de bens públicos realmente necessários para a sua existência. Entretanto, a solidariedade não é geral. Enquanto milhares estavam pelas praças, ruas e avenidas protestando contra os desmandos do governo, outros milhares estavam nos estádios de futebol felizes com a gritaria que os circos lhes promovem, patrocinados que são pelo governo e pela mídia, quando, milhares de olhares ficam focados nos gramados a serem pisoteados pela ilusão. Diga-me em quem você vota e eu direi quem você é.
                                                                                                                                     Altino Olimpio

domingo, 28 de abril de 2013

Quem você pensa que é e não é


Eckhart Tolle, pseudônimo de Ulrich Leonard Tolle é um escritor e conferencista alemão, residente no Canadá e conhecido como autor de Best Sellers sobre iluminação espiritual. Seu livro mais conhecido é “O Poder do Agora”. Ele diz que no ruído mental de nossa mente somos incapazes de perceber a nossa verdadeira identidade, o nosso verdadeiro Eu. Esse autor para suas conclusões se baseou também nos escritos de outros autores. Segundo ele, os seres humanos estão encurralados há milhares de anos num sentido egoísta do EU que consiste num acúmulo de conteúdo mental. Isto é, eles têm extraído a noção de quem são do conteúdo de suas mentes, seja o que for que suas mentes acumulam desde tenra idade a começar pelos nomes que receberam ao nascerem. Nesse conteúdo mental estão as vivências e experiências da vida: Conhecimento, êxitos e fracassos, alegrias, sofrimentos, relacionamentos, profissão, conceitos adquiridos e etc. que são partes da formação de nossa personalidade. A partir disso tudo que está na mente, todos derivam dela aquele “EU sou”. O autor citado insiste que, nós não somos aquele EU compreendido como sendo originário do conteúdo acumulado de nossas mentes e nem somos o EU que a nossa personalidade parece ser. Ele diz que o nosso verdadeiro Eu está oculto por traz da nossa personalidade, aquela resultante do conteúdo de nossa mente. Se possível por alguns momentos nós nos esquecermos do nosso nome e de todo o conteúdo mental, nos ficará apenas um campo de percepção e é isso o que nós somos e a história que temos na cabeça a nos iludir se desfaz. Pensar no Eu como sendo um produto do nosso conteúdo ou acumulo mental de toda a nossa existência é ficção, conforme assim explicou o conferencista Eckhart Tolle. E ele diz que essa ficção, esse falso sentido de identidade obscurece muito a luz da consciência que existe em um nível mais profundo. Essa consciência como dita por ele está naquele campo de percepção onde está o verdadeiro EU. Entretanto, essa consciência do campo de percepção quando ele diz que também é o sentir da “presença” e esta significando vida, talvez, a explicação dele sobre isso seja duvidosa. Tal campo de percepção, os meditantes o sentem como um nada do nada donde, dizem, intuições ou inspirações podem surgir. Esse nada vazio de experiências da vida e isento de conceitos seria nosso EU verdadeiro? Se esse estado de percepção é vazio de experiências e de conceitos, então, ele não é consciência. Consciência é ver, é ouvir, é pensar, é falar, é sentir, é compreender, é raciocinar, é saber, é duvidar e etc. Tudo isso faz parte da “construção” dela a se formar desde quando ainda se é criança. Se alguém isolar desde o nascimento uma criança da família, do mundo, da sociedade e de tudo que contribua para ela desenvolver seu pensamento, quando adulta ela será apenas “algo” a existir e a se mover como qualquer animal irracional. Sem aquele conteúdo mental dito anteriormente como não sendo seu EU verdadeiro, o EU verdadeiro daquele campo de percepção dito acima teria consciência ou existência na ausência daquela consciência originada do conteúdo mental, que, como foi dito é ficção? Que cada um, busque no seu Eu verdadeiro (se conseguir encontrá-lo) as respostas para seus questionamentos, se quiser. O autor do livro e conferencista diz também que estamos aqui na vida para conectarmo-nos com essa vastidão que existe em nível mais profundo do que o da história do Eu, aquele do conteúdo mental. Contudo, é preciso algum cuidado ao ler livros e ao assistir palestras porque o que mais nos provocam é um acréscimo ao nosso “falso” Eu já quase sem espaço para somar e acumular “coisas” além das já existentes no nosso conteúdo mental, repetido neste texto várias vezes.

                                                                                                         Altino Olimpio





terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

A inteligência está com Alzheimer


A inteligência está com Alzheimer

Semana passada estive numa padaria e ao pagar a compra que perfazia o valor de onze reais, para facilitar a mocinha do caixa lhe dei uma nota de vinte reais mais quatro moedas de vinte e cinco centavos. Ela utilizou-se de uma “maquininha” de calcular e me deu o troco de nove reais. Eu disse a ela: Devolva-me dez reais, por favor. Ela ficou com o olhar como se estivesse perdida no mundo e olhou para a outra mocinha que estava ao seu lado como se estivesse pedindo socorro. A outra mocinha olhou-me e disse: Ela é nova aqui e ainda está aprendendo. Mas, aprendendo uma das quatro operações simples, no caso a de subtrair, só agora? A mocinha já contando uns dezoito anos de idade teria diploma pelo menos do ensino básico? Com certeza, sim. Ela é uma representante de como são muitos dos brasileiros de agora e daqueles que escolhem quem nos administra politicamente. Entende-se então, como muitos políticos são eleitos e reeleitos mesmo tendo o estigma da imoralidade e de bandidos ladrões do erário. Analisando de outro ângulo, os políticos de um passado não tão remoto, para o exercício de domínio das massas, com outras leis ou normas modernas para a educação que deveriam ser consideradas traidoras da pátria e hediondas, eles maldosamente interferiram no currículo escolar tornando os alunos despreparados para exercerem raciocínio próprio. Será que ainda é lembrado quando de um segmento das “autoridades” surgiu para os professores aquela norma “não corrigir as provas dos alunos mesmo estando erradas?”. Por isso já se devia perceber as más intenções contra o povo, e este, hoje, em sua maioria não consegue entender um texto mesmo sendo simples. Sendo assim é fácil bombardear uma maior parcela do povo com as insignificâncias com as quais essa parcela se associa. Quais seriam essas insignificâncias? Quase todas as difusões diárias, escritas ou televisadas. Muitos sucumbiram pela trivialidade e ser trivial hoje está na moda. Sabe-se e não se nega que os jovens são o futuro do Brasil. Coitado dele. Com tantas discrepâncias em suas cabeças o que será de nosso país? Muitos jovens que já foram à esperança do futuro do Brasil, agora não mais jovens estão no “poder” administrativo desta nação administrando para si mesmos. Estamos vivendo numa época maravilhosa quando a vergonha morreu de velha e a indignação se tornou indigna, desagradável e desfavorável para se manifestar entre os fanáticos das trivialidades do cotidiano. Eles estão certos porque para eles a inteligência não presta. Ela quando existe em alguém, inimiga como é, impede os prazeres provenientes do que é banal e o banal valorizado como está, faz parte da felicidade humana. Isso não se nega. Então, que muitos sejam felizes assim. Amem!

                                                                                                             Altino Olimpio

terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

Estar ou não estar onde se está



 Os nossos presentes mais são invadidos por tempos passados e de incertezas dos tempos futuros. O tempo, subjetivo e psicológico como é, quase nunca está nos nossos agoras sucessivos porque sempre nós nos distraímos dos momentos de onde estamos. Pensamentos do passado surgem na mente e momentaneamente ficamos inconscientes do presente. O nosso corpo sempre está nos “aquis e agoras” de nossa existência, porém, nosso “eu” não. Nosso eu, nossa mente ou nossa consciência sempre se dispersa em lembranças de fatos ocorridos conforme qualquer estímulo venha a desarquivar um fato existente na memória. Mentalmente revivendo o fato, temporariamente ficamos inconscientes do presente donde estamos e do porque lá estamos. Nós somos mais conscientes dos nossos presentes quando, por exemplo, uma dor de dente nos aflige. Sentindo-a e concentrados nela, nós, com a mente e com o corpo, ficamos simultâneos no mesmo presente. É quando o presente está tendo o seu próprio tempo sem o passado a interferir nele pelos nossos pensamentos. Entretanto, essa situação não é comum. Comum mesmo é quase sempre não estarmos em consciência onde está o nosso corpo. O não estar onde com o corpo se está é ficar distraído do presente. Por isso, fatos que possam ocorrer à nossa volta podem ficar despercebidos. Em pensamento não se estar onde o corpo está é o mesmo que estarmos ausentes perdidos em devaneios. Os nossos olhos continuam enxergando tudo à nossa volta, mas, suas visões perdem o interesse e a lucidez para as visões mentais que nos surgem oriundas dos devaneios. Isso equivale a estarmos dormindo acordados. É quando a objetividade ou a realidade do momento é substituída pela subjetividade. Nessa circunstância, já nos deve ter acontecido algum conhecido passar por nós nalgum lugar e sermos despercebidos por ele, visto que, ele estava absorto em seus pensamentos parecendo estar inconsciente ou distante de onde estava. Péssimo hábito esse o não se estar onde em corpo se está. Quem muito mentalmente, subjetivamente e por querer se refugia nas lembranças boas ou ruins do passado porque considera o presente monótono e sem sensações, se esquece que o presente quando desprovido de emoções alegres ou tristes e de lembranças de outrora que na atualidade não existem, ele é propício para sentir a paz. O sempre estar de corpo e consciência no presente e no como ele está sendo, mesmo sem emoções, impede o manifestar da melancolia pelos bons momentos vividos ou o ressurgir dos aborrecimentos por fatos lamentáveis ocorridos no passado.

                                                                                                             Altino Olimpio         

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Vida Indefinida


Existe um filme que no Brasil tem o nome de “O Enigma de Kaspar Hause” tendo sido baseado em fatos reais. É sobre um jovem encontrado numa Praça de Nuremberg, Alemanha, em vinte e seis de maio de 1828. Supostamente com quinze anos de idade ele foi deixado naquela praça com uma carta endereçada ao capitão da cidade explicando breve parte de sua história, um pequeno livro de orações entre outros itens a indicar que ele provavelmente pertencia a uma família da nobreza. Kaspar Hause, como era chamado, aprisionado passou os primeiros anos de sua vida numa cela não tendo contato verbal ou pessoal com outro qualquer ser humano. Por isso, nenhum idioma aprendeu para poder se comunicar. Seu cérebro era vazio de conceitos. Só decorou a palavra cavalo e a frase “quero ser um cavalheiro como foi o meu pai”. Nem andar ele sabia devido à sempre ficar sentado ou deitado sobre palhas de milho. À noite ele era alimentado apenas com pão e água e nem via o rosto do tal “benfeitor”. Por não ter conceitos, raciocínio e, talvez, nem pensamentos, ele era como se fosse apenas um objeto igual ao cavalinho de brinquedo que ficava ao lado dele. Depois de encontrado naquela praça ele se tornou um enigma. Quem era ele? De onde veio? Tinha uma descendência nobre? Por que não falava? A exclusão social de que fora vítima o privou da fala. Porém, logo lhe foram ensinadas as primeiras palavras e com seu recente contato com os seres humanos ele pode paulatinamente aprender a falar da mesma maneira que uma criança o faz.  Aprendeu a falar, a ler, a escrever e a se comportar. Conseguiu até escrever sua autobiografia. Obteve um desenvolvimento do lado direito de seu cérebro notoriamente maior que do lado esquerdo. Isso, teoricamente lhe proporcionou alguns avanços no campo da música. Sua fama espalhou-se pela Europa e na época ficou sendo conhecido como o “Filho da Europa”. Ele não gostava de comer carne e nem de ingerir bebida alcoólica, pois, por anos fora condicionado a comer apenas pão e tomar água. Enquanto esteve no cativeiro, Kaspar Hause era incapaz de sonhar. Também pudera como seu cérebro era vazio de conceitos, de fatos, de imagens e de fisionomias de pessoas, nada havia mesmo com o que sonhar. Depois de encontrado, como acima relatado, Kaspar Hause viveu por apenas cinco anos, pois, fora assassinado com uma facada no peito em 1833. Na lápide de seu túmulo escreveram “Aqui jaz um desconhecido assassinado por um desconhecido”. A motivação e a autoria do crime jamais foram esclarecidas.
Deixando de lado as várias explicações psicológicas do fato narrado contidas em livros e na internet vamos adentrar numa polêmica. Fala-se muito sobre o fato de que quando reencarnamos, trazemos das reencarnações anteriores as nossas experiências. Quando alguém demonstra uma habilidade ou inteligência acima das dos demais, dizem que, esse alguém é possuidor de uma alma muito antiga, já evoluída devido suas muitas reencarnações. No caso do Kaspar Hause teria tido ele sua primeira encarnação e por isso não conseguiu se adaptar à sociedade de sua época, mesmo depois de ter sido, embora tardiamente, socializado ou civilizado? Muitos tidos como inteligentes por possuírem uma alma velha de inúmeras reencarnações, se tivessem tido o mesmo encarceramento do Kaspar Hause, duvida-se que seriam diferentes dele. Nessa situação, alma velha evoluída e experiente de nada serviria. Talvez isso esteja a significar que tudo é aqui e daqui. Nada tem a ver com inteligências e experiências de entidades vindas do além ou não se sabe de onde para aqui reencarnarem. Os seres humanos nascem com o cérebro vazio, sem pensamentos, sem imagens, sem diferenciações, sem comparações e sem compreensões. Aqui, logo adquirem a autoconsciência e a partir dela iniciam suas formações de conceitos. Assim vão formando suas individualidades e personalidades no viver social. Já foi dito que o homem é um produto do seu meio e ele não consegue se evadir disso. Quanto à diferença entre os humanos, uns sendo mais inteligentes que outros, talvez, estejam na condição em como foram constituídos e tendo em consideração suas descendências, conforme as combinações genéticas paternas. Voltando a tese da reencarnação, como parece, a maioria dos seres humanos ainda desconhece que “tudo é mente”. É na mente que se realizam as nossas realidades e elas são conforme são nossas mentes. Muitas das concepções psicológicas são existentes apenas nas mentes do seres humanos se nada está a comprová-las como realidade acessível e parecida para todos. A reencarnação, como ela é acreditada por muitos e por muitos ela é desacreditada, então, ela é teoria e como ela é teoria, ainda situa-se apenas na mente humana. Pra quem gosta de ação, o filme “O Enigma de Kaspar Hause” é sem e monótono. Mais está para quem reflete sobre o que vê e o que ouve, para assim, ter suas deduções. Como tudo é mente, é nela que encontramos refúgio para nossas conclusões. Estas, sempre serão conforme a evolução de cada um.  Nisso está à discordância humana diante da compreensão dos fatos, sejam eles reais ou imaginários.
                                                                                                    Altino Olimpio 

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

Santo Daime


Foi no ano passado e num consultório dentário no Bairro de Perus, quando me encontrei com uma conhecida. Naquela sala de espera com mais pessoas aguardando a serem atendidas pelo dentista, sem qualquer constrangimento a conhecida disse-me estar feliz por freqüentar reuniões do “Santo Daime” num bairro da Cidade de São Paulo.  Graças a essas reuniões ela se curou de uma doença, mas, importante também, disse-me ela, que, via e conversava com “Extras Terrestres”. Pensei que estivesse brincando, mas, não! Estava convicta de ter esses contatos com eles. A seguir procurei obter informações sobre o tal de Santo Daime e sobre seus efeitos na mente humana. Tudo começou na década de trinta do século passado quando um senhor de nome Raimundo Irineu Serra, nascido no Estado do Maranhão em 1892, ao se mudar para o Estado do Acre experimentou o chá de uma planta conhecida como Ayahuasca e com ela teve uma visão de características marianas. Aparições marianas são fenômenos de origem sobrenatural nos quais se acredita que a Virgem Maria aparece a uma ou várias pessoas, na sua maioria, católicas. Com isso ele criou uma seita e nela mesclou elementos culturais diversos como às tradições xamânicas, o catolicismo popular, o esoterismo e tradições afro-brasileiras. Resumindo, essa prática como um culto ou como um ritual se espalhou por quase todos os estados brasileiros, pelos Estados Unidos, pelo Canadá, Japão, Argentina, Chile, Uruguai, Venezuela e Portugal. A planta ingrediente do chá é tida como alucinógena. Sim, causa visões. Aliás, algumas religiões hoje existentes, como a dos Mórmons, por exemplo, teve início com um visionário de nome Joseph Smith. Quem ler o Livro dos Mórmons ficará a par que ele teve a visão de um anjo de nome Moroni, que, informou-lhe sobre umas placas de ouro existentes numa colina chamada de Cumorah no Condado de Ontário do Estado de Nova Iorque. Joseph Smith traduziu o conteúdo inscrito nas placas e a tradução resultou na edição do já citado Livro dos Mórmons. É uma parecida Bíblia da agora “A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias”. Voltando ao Santo Daime, como o citado Raimundo Irineu Serra teve uma visão mariana, isso o induziu a transformar a prática da ingestão do chá Ayahuasca numa religião tendo, como se sabe, essa característica religiosa no ritual durante o ingerir do chá poderoso. Isso se propagou como tendo Deus e Jesus Cristo presentes nos rituais e nas manifestações psíquicas ou psicodélicas causadas pelo chá nos participantes dessa prática.  Entretanto, acredita-se, apenas a ingestão do Santo Daime, como é chamado o chá, ele produz o mesmo efeito sem a necessidade de religião envolvida. O ser humano tem mesmo a tendência de transformar em religião suas visões por não compreender de como e de onde elas são procedentes. Ele ainda desconhece a capacidade de seu cérebro para produzir na mente efeitos visuais insólitos ou incomuns, ou mesmo raros, quando sofre algum estímulo ou distúrbio proveniente de algo ingerido que é incompatível ou contrário para a função habitual e normal do cérebro. Quando o ser humano está desperto diz-se que ele está consciente e em seu estado objetivo. Mas, ele altera seu estado de consciência objetiva para o estado de consciência subjetiva quando por momentos se distrai com lembranças e com imagens mentais delas alheias ao momento e ao lugar de onde ele se encontra. Contudo, ele tem controle sobre esse alterar de estados de consciência e, do estado subjetivo retorna ao estado objetivo quando quer. Mas, perde-se esse controle quando se está sob o efeito de alucinógenos quando o estado subjetivo, por momentos, prepondera sobre o estado objetivo e fica sendo “o senhor da situação”. Circunstância esta, propensa para a manifestação de visões particulares. Como se sabe, as visões não são iguais para todos. Cada um pode ter visões conforme seja sua crença instalada em seu subconsciente. Nesse estado alterado de consciência não é incomum uma pessoa ter a visão da Virgem Maria, de ETs e etc. Dizem que nesse estado alterado de consciência sente-se também a presença de Deus, portanto, sem a imagem Dele, pois, Ele ainda é inimaginável. Nenhuma imagem correspondente a Ele está no subconsciente de alguém para poder surgir numa visão provocada por estimulantes psicodélicos.  Aquela minha conhecida do início deste breve comentário sobre o Santo Daime conforme ele me é entendido, com certeza, ela não mentiu sobre o fato de ter conversado com os extras terrestres. Essa verdade é só dela e só pra ela, obtida enquanto ela esteve sob o efeito daquele chá que provoca visões ou alucinações. Quem sou eu para desmenti-la? “O ver para crer” de São Tomé nem sempre comprova a realidade do que se vê, e isso, pra se viver bem em sociedade, não se deve falar para quem vê coisas que outros não conseguem ver.

                                                                                                       Altino Olimpio