quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

Fim do mundo dos ignorantes



 Os seres humanos, essas criaturas preferidas de Deus, eles têm mentes prodigiosas. Principalmente aqueles destacados com muita inteligência e sabedoria para decifrar profecias ou códigos dos nossos antepassados sobre acontecimentos trágicos a se sucederem no nosso planeta com data marcada. Esses divulgam suas idiotices e uma parte do povo as acata. Esteve muito em voga entre os navegadores da internet e até em órgãos da imprensa, escrita ou televisada, a tal de profecia oriunda do extinto povo Maia. Por ela considerava-se que o temido fim do mundo seria no dia vinte e um de dezembro de dois mil e doze. Daqui a três dias, então. Alguns dos propagadores desse apocalipse de loucos escreveram textos imensos com detalhes “comprobatórios” para justificar, influenciar e convencer os mendigos de discernimento, que, são muitos. Sabe-se, felizmente de modo não generalizado, entre os seres humanos, sempre existiram e sempre existirão os crédulos em mentiras ou em lendas. A mídia, como sempre, protetora que é dos mais fracos intelectualmente, ela televisou pessoas temerosas com o fim próximo acumulando água e alimentos. Ela divulga e não julga a veracidade dos fatos. Ela não os desmente. Isso sim é que é exercer proteção para os mais ingênuos. Quanto aos palhaços da decifração de profecias, depois do dia vinte e um de dezembro de dois mil e doze, teremos na mídia impressa ou televisada, ou, na internet, a retratação deles sobre seus idiotas enganos? Não! Não veremos dos próprios nenhum texto imenso desmentindo suas teorias provenientes de suas cabeças estercadas com conhecimento desconhecido. Sobre aqueles que “embarcaram” nessa hipótese de fim do mundo, mesmo que, parcial como disseram, eles deveriam se envergonhar por serem tão pueris e perderem seus tempos pensando e com outros conversando sobre esse assunto tão irrelevante. Que continuem acreditando em fantasmas, demônios, paraíso, em formadores de opinião e tudo o mais que se vê e se lê pelo cotidiano, porque, tudo isso impede que qualquer mundo chegue ao fim, ou, talvez, tudo isso já seja um fim.

 18-12-2012                                                                                                      
Altino Olimpio  


Futebol é a verdadeira vida



Só se deve concordar que os brasileiros são o povo mais feliz do planeta. Convém destacar que a felicidade é expansiva, distribuída para todos. Quando um time de futebol ganha um jogo a maior emoção fica por conta dos estouros de bombas, um modo de espalhar felicidade. Pum, pum, pum, taratatá PUMMMMMMMMMMMMM. Isso agrada muito quem está em casa, velhos aposentados, pessoas doentes, nenês adormecidos que acordam sorrindo de alegria. Enquanto perduram os estrondos ninguém é infeliz. Eles repercutem pela madrugada e parecem ser oração dos santos que protegem a humanidade. Muitos acordam de suas negatividades de não serem solidários com tamanha festa, mas, pelo menos, acordam felizes e encantados e vão embarcar nas conduções para o trabalho com bom humor causado pelas bombas. Quando lá pela uma ou duas horas da madrugada os estrondos diminuem, uma tristeza se faz presente por antecipar o maldito silêncio que irá se instalar depois das melodias estrondosas. Para substituí-las, felizmente, se ouve carreata de veículos, claro que, portando bandeiras, buzinando pela madrugada, e, seus condutores cantando o hino do clube ao qual pertence o time vencedor da noite. Em suas casas algumas pessoas religiosas se ajoelham e rezam ou oram em agradecimento aos participantes da alegria contagiante. O brasileiro não consegue ser feliz sozinho e isso nos emociona.  Que seria de nós brasileiros se não tivéssemos essa dádiva, o futebol que é pertinente a todos? Seríamos tristes, solitários e mal humorados. Até parece!

                                                                                                       Altino Olimpio