sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

A grande verdade

Em 1789 na época da Revolução Francesa, da Queda da Bastilha e da Monarquia eram voz corrente estas três palavras: Liberdade, Igualdade e Fraternidade, palavras estas de autoria de Jean-Jacques Rousseau. Nesta época e na prática, temos visto a ineficácia, a hipocrisia e as mentiras contidas nessas palavras. Não existe liberdade, não existe igualdade, e fraternidade mais parece existir quando é por conveniência. Só sendo distraído para acreditar nessas utopias. Essas palavras estiveram em voga na conturbação política em que vivia a França e depois se espalhou pelo mundo. Quando alguém diz “eu sou um homem livre” deve-se entender que ele não está numa prisão cumprindo pena, mas, que, ele está sim aprisionado às regras da sociedade e o pior, ao sistema capitalista vigente que o escraviza. Mancomunada com o sistema está à mídia como sendo um pastor fornecendo ração pobre para suas ovelhas e levando-as a pastar onde e como ela quer. Aqui explícito está que o “ser livre” pelo menos parcialmente não é para todos. Igualdade? Não sendo aqui a de direitos, nela esbarramos na irredutível e perpétua desigualdade humana. Os homens se distanciam entre si conforme uns mentalmente evoluem mais que outros e tornam-se incomunicáveis, mesmo entre familiares. Não existe igualdade na percepção pelo que se vê e na compreensão pelo que se lê e se ouve. Nunca a mesma compreensão é mútua entre diferentes níveis intelectuais. Nisso os homens se desigualam até ao por isso se evitarem. Hoje quando consigo mesma mais as pessoas vivem isoladas, a tida fraternidade parece não existir. Foi substituída pela desconfiança entre os homens e pela individualidade do “cada um por si e Deus por todos”. A grande verdade é que as pessoas se perdem pelo que as palavras traduzem e se esquecem de refletir se são eficientes ou exequíveis na prática. Vale ressaltar que como muitas outras, as palavras “Liberdade, Igualdade e Fraternidade” são mesmo reais, procedentes e producentes num discurso político. Sobre a liberdade convém também repetir esta frase de Jean-Jacques Rousseau: Todo homem nasce livre e, por toda parte, encontra-se acorrentado.

Altino Olimpio

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Cabeça podre

Na minha cidadezinha e não faz muito tempo, uma aberração dessas tornadas comuns entre os tapados mentais esteve a prejudicar uma senhora e seus filhos. Eles, notando na mãe um estado anormal de comportamento buscaram ajuda psicológica formal e profissional. A autoridade consultada logo chamou os filhos para saber mais sobre o que muito a mãe se queixava, isto é, o sumiço de sua santa. Sim, por muitos anos ela era devota da Santa Terezinha e mantinha em casa um altar com a imagem dela. Como a imagem sumiu e talvez por isso, a mulher começou a se comportar de modo estranho demonstrando anormalidade mental. Os filhos para facilitarem a mãe nos trabalhos caseiros contrataram uma “auxiliar” do lar. Esta, uma religiosa fanática vivia se importunando com a imagem da santa. Dizia e repetia que imagens são coisas do demônio, até que, em sua falta de lucidez, escondeu à santa, movida assim, pela sua idiotice inconsciente. A partir disso, aquela mãe iniciou a ter primeiro, demonstração de depressão e desta, outras conseqüências vieram para tornar aquele lar diferente do que até então tinha sido. A fé e devoção daquela mãe pela santa se, “guiava mesmo seus dias ou não”, isso era problema dela. Seus filhos nunca interferiram com isso. Coitada da empregada que se meteu onde não era chamada e até é digna de pena, pois, ela mesma foi o demônio causador de distúrbios na dona da imagem da santa. Sabe-se que cabeças podres existem dando ouvidos a outras cabeças podres, tudo para serem “salvos” e eternamente “viverem” no céu com tanta ignorância. Acreditam que Deus seja conivente com essas monstruosidades mentais que tanto afetam os desprovidos de discernimentos. A prestimosa empregada perdeu o emprego e para o “crime” dela não existe punição. Poderá então procurar outras vítimas. A mãe em questão é minha tia ou, talvez fosse, porque, talvez por causa desse fatídico episódio não mais me reconheça como sobrinho. Assim caminha a humanidade, idiotas e mais idiotas sempre estão a provocar absurdos e, de semelhante para semelhante, o entre si se suportar se torna cada vez mais difícil, cada vez mais destruindo o tão almejado que foi o amor ao próximo

Altino Olimpio