domingo, 22 de abril de 2018

O viver é a viagem para o morrer





Mas que horror vivermos sabendo que vamos morrer! Ninguém quer e isso não faz parte de nossa volição. Nós somos marionetes do destino. Quem foi o inventor dessa odisséia de que todos nós, nascendo e vivendo pensamos que somos e quando menos esperamos deixamos de ser quando somos levados pela morte? Já ouvi dizer que quando alguém morre é porque chegou sua hora e nem adianta atrasar o relógio (risos). Até parece que a vida é uma armadilha repleta de “eu sou, isso é meu, eu vou comprar, vou viajar, adoro feijoada, baile, futebol, novela, sou formado em... O sexo é tão gostoso, sou feliz no casamento, o amor é tudo na vida, meus filhos são tudo para mim, o fulano é o melhor e vou votar nele, nas férias vou para um belo resort e etc., etc. e etc.

A vida é mesmo um transcorrer extravagante. Ela é repleta de querer ter, de querer ser e menos de querer saber. Sempre sabemos do que nos ocorre (depois que nos ocorre), mas nunca sabemos o porquê de alguns acontecimentos que nos ocorrem e para que. Ninguém para pra pensar sobre isso. A vida é uma série de acontecimentos sucessivos, expressivos e inexpressivos que corroboram com as nossas experiências de viver e com o nosso modo de ser. Cada um de nós deseja a autorrealização que corresponda com os nossos anseios. Pode ser da mais simples ou ostentosa. Mas, no decorrer da vida de quando nossos anseios se substituem por outros, comum também é que eles sejam esquecidos diante das atribulações que ocorrem nesse nosso viver agitado de agora interferindo com o tempo tornando-o mais rápido para a chegada da nossa velhice.

Ninguém quer ser infeliz. Todos desejam a felicidade que mais é “um conceito” inscrito em qualquer dicionário. Dá muito trabalho para se viver quando não se quer apenas viver por viver e quase nenhum para se morrer (risos). Quantos e quantos depois de muito trabalho na vida e tendo a chance de usufruir da prosperidade e do conforto que conseguiram e a morte lhes vem, até precocemente, tirando-lhes a oportunidade de conviver com um envelhecer tranquilo merecido? Tem quem diz que suas missões na vida terminaram (conversa mole). O nosso dormir de cada dia são sonos, que, ao acordarmos deles, parecem que eles nos foram mortes temporárias (risos). No dia em que não mais acordaremos não mais teremos o sonhar que é a vida. Se realmente soubéssemos o que e para que seja a vida, muitas hipóteses deixariam de existir. Talvez ela não nos fosse tão interessante como ela é sem os seus mistérios, sem as suas ilusões e sem as suposições que permeiam o raciocínio de quem aprecia meditar sobre ela.

                                                                               Altino Olimpio

domingo, 8 de abril de 2018

Percepção extrassensorial ou sexto sentido





Que saudades do Pato Donald, dos filmes do Gordo e o Magro e da simplicidade de outrora de quando não havia tanta palhaçada como as que existem hoje e são divulgadas com exagero para prender a atenção do povo. Neste sábado (8/4/2018) um ex-presidente que iria se candidatar para ser presidente mais uma vez, ele foi preso e está numa cela lá em Curitiba, Paraná. Para escapar do massacre da mídia, nada melhor como ficar alheio das exageradas divulgações dela e se dedicar a outros “passa tempos”, assim como, escrever sobre outros assuntos como o que se inicia a seguir:    

Duvida-se que exista alguém que nunca tenha pensado que uma causa oculta possa estar relacionada com a sua existência. Mas tal pensamento perde a importância e é esquecido pelas contingências da vida. A luta pela sobrevivência, a busca por estabilidade na vida, as responsabilidades familiares, os entretenimentos e etc. são as causas do cotidiano que causam o esquecimento daquele pensar se existe ou não uma causa oculta relativa à vida ou à morte. Para os religiosos o pensamento sobre uma “causa oculta” lhes continua porque ela faz parte das doutrinas de suas religiões. Por isso, o algo mais além da vida passa a ser parte do pensamento e com a forte sensação de que não se termina com a morte.

A sensação de que algo muito maior e oculto existe, embora, não sendo percebido objetivamente, é sentido subjetivamente pela maioria das pessoas. É diferente do “o que a gente vê e ouve é só o que existe” de quando se está desperto e consciente. Entretanto, muitas “coisas” existem, mas não existem para nós, conscientemente. Num exemplo, sendo-nos invisíveis, os átomos e seus componentes, eles não nos existem substancialmente.  E, não precisamos percebê-los para podermos viver.   

Para o seu viver objetivo e se acercar das “realidades” da existência e do mundo donde vive, o ser humano é adaptado pelos seus cinco sentidos receptores de visão, audição, tato, paladar e olfato. Não lhe é necessário ser consciente do que seus sentidos receptores são incapazes de perceber ou captar. Acredita-se existir um sexto sentido no homem que o capacita a ter “lampejos” (insights) de consciência chamados de intuição. Seriam eles, os lampejos, ideias mentais invasivas provenientes do subconsciente para o consciente? De donde às vezes mentalmente o homem capta (sem esperar) solução para algum problema que queira resolver?  

Nossos sentidos receptores são suficientes e eficientes para atuarem objetivamente neste mundo em que vivemos. “Se fosse necessário” que percebêssemos “outras coisas” além das coisas que percebemos, penso que, seríamos dotados também com a capacidade sensorial para perceber tais coisas.  Sabe-se que existem exercícios para desenvolver a percepção extrassensorial ministrados por instituições dedicadas para isso, as chamadas de esotéricas. Tentar desenvolver tal capacidade é até meritório, mas, quem ou quantos conseguem apesar de se dedicarem a isso durante muitos anos de suas vidas? Essa pergunta “fica no ar” até quando se venha, a saber, que de fato teve quem conseguiu desenvolver seus sentidos de percepção até a ambicionada percepção extrassensorial que, quase nunca está no pensamento da totalidade dos seres humanos em seus cotidianos.

                                                                          Altino Olimpio






segunda-feira, 26 de março de 2018

Os acasos são casos inesperados





O viver de qualquer pessoa não é um viver sem nada acontecer. Mesmo que alguém projete a sua vida para ser como quer, “o que não quer” lhe aparece quando quer. Os acasos sempre podem nos causar alegrias ou tristezas. Eles podem mudar para sempre o rumo das nossas vidas depois que inesperadamente surgem. Ninguém consegue preveni-los ou impedi-los. Diariamente somos surpreendidos pelos acasos. É só observar como eles acontecem. Eles estão naquele sem esperar e sem imaginar com quem nos encontramos no nosso cotidiano. Contudo, um acaso pode nos causar muito sofrimento físico quando nos vem através de um acidente ou causar muita dor quando um acidente tira a vida de quem amamos.

Acaso doloroso foi o que aconteceu para a artista Romy Schneider (1938-1982). Muito bonita, lembro-me dela no filme “Sissi, a imperatriz” (1956). Com apenas quatorze anos de idade o filho dela morreu perpassado pelas pontas da grade de um portão. Esse “acaso” somado a outros dramáticos anteriores é que talvez a tenha tornado dependente de álcool e barbitúricos.

Filhos que nasceram quando seus pais ainda não queriam que eles nascessem não foram acasos para os seus pais (risos)? Acaso tem a ver com o que “acontece” sem esperar, e sem desejar. Nossa vida é repleta de acasos, mas, muitos deles são tão corriqueiros que nós os consideramos como sendo coincidências. Se todos os dias nós prestássemos atenção para o que nos ocorre iríamos nos conscientizar mais deles. Constataríamos que sempre estamos sujeitos a ter surpresas (acasos) com fatos ou com pessoas que possam afetar ou não o nosso estado de espírito. E a vida com certeza é cheia de incertezas. Este texto está a demonstrar que existem “coisas” na vida que nos aparecem sem o nosso imaginar ou premeditar e das quais nenhum controle temos sobre o aparecimento delas.                                                                         

                                                                                 Altino Olimpio

sexta-feira, 23 de março de 2018

Cinema paradiso de Caieiras



Cinema paradiso de Caieiras

Para quem de Caieiras tendo vivido lá no passado de quando ainda existiam as casas dos funcionários da Indústria Melhoramentos de Papel e se lembram dos cinemas que existiram, um no Bairro da Fábrica de Papel, outro no Bairro de Caieiras e outro na Vila Cresciuma, se assistiram ao filme “Cinema Paradiso” nalgum cinema ou pela internet, foi inevitável o se recordar daqueles tempos de quando Caieiras da Indústria Melhoramentos e seus cinemas ainda existiam. Mais moderno era o cinema da Vila Cresciuma. Tinha nome, Cine Santo Antonio (?), seus assentos eram mesmo assentos de cinema e os filmes não eram interrompidos durante suas exibições. Os cinemas do Bairro de Caieiras e do Bairro da Fábrica eram iguais no conforto oferecido aos seus frequentadores, bancos de ripas de madeira para acomodarem umas quatro pessoas cada um, construídos, acredito, na carpintaria da Indústria Melhoramentos. Nos lugares onde não havia bancos cadeiras comuns completavam a quantidade de assentos.   

Os cinemas do Bairro da Fábrica e do Bairro de Caieiras tinham uma especialidade em comum. Eram o apagar e o acender das luzes que interrompiam a projeção do filme. Quando o Johnny Mack Brown o “mocinho” dos filmes de far West (faroeste) estava a cavalo perseguindo bandidos, estes, também à cavalo atiravam para trás no mocinho que se desviava das balas se abaixando sobre o cavalo. Que raiva, as lâmpadas do cinema se acendiam, o filme se interrompia e era preciso aguardar uns cinco ou mais minutos para o filme recomeçar e para se saber se o mocinho conseguiu se desviar de todas as balas de revolver que atiravam contra ele. Nas cenas românticas também, quando o artista ia beijar a artista as lâmpadas se acendiam e era preciso esperar vários minutos por um beijo que iria emocionar e provocar desejos de beijar também em quem tinha ou não tinha alguém para beijar. E quando o filme terminava e a gente voltava para casa... Como a gente sonhava em ter alguém para amar e ser amado.

Na primeira vez que fui ao cinema, garoto ainda eu fui levado pelo meu irmão mais velho que já era moço. Quando na tela do cinema apareceu um avião com o barulho dos seus motores eu gritei: Wartê, oia o vinhão. Lembro-me, várias pessoas riram “de mim”. Sempre que o filme terminava e as luzes se acendiam, se via papeis de bala e muitas cascas de amendoim ficavam espalhadas pelo chão. Será que naqueles tempos já se conhecia o efeito Viagra dos amendoins? Durante o passar do filme se ouvia bastante os cracs, crocs do quebrar das cascas deles. 

No Bairro da Fábrica quem projetava os filmes era o Senhor Pedro de Assis tendo como auxiliar o Moacir Gomes. Quando eu já era “mais grande” o meu amigo Zé Polato estava comigo no cinema. Ouviu-se algum zum-zum da platéia como que aguardando por algo já esperado e o Zé me perguntou: O que vai acontecer, vai ter briga? Respondi-lhe que não, no filme o Vicente ia cantar “O ébrio” e como eu já tinha ouvido aquela música, baixinho cantei um trechinho dela pro Zé: “Tornei-me um ébrio e na bebida busco esquecer, aquela ingrata que eu amava e que me abandou. Apedrejado pelas ruas eu vivo a sofrer. Não tenho lar e...”. Essas lembranças ainda me permanecem.

Quem ficava na entrada do cinema para receber os “bilhetes” de ingressos era o também muito conhecido Senhor Antonio Siqueira. A porta de entrada do cinema era espaçosa. Ficavam abertas durante o passar do filme, mas, duas partes da cortina daquela porta, de cor vermelha, se é que me lembro, ficavam fechadas. Quando o filme já havia começado, não só eu, mas várias vezes para assistir trechos do filme e de graça, eu colocava meu rosto entre as duas partes da cortina e ficava vendo o decorrer dele na tela que ficava próxima e ao lado da entrada donde eu ficava. E o Senhor Antonio Siqueira, embora sendo um senhor bem educado “suavemente” me dava bronca acrescentada de um sermão só porque eu estava infringindo a honestidade e a moral por querer ver o que eu não tinha pagado para ver.

Por que as luzes se acendiam para interromper o passar do filme? É porque só havia uma máquina de projeção. Assim que o rolo do filme terminava de se desenrolar, era preciso enrolá-lo novamente. Consequentemente isso interrompia a exibição do filme. Nos cinemas mais modernos tendo duas máquinas ou dois projetores cinematográficos, assim que terminava o desenrolar do rolo do filme num projetor, o outro projetor imediatamente dava sequencia com o rolo seguinte do filme sem interromper a projeção dele. Aquele acender das luzes de outrora no cinema da minha juventude até que era bom. Na claridade eu podia olhar para as mocinhas que eu gostava e que estavam presentes. Elas nunca souberam que eu gostava delas. Depois do cinema e já estando no leito para adormecer, o filme continuava na minha mente, mas, eu era o artista e elas eram minhas namoradas. Eu as amava e elas me amavam (risos). The End.

Quem não assistiu ao filme “Cinema Paradiso” e quer assisti-lo, é só acessá-lo através do link aqui abaixo:


                                                                            Altino Olimpio

quinta-feira, 22 de março de 2018

Os pagadores de promessa





Se pensarmos em tudo o que vemos desde que nascemos, “parece” que os nossos olhos sejam uma câmera de vídeo que, por onde formos vai filmando tudo para ficar registrado no “espaço” inesgotável donde se situa o arquivo da nossa memória. Nesse arquivo é que está o universo de cada um. Pode-se dizer que nesse arquivo está o que e o como é cada um. A vida é uma série de acontecimentos acompanhados de estados de consciência correspondentes a eles. As novidades interessantes ou fatos mais marcantes são estímulos para serem registrados na memória. Sem tais estímulos, o transcorrer do viver diário não perdura na memória e nem fica registrado tornando-se esquecido. Muitas pessoas reclamam que os seus cotidianos são sem graça e são mesmo porque elas sempre têm a mesma convivência. Isto é, estão sempre nos mesmos lugares e estão sempre na mesma rotina. Nada tendo de alarmante, interessante e importante em seus dias para reterem na lembrança, para tais pessoas seus dias vividos passam como se não tivessem existido. Suas vidas parecem ser vazias de conteúdos.

Dias depois de uma sexta-feira santa, saindo da minha rotina (risos) eu e um amigo estivemos na cidadezinha de Pirapora. Nós vimos defrontes a igreja de lá várias cruzes de madeira amontoadas. A curiosidade nos levou até perto delas e eu me detive a olhar para os seus detalhes. Eram compridas e tinham identificação do lugar, ou melhor, das cidades de donde elas vieram trazidas pelos que estiveram pagando suas promessas. Na junção entre as madeiras, digo, na união da madeira que era vertical com a outra que era horizontal, elas tinham um travesseiro amarrado (não de todas) que serviu para evitar que os ombros de quem as transportaram ficassem doloridos. Na ponta inferior delas (não de todas) havia duas rodinhas para evitar que a cruz se raspasse no chão e que serviam também para facilitar o transporte “manual” delas vindo de longe, de outras cidades até Pirapora.

A cena lembrou-me do filme brasileiro “O pagador de promessa” de 1962 que ganhou como prêmio a “Palma de ouro” no Festival de Cannes, na França. Naquele filme, o padre da cidade donde estava à igreja do enredo do filme, ele se recusava a receber a cruz no interior da igreja do então pagador de promessa do filme. Eu não soube se em Pirapora aquelas cruzes que estavam amontoadas no exterior da igreja haviam sido introduzidas para dentro dela pelos seus “donos”. Talvez elas tenham sido benzidas pelos padres lá fora mesmo onde eu as vi, defronte a igreja. Por isso, penso que, dentro da igreja elas, como eram várias e enormes, iriam atrapalhar a cerimônia religiosa daquele mais sagrado dia para os religiosos.


Outra sexta-feira santa se aproxima neste mês de março de 2018 e não sei se lá em Pirapora, vizinha da Cidade de Parnaíba ainda virão outros pagadores de promessas carregando cruzes iguais as que eu vi no dia em que lá estive. Naquele dia de quando vi aquelas cruzes elas foram estímulos para que minha memória as registrasse. E veio-me na mente aquele conhecido dizer: Todos na vida têm sua cruz para carregar.  Isso significa que todos durante suas existências se defrontam com muitos problemas. Eu também ainda carrego a minha cruz, mas, não é sempre que me lembro dela. Talvez porque na minha idade o “tanto faz o que aconteça” seja a indiferença ao lidar com as adversidades provenientes de circunstâncias indesejáveis.  

                                                                         Altino Olimpio

                                                                      




terça-feira, 20 de março de 2018

Constatações



 

Ainda bem que só se nasce e morre uma vez, pois, se nascesse mais vezes eu iria perguntar pra que viver se tudo seria o mesmo enfadonho ter que recomeçar para o mesmo acabar de sempre?

Se as árvores e os animais falassem e me ouvissem eu iria viver na selva porque eles são a natureza e a natureza dos homens está desnaturada.

Eu já pensei muito que com o passar do tempo os homens iriam evoluir e hoje isso só me faz rir porque já era utopia e eu não sabia.

Se eu não tivesse nome ninguém saberia quem eu sou e, no entanto eu não sou o meu nome, apenas tenho um nome.

Desde criança nos ensinaram a falar mais do que pensar, mas se mais pensássemos não falaríamos o que tanto é desnecessário falar, mas falam.

Dizem que os macacos são os animais que mais se parecem com os homens, mas não seriam os homens que mais se parecem com os macacos?

Troca de sexo existe sim, antes de ser galinha ela foi pinto.

Ah o amor quanto ódio ele provocou em quem amou e depois se separou.

Quem não é louco não é deste mundo.

Se não houvesse políticos até que a política seria mais bem entendida e os eleitores a adorariam.

Presidente bom é aquele que fica de quatro pro Congresso e pro Senado

O “ninguém é de ninguém” justifica roubar o que é de todos deste país.

Os homens não têm rabo e não sei porque alguns são tão rabugentos.

As mulheres também não têm rabo e alguns homens dizem que algumas delas têm um rabo maravilhoso.

Na zona do meretrício ninguém se importa com o assédio sexual

Os jornais destes dias são muito úteis só mesmo para forrar o fundo das gaiolas com passarinhos e amparar seus cocozinhos.

O meretrício mental é a prática dos jornalistas deformadores de opiniões.

O lema “um por todos e todos por um” do romance histórico dos Três Mosqueteiros parece também ser o lema dos nossos políticos depreciados e desprestigiados que pertencem ao conluio corporativista.

A mídia informa bem o povo todas às atividades que possam ser vistas no palco das representações, mas nunca divulga o mais importante, comprometedor e estarrecedor que se encontra nos bastidores do poder.

Capitão Marvel, Zorro, Batman e Robin, Homem Aranha, Mulher Maravilha, Homem de aço, Durango Kid, STF e outros heróis, onde estavam eles para nos defenderem quando o povo foi massacrado com tantas burrices sem poder se livrar delas e até se apaixonarem por elas?

O Putinho se reelegeu russialmente.

Se aqui existisse a lei islâmica de cortar a mão de quem é ladrão, saberíamos indicar quem deveria ser maneta e até mandar manietá-lo.

Dizem que o castigo vem a cavalo e ele tanto representou ser o que não é que sua mente delirante o faz pensar que é o Rei Salomão brasileiro.

Aquele “deu cano” dos embargos infringentes favoreceu muita gente.

Nossos historiadores saberiam que histórias escolher como autênticas sobre o Brasil se todas elas são falseadas, mal documentadas, mal contadas e que também possam depender da ótica distorcida de quem as escreve?

Aqui neste país têm muitas instâncias de recursos para os fora da lei que querem recorrer contra suas condenações jurídicas e enquanto tais recursos demorados não se solucionam eles têm o privilégio de ficarem em “estâncias superiores” turísticas se divertindo e coçando o saco sendo um “pouco caso” para todos habitantes honestos deste país.

A vida de todos nós é uma novela sem autor com muitos capítulos que por si mesmos criam os seus enredos tristes ou alegres cujo fim da novela é o mesmo fechar das cortinas do palco da vida de todos.

Só quem não tem o que fazer é que gosta de ler frases escritas por outros (risos).

                                                                         Altino Olimpio























segunda-feira, 19 de março de 2018

Vende-se uma cama de prego usada





Talvez tenha sido no fim da década de cinquenta do século passado que estive lá no Largo do Paissandu da Cidade de São Paulo para ver dentro de uma urna de vidro e tendo cobras ao seu lado o faquir brasileiro Silki deitado numa cama de pregos. Jovem ainda e apenas envolvido com os prazeres da juventude eu não me importava em saber das proezas incomuns praticadas por homens, cujas façanhas provocavam admiração pública. Anos depois é que minha curiosidade despertou para o interesse de querer saber sobre as possíveis condições que o ser humano poderia ter para desenvolver o expandir de sua consciência.

Nós temos ações que são voluntárias como, olhar, andar, comer, falar, se mover e etc. Entretanto, acredito ninguém tem o controle sobre o funcionamento do seu corpo. Mas, como noticiado por todo o mundo, parece que os faquires da Índia têm tal controle, como parar a respiração, diminuir o batimento cardíaco, dominar a dor, ficar sem comer, serem enterrados vivos e etc. Pelas histórias fantásticas sobre eles, supostamente são considerados sagrados por uma grande parte do povo da Índia. No entanto, suas façanhas físicas e impressionáveis parecem que só servem para exibição. Que utilidade eles tiveram para a evolução da humanidade? Às vezes penso nas tantas superstições e ilusões em que parte do povo se envolve, as defendem “com unhas e dentes” como se fossem reais. Mas, suas práticas impraticáveis não levam a lugar nenhum. O iludir e ser iludido faz parte da distração que muitos procuram para “evolutivamente” se entreterem com “coisas” imateriais.

                                                                      Altino Olimpio