segunda-feira, 7 de maio de 2012

A mente é tudo

Digamos que para o nosso viver normal e comum nós temos dois estados de consciência, o objetivo e o subjetivo. Estado objetivo é quando estamos despertos e conscientes do que nos ocorre. Se estivermos pensando em algo e até distraídos do que ocorre a nossa volta, esse é um estado subjetivo. Diariamente os estados objetivos e subjetivos se substituem. Quando despertos vemos algo estamos no estado objetivo. Mas, o que vimos pode servir de estímulo a desalojar da memória uma lembrança do passado. Revivermos mentalmente tal lembrança por uns momentos, isso, é estarmos subjetivos. Nosso estado objetivo lida com realidades e nosso estado subjetivo pode lidar com irrealidades provenientes da imaginação. Podemos acreditar em algo que imaginamos existir, mas, sem correspondência com o mundo objetivo, o mundo das realidades. Se o algo em que acreditamos não pode ser visto, sentido, e ouvido, então, isso é uma abstração. Os seres humanos são dados a acreditar em abstrações e são influenciados por elas. Crer no invisível, no inaudível e crer no que a razão não consegue abarcar, isso, é uma fuga da realidade. Não existe para o ser humano o que ele não pode compreender e nem objetivamente vivenciar. Muitas coisas só existem nas cabeças dos seres humanos. Fora de suas cabeças elas são irreais para o mundo. Eles seriam mais livres e despreocupados se vivessem apenas com as suas possibilidades e não com as impossibilidades que querem alcançar. É melhor conviver com as capacidades para as quais fomos constituídos do que enveredar para as capacidades que iludidos pensamos possuir. Se o ser humano se preocupasse em sondar os desvarios com que sua mente é capaz de imaginar, de absorver e se envolver, ele estaria apto para manter sua sanidade mental distanciada da esquizofrenia. Saberia discernir, que, o que apenas só pode ter existência na mente, não deve se misturar com a realidade da existência. Esta é o que é e como é. Ela independe de “acessórios” psicológicos a enfeitá-la para ser além do que ela é. Resumindo, tudo é mente. O que pensamos e o que fazemos, o que vemos, o que ouvimos, o que sentimos, o que queremos, o acreditar ou não, o que nos agrada ou desagrada... Tudo é mente. Ela é como se fosse o mundo de cada um. É onde se manifesta a desigualdade humana. É onde o real ou o irreal encontram condições para se instalarem conforme seja o desenvolvimento mental de cada um, propício para o real ou para o irreal.
Altino Olimpio