terça-feira, 30 de agosto de 2011

Importância nula

Hei leitor (a), você é importante, não é? Não importa sua vida ser repleta de banalidades e perdida em tudo o que é óbvio e repetitivo. Saia de sua casa e vá até a avenida de seu bairro para observar o povo na ilusão de suas responsabilidades. Automóveis passam conduzindo pessoas nas orgias do “necessário fazer” diário. No comércio e escritórios você vê pessoas livres a serem prisioneiras diárias de suas nobres incumbências profissionais. Você numa esquina apreciando tudo, não importa se tu és bobo ou esperto, pois sentes a tua importância. Iguais a como você se sente existem no mundo cerca de sete bilhões de pessoas. Não lhe parece que seus olhos e seus ouvidos são como uma câmera de televisão a registrar tudo o que lhe ocorre e a ser transmitido a algum arquivo, talvez, imaginado ou não por ti? Lhe passa pela cabeça que um dia esse arquivo será aberto e seu conteúdo será revelado? Ah, você se lembrou agora do dia do Juízo Final tão comentado nas religiões. Essa lembrança faz mesmo pensar no sermos os protagonistas e testemunhas das mazelas ou beneficências humanas. Você leitor, na esquina observando os outros tão distraídos em seus mundinhos restritos quando só você parece estar atento com as circunstâncias, seja sincero, não te julgas ser mais importante que eles? A analogia sobre sermos como uma câmera de televisão pode te ajudar a se reconhecer. Supondo ela tendo também a capacidade de analisar fatos e de editar textos sobre eles, isso teria a ser conforme o condicionamento de cada um. Leitor, se o teu condicionamento é pobre de experiências úteis e sua mente é abarrotada de supérfluos, se tua mente abriga “existências” nunca vistas e ouvidas por você e nem por outros, então, a câmera de televisão que você é, será incapaz de editar um texto com a realidade dele. Incluirá nele suas fantasias mentais como “foi o destino, foi uma provação, foi parte da missão, foi um teste, foi castigo, foi uma dívida da encarnação passada, foi um milagre, foi por merecimento, Deus quis assim, e etc.” Então leitor (a), com essa “autenticidade” a enfeitar ou a emporcalhar os fatos que lhe ocorrem, você estaria em condições de ser um registro para a posteridade? Seu arquivo a ser aberto não seria só de distorções e irrealidades? Agora, se concentre e imagine-se mesmo sendo uma câmera de televisão a gravar tudo e todos à sua volta. Isso mesmo, ótimo. Que experiência magnífica, não? Os outros parecem dispersos em si mesmos, só você parece estar consciente e até se sentindo mais importante. Você parece estar conectado com um poder do além e esse poder te considera um ser especial. Ah coitadinho (a) você é tão bonzinho (boazinha) Muito cuidado. Se só você se julga importante e ninguém mais te julga assim, talvez você seja louco (a) e ainda não sabe. Pare de se imaginar sendo uma câmera de televisão. Você acatou essa sugestão porque já está habituado a ser influenciado por outros no que eles fazem, acreditam e querem que você faça e acredite também. Continue assim e será uma marionete de sucesso. Parabéns.

Altino Olimpio

Por fogo na brasa

Como início, como começo, como princípio, como partida vamos a uma frase do escritor da boca ferina Truman Capote: “Só direi que não sou feliz. Só os imbecis ou idiotas são felizes”. Caramba, o homem “pegava” pesado. Pensando bem, a frase não teria algum fundamento? Nós no passado não notamos que algumas pessoas se consideravam as tais? Isto é, melhores, superiores a outras e num indisfarçável desprezo por elas? Sim, foram mais favorecidas pela sorte, elas usufruíam mais conforto, mais facilidade para instrução e outras vantagens. Tudo parecia um mar de rosas e o destino parecia ser amigo delas. Mas, mas, mas... O tempo, só porque a mãe dele era funcionária na zona, ele resolveu descarregar sua decepção nas criaturas inocentes. Aqueles tais que ainda se julgavam os tais parecem ter sido os mais afetados. Doenças várias que deveriam ser só para os “simples” também vieram visitá-los, filhos os decepcionaram, eles e seus cônjuges envelheceram, ficaram feios, perderam o encanto, mas, isso não se fala. Os iguais próximos também foram adoecendo e depois morrendo. É quando um tal se sente sozinho, carente de carinho, carente de amizade, mas coitado, tendo sido o tal, os outros que não eram e não são, são impiedosos e não lhes dão atenção. Por sua vez, o tal ainda com resquícios de ser o tal, não consegue se relacionar com quem não lhe seja igual. Apesar de tudo, mesmo ao perceber que na sua idade a vida (no dizer do filósofo Gurdjieff) nivela todos como sendo “farinha do mesmo saco”, ainda tem tal se pensando ser o tal e estar numa redoma. Se combalido por doença ou pelo envelhecer e não ter a sorte de morrer antes, terá a “nobreza” de sair da redoma para que alguém simples lhe limpe a bunda. Claro, para essa tarefa outros a se julgarem serem os tais sempre estarão ausentes. Felizmente um milagre pode acontecer. Seria a compreensão de uns precisarem de outros não importando um se pensar ser superior ao outro ou este ser inferior àquele. Temos outra frase: Às vezes podemos pagar caro por aquilo que pensamos ser se isto está a outro desmerecer.

Altino Olimpio

terça-feira, 23 de agosto de 2011

A morte

É a melhor maravilha a existir entre os seres humanos. Trata-se aqui daqueles encardidos com o ilícito para o proveito próprio. São de uma legião sempre a se expandir como frutos, eles morrem e em dobro nascem mais substitutos. A terra é boa e estercada porque brota muita gente à toa. Tem até gente honesta a admirar gente que não presta. Mas a morte ou não tem sorte ou é descuidada, pois, leva daqui mais os que são bons deixando os que não valem nada. A justiça divina parece que não mexe com quem rouba e depois se transforma em gente fina. A morte é a única porta de acesso ao paraíso, mas, como isso provoca riso. O morrer é o único remédio contra o enlouquecer. Não adianta gemer nem espernear, bandidos e corruptos sempre estão a se semear. Sabemos disso através dos noticiários onde os cafajestes são artistas diários. Pessoas ainda decentes são desprezadas por serem improducentes. Os canalhas riem da morte e dos pobres por considerá-los criaturas sem sorte. A vida e a morte são amigas para serem nossas inimigas. A primeira muitos enche de ilusões para serem bons ladrões. A segunda que devia tudo interromper não mais mete medo em quem ainda quer se corromper. Dizem que “tudo o que aqui se faz aqui se paga”. Então, vou cantar uma música de carnaval: “Que mentira que lorota boa, que mentira que lorota boa...” Bom “falando” sério, a vida de cada um é pra ser julgada pela morte. Ela tem tudo registrado e decide para onde vão as almas dos defuntos falecidos assim: “Este, acreditava que notícias de jornais e de televisão sempre foram verdades. Este era simples, mas, se vangloriava em ser amigo e puxa-saco de pessoas sabidamente desonestas. Esta colocou silicone nas tetas, fez lipoaspiração extraindo banhas e operação para extrair rugas. Isso é contra como a natureza as fez no envelhecer. Este colocou uma prótese no pinto e sendo velho sem vergonha ainda gosta de fazer porcaria. Esses vão só por pouco tempo para o purgatório, pois, são pecados pequenos diante daqueles a afetar o povo. Entretanto como primeiro castigo todos terão que ouvir os ‘sabem tudo’ a dizer que eles foram boas pessoas e logo irão se encontrar com parentes e amigos lá no céu. Eu que sou a morte estou morrendo de saudade de encaminhar alguém para o céu”. Nossa, até a morte está descontente com os rumos da humanidade e ela se pensava ser caridade ao tirar a vida daqueles a serem vítimas das maldades ao invés de mandar os corruptos entre nós internos para o inferno. E, na vida de agora ainda há quem suporte ver os canalhas a ter tanta sorte. Sei não, será que a vida é a morte e a morte é a vida? Pode ser sim, porque depois de passar pelo ritual do velório e do caixão todos se tornam tão bonzinhos e nunca mais serão maltratados. Ao contrário, a vida deve ser a morte porque, sofremos tanto por aqui e deve ser para expiarmos os nossos pecados. O pior é que não podemos espiar de longe e tentar fugir. A vida sempre nos pega e ordena: Você tem que estudar, você tem que trabalhar, você tem que se casar, você tem que votar, você tem que comprar, você tem que torcer por um time de futebol, você tem que tomar cerveja, você tem que viajar para as praias nos feriados, você tem que pagar pedágios, você tem que pagar multas, impostos, juros, você tem que amar o próximo mesmo que ele seja chato, você tem que ter plano de saúde, você tem que ser da melhor idade e... Chega, chega Socorrooooooooooo. Quero morrer pra poder viver.

Altino Olimpio

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Estar na moda incomoda

--Escuta, estou aqui com você neste restaurante, mas, estou ficando invocado.
--Ué por quê? Minha companhia não te agrada?
--Agrada sim, mas, todos ao passar por aqui te olham. Você está com um decote exagerado. Pela tua idade acho inconveniente essa tua exibição.
--Ah bem, você está com ciúmes, como isso é bom e é porque gostas de mim.
--Pronto, eu sabia. Lá vem o ciúme de merda interceder para me tirar à razão.
--Querido! Acalme-se, pois, gastei uma grana pra colocar silicone nos seios e você acha que não devo mostrá-los? No bumbum também coloquei e bem que você gostou. Deixe os outros olharem, afinal, não me tiram nenhum pedaço.
--Tá, tá, tá bom. Mostre o que quiser pra quem quiser. A vaidade feminina não tem limites. Pensei que você fosse mais recatada... Ah, você é igual às outras.
--O que? Não me compare com as piranhas com que você está habituado.
--Sim podem ser piranhas, mas, quando saem comigo não ficam mostrando as tetas. Comportam-se melhor do que você que é uma mulher de família.
--Seu malcriado, eu não sou nenhuma vaca para ter tetas, viu? Além do mais a bunda é minha, os seios são meus e eu mostro pra quem eu quero.
--Isso eu sei. É só assim que você se realiza. Mas deixa estar... Os anos vão...
--Que vai dizer? Que já estou velha? Olhe-se você no espelho para se ver.
--É, pagaria pra ver como vai ficar depois da carne ficar enrugada você por dentro siliconada. Ainda mais com aquela tatuagem no bumbum.
--Isso não é da sua conta. Você é um homem grosso, cruel, antiquado.
--E você que não tem educação fica ai gritando, gesticulando chamando à atenção de todo o mundo. Mulher de família hein?
--Olha aqui, estou arrependida do tempo que passamos juntos e não quero mais te ver. Vou embora e não precisa me levar. Eu me viro e pego um taxi.
--Justamente eu ia dizer a mesma coisa. Pode ir embora coroa deslumbrada.
Hei garçom, por favor, daria pra esquentar o jantar, ele esfriou. “Caramba, só agora eu vi onde ia amarrar o meu burro. Ah, logo arranjo outra mais simples e sem frescura. Silicone, tatuagem... Ai, ai, ai chega de mulheres postiças”.

Altino Olimpio



Proteção Incontestável

Falam muito sobre o viajar porque ele trás experiências para as pessoas viajadas. Será mesmo? Por que então noto que algumas pessoas voltam as mesmas ignorantes do que eram antes de viajar? Mas, decidi aceitar essa sugestão e por meses me preparei. Comprei uma mala, roupas novas, atualizei o passaporte e chegou o grande dia. Estive sim com medo de turbulência, medo de seqüestro, transvio de malas, tudo em vão. A longa viagem até a Cidade de Pirapora do longínquo Estado de São Paulo transcorreu sem incidentes. Como bons turistas eu e um amigo estivemos num comércio para comprar lembranças do lugar para os familiares. Enquanto estava nas gracinhas com a vendedora o amigo chamou-me de lado para me mostrar algo muito fascinante. Era uma fotografia de uma santa com o seguinte dizer escrito: “Nossa Senhora Aparecida protege esta casa”. Depois ele me mostrou as portas daquele recinto onde não havia mais lugar para colocar outros cadeados. Eram tantos e nós dois caímos na risada. Se alguém soubesse do motivo da risada poderia pensar que éramos loucos, mas, na verdade, quem estaria sendo louco? Será que os cadeados estavam a dar a entender que os donos daquele estabelecimento não confiavam na santa? Nossa! Isso é pecado da contradição. Por falar em contradição a mídia, tempos atrás noticiou uma acontecida, se me lembro, lá em Santa Catarina. Fiéis estavam numa procissão carregando andor e eis que de repente um carro desgovernado a invadiu provocando tumultos. Colocaram o andor no chão para ele descansar um pouco e a seguir tentaram linchar o motorista para ele ser taxista lá no céu. A reza a se ouvir eram os gritos, pontapés e pauladas contra o automóvel do rapaz que ficou todo amassado. A polícia interveio e para protegê-lo “enfiaram” o rapaz do “espalha gente religiosa inofensiva” no veículo policial. O santo do andor, paciente como sempre é, esperou o acalmar dos ânimos para seus fiéis se lembrarem dele e do porque lá estavam. Só esteve um pouco receoso, pois, numa outra cidade, na volta de uma procissão, mesmo sem qualquer atropelamento a distrair os participantes, a santa do andor ao bater com a cabeça no batente da porta da igreja se viu despojada dela. Uma vez também um homem pela televisão publicamente chutou a santa e por causa disso o mandaram “pregar” noutros rincões de outro país. Como podemos notar, aqui neste país nem os santos se livram dos acidentes. Imaginem então os seres humanos, frágeis como são, coitados, eles dependem da sorte para sobreviverem sem esses percalços da vida.

Altino Olimpio

Jardim de Infância para adultos

Está havendo necessidade para algumas pessoas voltarem a freqüentar o aprendizado no Jardim de Infância ou, para elas criar um Jardim de Adultos. Seria para saberem se comportar numa conversa. Pois, elas se utilizam de palavras inapropriadas e com exaltação indevida. Viciadas em interromper conversa elas são bem equipadas com a lei dos opostos no dizer “eu adoro isso ou eu odeio isso”. Se o assunto é sobre alimentos o “eu adoro ou odeio isso” é um exagero. Como se pode adorar ou odiar um alimento? Podemos gostar ou não dele. Pra que esses extremos ao opinar sobre ele? Eu adoro, eu amo, eu odeio. Pra outras coisas também, essas mesmas explanações são utilizadas mesmo quando para elas não há como sentir esses “eu amo, eu adoro, eu odeio”. Percebemos em pessoas vazias suas empolgações por trivialidades por lhes faltar as importâncias com que deveriam conviver. Entretanto, se julgam importantes em seus “eu amo, eu adoro, eu odeio” como se fossem donas das verdades e como se o mundo estivesse concordando com elas. Isso é bem notório em suas ênfases pelo pronome “eu” nas suas exteriorizações “eu sou, eu faço, eu não gosto, eu gosto, eu discordo, eu tenho, eu falei, eu mandei” e etc. Essa comprovação de egocentrismo demonstra a incapacidade humana de não se notar quando se expõe a ridículos, embora, entre os iguais isso não transpareça. Mas, como é fantástico quando conversamos com alguém e o mundo fica esperando para transmitir ao universo o interromper dele com o “isso eu amo, eu adoro, ou, isso eu odeio”. Essas frases curtas estão mesmo a comprovar como os seres humanos são importantes. Coitadinho do mundo se eles se calassem. Ele ficaria sem conhecer esses sentimentos que, como tal, o faz permanecer.


Altino Olimpio

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Passado, presente e futuro

São estimativas há separar o tempo em partes. O já vivido é considerado passado, o estar ocorrendo é o presente e o porvir é o futuro. Interessante. Ouve-se dizer, não se deve viver no passado e sim no presente. O falar e falar tornou-se predominante sobre o pensar. Na verdade quem mais pensa não fala e mais fala quem não pensa. Imagina-se o presente sendo ele o agora até o retroagir dele para algum tempo atrás. Se à noite estamos a falar sobre algo ocorrido na parte da manhã, inconscientemente o pensamos como sendo ainda parte do presente e não do passado. Mas, o presente não está a ser indicado como um estado paralisado a ser referência diferenciada. Ele é continuidade absoluta. Nós é que o imaginamos como também sendo os momentos próximos passados. Sendo instável e a ser de sucedâneos, o presente vai “puxando” os ainda fatos desconhecidos do futuro próximo para o perceber da consciência --isto é o presente, o instante fugaz da conscientização. Claro, existem fatos a surgirem no presente a se prolongarem por mais tempo, mas, isto já é outro assunto. Um fato ao surgir no presente, assim que é conscientizado, ele se torna memória, portanto, já é passado. O presente é incerto e vivemos a mercê dele sem saber o que pode nos ocorrer. Desnecessário é enumerar as ocorrências diárias a nos surpreender e a nos interromper ou, apenas a interferir com o que estamos a fazer. O futuro sem interrupção vai se constituindo a cada minuto em que vamos existindo entendendo-o como sendo o presente imediato. Presente e futuro nunca estão a serem fixos. Ao contrário, isso o passado pode ser. Só tendo existência na nossa mente, nele podemos escolher um fato isolado a ser lembrado, fixo no como aconteceu num presente do passado. Todos são resultados de seus condicionamentos desde suas infâncias e isso se constitui na personalidade que somos e como somos. No presente temos comportamentos conforme nos condicionamos no passado. Se ele não nos existisse não teríamos como nos identificar perante o presente. Seríamos apenas criaturas corpóreas como são os animais. Como eles seríamos indiferentes e desprezíveis entre os homens. Lembrando “o corpo sempre está no presente e o pensamento sempre está no passado”. Claro, ele é o passado a exteriorizar nossas vivências a outros em conversas. Também, nossa mente funciona por comparação. Quando no presente nos deparamos com algo, imperceptivelmente, ela busca no passado alguma referência para poder reconhecê-lo. Assim somos um acúmulo do já existido. Entretanto, muitos se vangloriam dizendo-se viver só pelo presente, mas, essa possibilidade foi devida aos seus passados e são ignorantes disso. Certos estão a ser contra outros do presente a se lamentarem de seus passados. Contudo, se para muitos o passado não importa, por que somos constituídos com memória? Ah... Lembrei. Ela é apenas um acessório. Agora uma frase da Greta Garbo: “A vida seria maravilhosa se soubéssemos o que fazer com ela”.

Altino Olimpio

O desumanizar

Nesta nossa época tão progressista sem racista, sem otimista, sem idealista, sem político altruísta, pra vivermos temos que ser artista e tapar a vista. É verdade, a tecnologia desumaniza a humanidade e ela merece piedade. Automóvel, televisão, telefone celular e computador estão dando o que falar, ao invés de nos reunir, sendo tudo a nos desaproximar, isso será de lamentar. Hoje se conversa com as pessoas à distância quase em qualquer circunstância ficando pra segundo plano o tão já desnecessário calor humano. Agora o mundo está mais propenso à anarquia e ela destroçou com a filosofia. Quem ainda se orienta por ela neste presente tem que conviver com muitos que parecem dementes, mesmo, sendo conhecidos e parentes. Ainda temos estudos de filosofia para a evolução, temos fraternidades místicas, filantrópicas, esotéricas, espirituais e etc. Quase sem dúvida alguma, diante de como está o mundo parece que não servem pra coisa nenhuma. Antigamente os “mestres” se comunicavam por telepatia, essa “conversa” doentia não saia do lugar porque a cabeça não era um telefone celular. Tentavam a transmissão de pensamento e hoje ainda têm alunos de “escola de ocultismo” que com isso se compromete. Devem ser burros, pois, é muito mais fácil e eficaz pela internet. Sem qualquer demagogia, muitas coisas que eram consideradas milagres ou magia, hoje são reais pela tecnologia. Ela só não é do escopo de fazer o espírito sair do corpo numa projeção astral, pois, isso é um conceito mental que se faz perceber naqueles iludidos em querer ter poder. Esses que se julgam ser mais esperto até irrita tê-los por perto. Mas, de fato a tecnologia está dia a dia a separar gente de gente e isso não é apenas um relato, trata-se aqui de uma observação decente. A maioria se acomoda nessa parafernália da moda como hoje se demonstra quando quase mais ninguém se encontra. Hoje o mais é só de tudo assistir sem se importar com outros que estão a existir. E que não venham perturbar porque falta paciência com os amigos e parentes todos agora sem graça, substituídos que foram pela tecnologia da ciência.

Altino Olimpio

China Show

Temos recebido pela internet mensagem alertando que a China com suas produções industriais utilizando-se de mão de obra quase escrava, sendo por isso forte concorrente contra todas as indústrias do mundo, logo ela estará tendo um monopólio global dos produtos fabricados e, consequentemente, o mundo poderá assistir a falência de suas indústrias acarretando em desemprego da população. Verdade ou utopia? Os Estados Unidos em sua sempre supremacia sobre outros países poderia se contrapor contra quaisquer eventualidades que o possa prejudicar como também a outros países de seu interesse. Vamos pensar em ficção científica. Talvez, ela possa nos socorrer de enormes prejuízos. Dizem que existe um projeto chamado de HAARP (para se saber o que ele é fácil procurá-lo no Google da internet) cuja função é o interferir na atmosfera com a possibilidade de alterar o clima em qualquer parte do mundo. Hoje temos visto algumas tragédias climáticas com proporções exageradas. São fenômenos naturais a que o planeta está sujeito ou existe alguma intervençãozinha humana? Nunca saberemos. O projeto dito acima pertence aos Estados Unidos. Se o projeto funciona como alguns acreditam, alterar o clima piorando-o em consequências desastrosas num país potencialmente concorrente faria com que ele retrocedesse em seu progresso. Isso o tornaria dificultado na competição industrial e comercial. O país ficaria sempre a mercê de sanar os danos causados pelas catástrofes que redundaria em crise se sempre atingido por elas. Poderia como país exportador se inverter para país importador. Problema resolvido! O povo parece gostar de ficção, sendo assim vamos continuar nela. O povo... Ah o povo. Ele elege não quem os vai administrar e sim quem os vai dominar. Às vezes dizem que o mundo é de todos. Se fosse verdade todos deveriam estar aptos para saber e acompanhar as descobertas científicas para o bem ou para o mal da humanidade. Mas não! Tudo fica como segredo inviolável de Estado. Parece que para os dominadores o povo é um conglomerado de idiotas a se distrair pelas tecnologias de entretenimento, pelos esportes, turismo, consumismo, bebidas, sexo, mas, com a prioridade necessária para arcar com os impostos que eles, os poderosos possam utilizar para o bem ou para o mal da sociedade. Inclusa estão às invenções secretas capacitadas para causar hecatombes em países considerados inimigos desconsiderando quem possam ser as vítimas. Separando pessoas realmente humanas que ainda existem, no “poder” podemos ter desumanos que não valem por uma merda. Esses minoritários podem provocar conflitos desnecessários quando mais morrem os inconscientes do porque do conflito. Entretanto, o povo é respeitado, é informado, é participativo sim. Ele é espectador e telespectador de todos os efeitos de quaisquer atrocidades humanas que possam ocorrer. As causas também lhes são bem informadas em milhares de versões. Só é preciso adivinhar qual delas é a real. Agora pensando melhor... O povo não deve mesmo saber das invenções secretas, dos segredos de Estado, porque, ainda temos medo de macumba, medo de ser pecadores, medo de não termos merecimento de adentrar no céu depois da morte, medo de depois reencarnar e sofrer o mesmo que fizemos outros sofrerem, medo de não termos tido amor ao próximo e outros medos. Mas, que falta do que fazer. Iniciamos “falando” da China e depois nos perdemos em devaneios com a ficção científica. Até perdi um capítulo da novela.

Altino Olimpio

Homens dedicados e delicados

Semana producente está nossa aqui no Estado de São Paulo. Um inspirado deputado estadual parece que conseguiu na câmara do município a aprovação de um projeto lei. Para se tornar lei estadual falta apenas à assinatura do prefeito atual. Trata-se da escolha de um dia do calendário a ser destinado a homenagear os heterossexuais. Contra isso já se manifestaram apelidando o projeto de “dia do heterrorsexual (risos). Hei São Pedro, por favor, poderia parar um pouquinho o mundo. Quero sair daqui desta bosta. Não agüento mais assistir a discussões sobre aprovações de projetos desnecessários para meu querido já meio “desquerido” município. Quero ir pescar, catar goiaba no mato e se precisar, limpar aquilo com folha de bananeira. Quero dar banho no cachorro, limpar cocô do gato, passear de carro com o volume do rádio explodindo através de autofalantes super potentes. Quero curtir o silêncio dos vendedores da feira semanal para comprar jaca, abroba, nabo e comer pastel de carne de boi morto. Com essas coisas importantes na cabeça, esses “bem-flertores” da humanidade ficam desviando o rumo das minhas verdadeiras necessidades. Deveriam ser condenados à pena máxima e serem obrigados a assistir os programas de fim de semana que são televisados. Com certeza eles não aguentariam tanta tortura e até apelariam para o suicídio. Menos mal, né?

Altino Olimpio

Os velhos sabiam

Quem já está velho e vive por este mundinho cheio de criaturas cheias de besteiras na cabeça cheia de esterco para brotar mais besteiras cheias de ilusão lembra-se do passado quando era criança e ouviu dos idosos que, o mundo tinha sido acabado em águas (dilúvio) e quando o mundo fosse acabar outra vez seria com fogo. Pareciam estar certos, pois, os vulcões parecem estar readquirindo “vida”. Se todos eles simultaneamente começarem a expelir larvas para cima, uma enorme parte do mundo estará frita. Será um “Deus nos acuda” enquanto a terra nos sacuda. Não se sabe se depois disso os “especialistas” sobre proteção ambiental vão se reunir para multar os responsáveis, se as inspeções veiculares continuarão a existir, se vão diminuir a emissão de gases prejudiciais para a atmosfera e etc. Os vulcões irão provocar terremotos, tsunamis e, aqueles que forem morrer é porque lhes chegou a hora, porque suas missões aqui na terra terminaram. Pra onde eles forem irão reencontrar todos os parentes e amigos que foram antes deles e lá ficarão aguardando suas reencarnações e poderão até escolher em que família poderão reencarnar. Quando retornarem para este mundo com os vulcões acalmados, tudo já foi reconstruído e todos estarão nos seus destinos como sempre estiveram. Ouvirão muito o “eu sou católico, eu sou evangélico, eu sou ateu, eu sou mulçumano, eu sou tibetano, eu sou maçom, eu sou gnóstico, eu sou ocultista, eu sou esotérico, eu sou budista, sou messiânico, sou israelita, sou hinduísta” e etc. Todo mundo é alguma coisa obedecendo a alguma inspiração que vem do coração enquanto vulcões, terremotos e tsunamis estão como mortos. Quando eles “ressuscitam”, nessa hora do “pega pra capá” ninguém se lembra do que é e só quer “escapá”. Mas, voltando aos velhos do passado de quando éramos pequenos ainda, eles falavam sim que o mundo iria acabar em fogo. Sei não! Se todos fossem bombeiros que perigo teria? Nenhum.

Altino Olimpio

Tema insuportável

Muitos dizem que a vida é uma cagada (risos). Traduzindo... Parece ser verdade. Quando crianças, nós somos felizes, amados e curiosos com o explorar do mundo ainda desconhecido. Algum encantamento ainda resiste na juventude. Depois, na maturidade estamos nós a caçar os meios para a nossa sobrevivência confortável. Problemas, preocupações, ambições, ilusões, decepções, tudo a ser parte dessa longa maturidade. Até então somos contentes como somos, “lindos de causar inveja”. Quando nos deparamos com conhecidos que há muito tempo não vemos, contentes com o encontro lhe falamos: Puxa-vida você não envelhece, você está bem conservado. Mas... O pensamento rebate: Caramba, em que bagaço ele está, coitado. Eu é que não vou ficar assim (será que não mesmo?). As mulheres sofrem mais com essa crueldade da vida. Quando ainda jovens e depois enquanto ainda bem conservadas estiveram a causar admiração com seus dotes físicos. Não é conveniente detalhar aqui os componentes físicos a mais e a mudar seus “manequins” que a vida lhes presenteia durante o passar dos anos. Ao vermos muitas dessas senhoras, notamos agora ocultos em seus semblantes terem sido elas, bonitas e beldades de outrora. Felicidade pra todas e pra todos os que envelhecem é o se saberem ser da “melhor idade”. Nessa melhor idade as pessoas são mais contentes com as fisionomias que possuem e sentem desprezo pelas aparências que tinham no passado (até parece). Lembrando, tudo o que nos acontece é por vontade divina. Sei não, parece que ela não gosta de beleza ou não gosta de nós. Por que não deixa que continuemos lindos até o fim da vida?

Altino Olimpio