domingo, 6 de novembro de 2011

Persistência no nada saber

Nosso mundo, a terra, quando era despovoado das criaturas humanas se bastava por si mesmo. Nunca precisou e nunca precisará dos seres humanos para existir. Ao contrário, a espécie humana é que precisa do mundo para poder existir. Que criaturas são essas chamadas de homens? Nascem sem querer e sem querer morrem. Enquanto vivem tentam evitar a morte. Pensam que a morte não existe e que depois dela existe uma continuidade para a personalidade ou alma. Esta, invisível, sendo o ser real por dentro de um corpo visível e perecível. Os “entendidos” dessa hipótese estão a ensinar outros que a vida (existência) não se finaliza com a morte do corpo. Sem ele, ela continua existindo em algum lugar. Esse lugar seria o céu, mas, isso é muito vago. Na vastidão (no céu) existiria um lugar específico onde personalidades invisíveis poderiam se instalar? O querer saber o que não está ao alcance humano de saber, dá “azas” a imaginação inventar existências além da constatação humana. O homem, inconformado com o fim de sua vida inventou para substituir seu desespero, a continuidade dela depois da morte. Sobre ele mesmo enquanto vivo quase nada sabe, mas, pensa saber sobre o que está além da vida. Esse enfoque abstrato ao pensar numa existência ou “vida” inorgânica contradiz a realidade. Esta é a vida só se manifestando quando orgânica. Somente assim ela é percebida por todos. A vida como a percebemos é deste mundo. A “vida” a existir que ainda não percebemos é do mundo imaginado pelo homem. Nesse mundo ainda imperceptível (é preciso morrer para percebê-lo), as personalidades invisíveis existindo lá, como dizem, ficam aguardando o dia do Juízo Final quando serão julgadas pelas suas ações aqui na terra. No dizer de outros, tais personalidades ainda reencarnam aqui neste mundo para cumprirem alguma missão definida e para conseguirem a perfeição. Como agora somos sete bilhões de habitantes neste planeta temos sete bilhões de missões a serem cumprida. Mais na África a missão de muitos é nascer e logo depois morrer de fome. A missão do Hitler, do Stálin e de outros líderes carismáticos foi, em parte, despovoar o mundo, pois, este estava muito pesado não mais suportando o peso de tanta gente. As reencarnações talvez estejam em recesso nesta época, porque, ainda não nos deparamos com alguém que tenha evoluído até atingir a perfeição. Parece que todos ainda se encontram na primeira encarnação, daí termos pilantras por todos os lados. Felizmente temos entre nós, muitos pacíficos a viver de hipóteses propostas por outros sobre o propósito da existência ter como consequência no porvir de outra existência, punição ou recompensa. Nada no mundo supera esse apaziguador contágio psicológico das massas para que o mundo invisível idealizado pelos homens seja proficiente em paz e felicidade. E assim caminha a humanidade na persistência do nada saber como um pulo para o alcance do tudo saber. Altino Olimpio

Padre Marcelo e o "desagato"

Então o padre não gosta de um dos filhos de Deus? Publicamente falou que os gatos são traiçoeiros. Coitado, o balé, a vaidade e a Santa Mídia devem mesmo ter-lhe subido à cabeça. Se o acesso ao local fosse proibido aos traiçoeiros, somente os cachorros poderiam ter acesso. Criaturas humanas seriam duvidosas para participar do evento. Mesmo o padre não poderia porque atraiçoou a Deus não gostando dos mais bonitos, brincalhões e dóceis filhos Dele. Sabe-se que as pessoas tidas como “formadoras de opinião” também muitas vezes soltam fezes pela boca e isso neste país não é novidade. Não mais surpreende a ingenuidade ou despreparo de pessoas influentes quando verbalmente manifestam suas idiossincrasias. Um presidente, por exemplo, vociferou sua predileção por um time de futebol. Isso foi uma comprovação de sua falta de ética para com os demais times, mas, o povo parece não ter percebido essa hoje tão “elogiável” aptidão brasileira. O padre seguiu o exemplo, entretanto, ele foi “massacrado” na internet por muitas pessoas inconformadas com o despejo de preconceitos contra os gatos. Ingênuas também, muitas delas querem que o padre se retrate. Pra que essa ilusão? Por acaso palavras (isso o povo adora) vai mudar o que o padre falou e modificar seus sentimentos pelos felinos? Claro que não! Para o padre o culpado de tudo foi o Noé. Por que em sua arca ele salvou do dilúvio um casal de gatos? Para os mais evoluídos, aqueles a pensar que os gatos são do demônio, principalmente os gatos pretos a “atrair coisas ruins” para quem os possui, o padre está correto. Se não fossem do demônio não iriam aparecer em filmes de terror. Resta dizer o seguinte. É impossível viver sendo triste neste mundo. As palhaçadas sempre estão a provocar risos nesses nossos cotidianos e rir é a melhor solução para nós enfrentarmos, se e quando tivermos os dissabores. Altino Olimpio