sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Cabeça podre

Na minha cidadezinha e não faz muito tempo, uma aberração dessas tornadas comuns entre os tapados mentais esteve a prejudicar uma senhora e seus filhos. Eles, notando na mãe um estado anormal de comportamento buscaram ajuda psicológica formal e profissional. A autoridade consultada logo chamou os filhos para saber mais sobre o que muito a mãe se queixava, isto é, o sumiço de sua santa. Sim, por muitos anos ela era devota da Santa Terezinha e mantinha em casa um altar com a imagem dela. Como a imagem sumiu e talvez por isso, a mulher começou a se comportar de modo estranho demonstrando anormalidade mental. Os filhos para facilitarem a mãe nos trabalhos caseiros contrataram uma “auxiliar” do lar. Esta, uma religiosa fanática vivia se importunando com a imagem da santa. Dizia e repetia que imagens são coisas do demônio, até que, em sua falta de lucidez, escondeu à santa, movida assim, pela sua idiotice inconsciente. A partir disso, aquela mãe iniciou a ter primeiro, demonstração de depressão e desta, outras conseqüências vieram para tornar aquele lar diferente do que até então tinha sido. A fé e devoção daquela mãe pela santa se, “guiava mesmo seus dias ou não”, isso era problema dela. Seus filhos nunca interferiram com isso. Coitada da empregada que se meteu onde não era chamada e até é digna de pena, pois, ela mesma foi o demônio causador de distúrbios na dona da imagem da santa. Sabe-se que cabeças podres existem dando ouvidos a outras cabeças podres, tudo para serem “salvos” e eternamente “viverem” no céu com tanta ignorância. Acreditam que Deus seja conivente com essas monstruosidades mentais que tanto afetam os desprovidos de discernimentos. A prestimosa empregada perdeu o emprego e para o “crime” dela não existe punição. Poderá então procurar outras vítimas. A mãe em questão é minha tia ou, talvez fosse, porque, talvez por causa desse fatídico episódio não mais me reconheça como sobrinho. Assim caminha a humanidade, idiotas e mais idiotas sempre estão a provocar absurdos e, de semelhante para semelhante, o entre si se suportar se torna cada vez mais difícil, cada vez mais destruindo o tão almejado que foi o amor ao próximo

Altino Olimpio