terça-feira, 5 de dezembro de 2017

Músicas maravilhosas





Alguém já escreveu que as músicas representam a evolução humana da época em que elas são produzidas. Pensando sobre isso... No bairro em que eu moro, quando vou às compras na avenida perto de casa, ouço sem querer e sou “obrigado” a ouvir as mais belas melodias do mundo provenientes das lojas e das farmácias. Não há mais do que se queixar. O “romantismo” atual veio mesmo para emocionar a todos. O gosto musical acompanha a evolução humana da época. Os compositores dessas músicas românticas e significantes, também. Também quem tem o prazer de ouvi-las faz parte desse progresso mental notável e admirável.

Lembro-me de uma música que foi sucesso devido à letra dela ser bem comovente: “Aonde a vaca vai o boi vai atrás. Mas aonde a vaca vai o boi vai atrás”. Será que ainda produzem maravilhas como esta? Parte do povo brasileiro adere às músicas que se equiparam com o seu humor musical. Parece também que o nível evolutivo de muitos políticos seja igual ao nível agradável das músicas de suas épocas (risos). E nesta nossa época... Parece que não tem mais músicas parecidas com esta: “Que beijinho doce, Que ela tem, Depois que beijei ela, Nunca mais amei ninguém. Que beijinho doce, Foi ela quem trouxe, De longe pra mim. Um abraço apertado, Suspiro dobrado, E amor sem fim. Coração quem manda, Quando a gente... ...” Opa, quem continuou a cantar é porque faz tempo que não é jovem (risos).

                                                                             Altino Olimpio





quinta-feira, 30 de novembro de 2017

Nosso personagem interior




O famoso e saudoso Charles Chaplin (o Carlitos) que teve êxito em sua vida com o humor de seus filmes e com ótimas músicas de sua autoria, ele nos deixou escrito o seguinte: “Creio que não se pode fazer nada de grande na vida se não se fizer representar o personagem que existe dentro de cada um de nós”. Interessante! Mas, será que os personagens de todos nós teriam o que representar ou apresentar “de grande” para ser útil para a sociedade? Como dizia o saudoso Abelardo Barbosa, o personagem “Chacrinha” dos programas de televisão “aqui nada se cria e tudo se copia”, e isso, tem sido a realidade de todo o passado e será de todos os tempos futuros (risos).

Pelo que deduzo o personagem interior que a maioria de nós tem, mais ele está para representar a servidão aos costumes, as artes e aos inventos produzidos por uma minoria. O personagem que cada um da maioria tem dentro de si mais está para representar a imitação do que a criação. Ela existe em todos os cantos e recantos da sociedade. Basta observar como cada um não se distingue de outros em suas manias de ser, de ter e de fazer.

Aquele personagem interior de que falou o Charlie Chaplin tem que ser especial e não comum quanto ao comum das pessoas, cujos personagens seus lhes sejam comuns iguais. Para aqueles cujas personagens interiores lhes sejam fracas e sem criatividades, só lhes restam o viver copiando e usufruindo das criatividades dos outros. Quem hoje teria um personagem interior criativo para se comparar com o do escritor Julio Verne das “Vinte mil léguas submarinas” ou com o do Leonardo da Vinci com sua capacidade inventiva? A resposta poderia ser “ninguém” (risos). Então, que “cada um” conviva com o personagem de dentro que cada um tem (risos). 
                                                                               Altino Olimpio


quarta-feira, 29 de novembro de 2017

Nós, os Adãos de todos os tempos





Quem se lembra de quando nasceu e veio a existir neste mundo sem saber pra que veio? Alguém se lembra da palmadinha que antigamente se recebia no bumbum para chorar e assim respirar pela primeira vez? Todos se lembram do Adão da Bíblia que simbolizou o primeiro homem a vir ao mundo. “O Senhor Deus formou o homem do pó da terra, insuflou em suas narinas um sopro de vida e o homem tornou-se um ser vivo”. Implícito está que só depois de ter recebido o sopro da vida (e não antes) é que o Adão tornou-se “uma alma vivente”. Isso teria alguma coisa a ver com a primeira respiração que tivemos para sermos um ser vivo ou uma alma vivente igual ao Adão? Parece que sim, mas, quem insuflou em nós o sopro da vida?

No imaginário popular só em Adão Deus insuflou o sopro da vida e em nós, não (risos). Para nós a primeira inalação teve explicação científica. Antes de vir ao mundo o pulmão da criança ainda não funciona e ao nascer é a primeira inalação que o faz funcionar e desde então para sempre em sua vida. O pulmão mantém uma relação com a atmosfera, com o ar, com o oxigênio. Voltando ao sopro da vida, ela como força, como energia que nos faz existir conscientemente só nos penetra com o primeiro ar ou oxigênio inalado? Antes disso só somos corporificados com ingredientes materiais? Esses questionamentos não fazem parte da maioria em seus cotidianos. Se fizessem nem quero pensar na confusão de “opiniões” em que todos se envolveriam. Nós nem sabemos que as palavras (nossos símbolos de comunicação) não exprimem a exatidão dos fatos que queremos expor.

                                                                             Altino Olimpio


segunda-feira, 27 de novembro de 2017

O pesadelo terminou num sonho bom





Como no passado os reis davam moedas de ouro para quem decifrasse seus sonhos, também eu pagaria para quem decifrasse o meu. Depois de comer tanta feijoada fui pra cama dormir com a barriga pra cima. Dizem que essa posição não é boa porque facilita termos pesadelos bem pesados (risos). E foi o que me aconteceu. Sonhei que estive voando como um pássaro por todos os lugares da Cidade de São Paulo e em todos os lugares onde havia radares nas ruas ou avenidas eu vi muita gente aglomerada olhando para eles, revoltadas, gritando e até ameaçando derrubar alguns deles. Qual teria sido o significado desse sonho? Logo o esqueci, mas...

Noutra dia comi muita feijoada outra vez, outra vez sonhei e também voei. Entretanto desta vez tudo esteve calmo em todos os lugares que havia os radares. Desci das alturas, entrei numa gaiola... Ah não, entrei no meu carro e passei por um radar acima da velocidade permitida. E agora, pensei, estou numa cidade donde é infalível a indústria das multas, indústria esta, legalizada por lei, por vereadores, por deputados, por prefeitos, por governadores e até por bajuladores de políticos. Só os cidadãos é que não foram convidados para aprovar tal lei. Coitados, eles que são sem impunidade para lamentar.

Ainda no sonho tive uma agradável surpresa. Recebi uma correspondência onde se via meu carro fotografado por um radar acompanhado por esta inscrição: Prezado senhor, foi com muita tristeza para esta administração um radar ter flagrado o senhor e seu carro trafegando acima da velocidade recomendada pelos nossos sinais de transito. Pedimos-lhe, por favor, que não repita essa façanha abusiva porque, isso demonstra falta de educação. Se esse fato se repetir somos obrigados a atraí-lo para uma reunião com um dos nossos diretores do transito, com o prefeito e com o governador. Não gostaríamos que o senhor passasse por isso e fosse até morrer de vergonha.

Nós nunca multamos quem comete esse delito porque o nosso povo com a cultura que tem jamais iria permitir essa tão escabrosa e tão traiçoeira penalidade. Venha até aqui tomar um cafezinho conosco para ficar ciente do carinho com que sempre tratamos os nossos motoristas. Até colorimos nossos semáforos de verde, amarelo e vermelho para agradá-los.

Que pena! Por que tive que acordar quando estive no melhor do sonho? Nem preciso de alguém para decifrar o significado desses meus sonhos. Eles “falam” por si mesmos. Eles foram proféticos. Num futuro próximo os radares só irão dar boas-vindas aos motoristas. Sinto pena dos cidadãos de São Paulo porque belos sonhos como estes que sempre sonho nunca eles sonharão igual (risos).
                                                                                   
                                                                                    Altino Olimpio

                                                                                




    

domingo, 26 de novembro de 2017

Brincando com a vida





A vida ou o viver é mesmo uma “coisa” engraçada e às vezes até é trágica. Todos os que estão vivos neste mundo que não tinha dono, agora todo dividido com fronteiras tem muitos donos que são chamados de países, pátrias, nações ou territórios. Como nunca ninguém se preocupou pra nascer e mesmo onde, cada um nasceu onde a “sorte ou o destino” lhe escolheu: Em qualquer família de um país qualquer. Por mais que seja ruim o país ou a família donde se nasce, ninguém quer morrer. “Ninguém se preocupou para nascer, mas, todos se preocupam pelo morrer” (risos).  

Não importa o que se seja na vida, se inteligente ou ignorante, se rico ou pobre, se feliz ou infeliz, na verdade nada se é e nada se possui a não ser (apenas por um prazo curto) a vida a ser vivida. Mesmo sendo assim, muitos morrem bem antes de seus prazos de existência. O que se pensa que se é e o que se pensa que se possui são tudo ilusão porque tudo se transforma e tudo deixa de ser como era, Nada é permanente, tudo sendo efêmero, então. Só o que não é efêmero é que não é ilusão. E pensar que, pais, avós, cônjuges e filhos também são temporários... Eles também seriam...
Nascer, viver e morrer... Para que ou para quem interessa isso? Se alguém souber que divulgue, por favor. Preciso muito saber para decidir o que fazer com a minha vida (risos e mais risos). Quando se fica velho a vida fica sem graça, embora, muitas pessoas velhas sendo engraçadas não se consideram velhas (risos).

                                                                       Altino Olimpio






Mundo perverso




Dia de tristeza, sexta-feira, dia 24-11-2017 quando a agora já quase rotina do terrorismo fez mais vítimas. Centenas de pessoas foram mortas numa mesquita no Egito. Tais atos já são incontáveis pelo mundo das criaturas mais inteligentes da terra, as que são conhecidas como seres humanos. Como se sabe, é comum o motivo religioso ser responsabilizado pelos assassinatos de tantos inocentes, sejam eles velhos, sejam jovens ou crianças. Também são comuns os terroristas na prática desse ato tão desprezível dedicarem tais matanças para um Deus que pode não ser ou não o mesmo de suas vítimas. Sempre quando há divergência entre religiões diferentes, a disputa entre elas, quando existe, seria para confirmar qual delas seria a melhor abstração (risos)?

Aqui no Brasil onde o seu povo vive mais pelo encantamento do “matrix” as tantas mortes causadas pelo terrorismo mundial, inclusive as recentes do Egito acima citadas, elas, as tantas mortes, não abalam como deveriam. Na verdade não temos tempo para nos abalar com o que aconteça fora e longe daqui, porque, a nossa mídia nos salva do exaustivo trabalho sem lucro de sentir empatia por aqueles que morrem destroçados por bombas.

A mídia nos salva de sofrermos pelos infortúnios dos outros, mesmo eles existindo por aqui onde vivemos. Para isso, benfeitora como é, ela nos preenche com as melhores distrações que existem. Novelas e mais novelas e, filmes diários do “dejavi”, cujos diretores e atores, principalmente os do Distrito Federal Hollywoodiano, representam tão bem os seus papeis de gangsteres, que, se os famosos “Al Capone e o Ali Babá” e outros “do ramo” estivessem vivos, eles iriam morrer de inveja. E a mídia, distraindo-nos das divulgações que sejam tristes e lamentáveis, ela as substituem pelos constantes jogos de futebol como sendo uma das melhores opções para termos as melhores distrações seguindo à risca o “é preciso voltar a ser criança para entrar no reino do céu”.

                                                                                 Altino Olimpio

 

 

 

Moda que incomoda



Moda que incomoda

Quem vive por muito tempo pode “olhar” para o passado e “ver” como tudo tanto mudou. Naqueles tempos de quando quase ninguém possuía telefone e nem automóveis, as bicicletas eram mais velozes do que o caminhar a pé.  Distrações só existiam em clubes nas localidades donde seus moradores poderiam familiarmente frequentar. Naqueles bailes de outrora, então, até era proibido casais dançarem de rosto colado. Sempre algum diretor de clube tentava impedir essa “pouca vergonha” (risos). Lembro-me de quando surgiu a moda da mini-saia e como ela foi tida como sendo indecorosa por muitos dos que se julgavam moralistas da época. Mesmo diante das críticas a moda da mini-saia prosperou. Isso, naquele tempo que, em qualquer lugar que se fosse só se conseguia ver até os joelhos das mulheres. O restante sempre ficava encoberto pelas vestimentas delas e só pela imaginação se podia “ver” aquele mistério que se ocultava.

Parte do mistério veio a ser revelado quando surgiu outra moda, a moda do shortinho, muito mais atraente para a apreciação masculina.  A primeira vez que vi uma moça de shortinho e exibindo umas pernas tão bonitas foi lá na Cidade de Itatiba. Num sábado à noite estive nessa cidade para assistir ao footing, que, na década de sessenta do século passado, na Praça da Matriz de suas cidades os jovens praticando footing se flertavam quando pela praça as moças giravam num sentido e os moços noutro. Em suas voltas pela praça eles se entreolhavam quando se cruzavam e disso surgiram muitos namoros e casamentos. Mas, voltando à moça de Itatiba que esteve trajando um shortinho curto, antes de ir para a praça principal daquela cidade, eu estava numa padaria quando ela com outras moças lá entraram.

Eu nunca havia visto tão de perto uma cena tão cativante como a da moça de shortinho e, além disso, ela era muito bonita. Por uns bons momentos perdi a noção de quem eu era. Meus olhos se desertaram do meu comando e ficaram detentos da visão daquela moça tão exuberante. Será que ela também iria participar do footing lá na praça? Assim pensei quando a vi saindo daquela padaria deixando aquele ambiente tão sem graça sem ela (risos). Mas, no vai-e-vem do footing lá na praça eu a procurei e não a encontrei. Só ela eu quis ver e por isso não me importei de ver ou flertar com tantas outras que ao se cruzarem por mim me olharam com simpatia. Neste de agora “tudo mudou”, que pena, os footings nas praças não mais existem. Agora, para moças e até para as não mais moças, os shortinhos fazem parte de seus cotidianos. Banalizados já não causam as mesmas imaginadas sensualidades como causavam outrora nas suas novidades.

                                                                                 Altino Olimpio