domingo, 17 de junho de 2018

Chegando ao começo do fim da vida






Mais é quando a vida dá sinais de que logo vai chegar a hora de nos abandonar é que as reflexões sobre ela são mais constantes. Parece que ninguém gosta de discorrer sobre esse assunto. Discorrer sobre ele desagrada muita gente. Mas, desagrade ou não, tal assunto é revelador, é comprovador das condições tão indesejáveis e até insuportáveis para alguns que não se conformam com suas deformações fisiológicas provocadas pela velhice. Na idade cada vez mais avançada, tudo cai. Caem os cabelos, caem os dentes, cai à visão, cai à audição, tudo fica sendo num decair. No homem sua masculinidade cai num desuso humilhante (risos). Na idade avançada parece que sempre tem uma coisinha para irritar, para perturbar a paz e o sossego da vida. Sossego... Será que isso ainda existe (risos).

Muitos não escapam dos desconfortos provocados por enfermidades: Diabetes, reumatismo, hipertensão, acidente vascular cerebral, infarto, Mal de Parkinson, Alzheimer e etc. Por sorte, existem aqueles e aquelas com muita idade que ainda não tiveram que se preocupar com enfermidades, mas, o tempo que é traiçoeiro e inimigo das vaidades, ele os desfigura tanto, deixando-os incapazes de causarem admiração. Surgem às rugas, a barriga cresce e a cintura desaparece. Para aqueles que nasceram, viveram e ainda vivem num lugar pequeno e conheceram quase todos do lugar, eles sempre se confrontam com os comentários maldosos sobre a beleza ou feiúra dos outros do mesmo lugar: “Nossa, você viu como está feia e acabada aquela pessoa? Como envelheceu, não? Era tão bonita e agora...”

Tem pessoas que envelheceram e não mais são vistas nos entretenimentos que a sociedade local promove. Não é porque chegaram à conclusão que tudo e ilusão. Não mais comparecem em eventos porque, já velhos, se “cansaram” de participarem das suas anteriores ilusões. Várias vezes já ouvi dizer que tudo perdeu a graça. Pensando bem... Parece que só os jovens acham graça em tudo o que já é sem graça para os mais velhos. Parece que com o tempo a passar a vida se torna enfadonha, principalmente para aqueles que se aposentam e se sentem vazios sem as rotinas de suas atividades profissionais anteriores às suas aposentadorias.   

Como é triste alguém com os cabelos brancos, com o rosto e o corpo denotando o tanto tempo já passado pela vida, estando num evento qualquer apenas a ver outros conversarem indiferentes com a presença dele.
Parece que os mais jovens pensam que os velhos já são ultrapassados e por isso não lhes dão a atenção que mereciam. Às vezes eles têm razão de procederem assim porque muitos daqueles de cabelos brancos “pararam no tempo”.  Quando se é criança se quer viver e quando se chega à velhice percebe-se que se viveu “mais no viver por viver” sem se preocupar em saber se havia alguma preponderância para se evoluir intelectual, cultural e espiritualmente. Ler, escrever, pensar, raciocinar, se concentrar, refletir, meditar, isso tudo sendo ausência na vida de muita gente fez com que elas se mantivessem bem simples, despreparadas diante da monotonia e a solidão da velhice que possam provocar a temida depressão.

Muitas pessoas idosas nas suas simples rotinas diárias, mensais e anuais, naquele nada mudam daquele mais nada se quer e nada se faz, naquele só estão deixando a vida a passar, parecem mesmo que elas só estão a aguardar a morte chegar (risos). Parecem que estão na mesma situação daquele escritor, o Franz Kafka (1883-1924) que disse: “Dormi, acordei, dormi, acordei, vida miserável” (risos). Mas, existem aqueles que se defendem bem da monotonia e da solidão. Eles, diariamente e por horas assistem televisão... Credo, que horror! Enfim, o ambiente e o hábito têm o poder de nos escravizar. Quanto à velhice tem quem a enaltece e tem quem com ela se aborrece.

Deixando de lado os predicados da velhice que possam existir, simplesmente ela está a indicar “o logo vai morrer”. Essa sina, fatalidade humana, desde criança se fica sabendo dela. Fica no consciente que a vida é apenas para um prazo de existência. Terminando numa ficção e assim, imaginando um alienígena viajando pelo espaço vindo de outra galáxia, ao chegar aqui e constatar que os terrestres têm um tempo breve de vida ele poderia se perguntar: Nascer para depois ter que morrer, mas, que palhaçada é essa? (risos).

                                                                            Altino Olimpio




Nada de novo sob o sol





Ao lembrar-me da leitura da “teoria das idéias” de Platão veio-me à mente de que filósofos como aqueles que realmente tiveram amor ao conhecimento parece que deixaram de existir nesta época tão agitada e tão ausente de pensadores relativos aos estudos da natureza de todas as coisas existentes e de suas relações com os seres humanos.  A lista dos nomes dos filósofos do passado que nos deixaram por escrito suas filosofias sobre a vida e que muitos de nós aprendemos a admirar, que filósofo desta atualidade teria o mérito de também ter o seu nome constante na lista?

Sabe-se, atualmente temos dentre o povo aqueles esforçados por aprender e intelectual e culturalmente evoluir. Cursaram uma faculdade de filosofia, se diplomaram e por isso possuem o título de filósofos. Mas, se são mesmo filósofos... Antigamente, os filósofos eram inatos, isso quer dizer, já nasciam com esse dom. Qual deles frequentou e se diplomou numa faculdade de filosofia? Antigamente, os filósofos escreviam sob a luz de vela ou sob a luz de lampião e, escreviam com pena de ave, pois canetas ainda não existiam. Eles tinham ao dispor o que hoje não se tem. O tempo e o silêncio! O viver não era tão atribulado como é agora. As cabeças não eram tão recheadas com inutilidades e com culturas inúteis como agora são.

E por lembrar-se dos nossos filósofos diplomados isso me lembra também dos milhões e milhões de jovens brasileiros que, por estudarem o idioma inglês que faz parte do currículo escolar, eles lêem, escrevem e falam corretamente o tal idioma, talvez, até melhor que os ingleses (risos). Se não nascem mais filósofos como os de antigamente, será que a evolução mental da humanidade regrediu? Será que foi substituída e vencida pela evolução tecnológica? Se for, sobre esta evolução o muito famoso Albert Einstein disse: “Eu temo o dia em que a tecnologia ultrapassar a interatividade humana. O mundo terá uma geração de idiotas”. Será que o tal temor do Albert Einstein seria para esta nossa geração? Quando vejo tanta gente desocupada ocupada com as distrações tão pueris provenientes de aparelhos tecnológicos... ... ...

                                                                                    Altino Olimpio  





Quando havia fascinação





Quem também teve seus tempos de fascinação devido ao assistir filmes, pelos quais aquelas artistas bonitas (estrelas de cinema) a todos encantavam. Era apaixonante assisti-las em cenas românticas. Elas se tornavam desejos que nunca se realizariam. Mesmo assim enamorei-me de algumas delas: Romy Schneider, Sara Montiel, Susan Hayward. Eram o enamorar de jovem sonhador que ainda não havia encontrado o seu amor (risos). E o cinema além de promover costumes também foi responsável por criar muitas ilusões. Mas, no passado os filmes tinham melhores enredos e valia à pena assisti-los.

Este breve escrito mais está para, através do link abaixo, recordar as muitas artistas do passado que encantaram milhões de pessoas com suas belezas e suas representações cinematográficas. Muitas delas não foram conhecidas por muitas pessoas desta época. Entretanto, podem ser reconhecidas e lembradas por aqueles que hoje são idosos e que poderão sentir nostalgia por revê-las em fotos de quando ainda estavam em seus esplendores.  


                                                                           Altino Olimpio

sexta-feira, 1 de junho de 2018

Quem é você leitor?





Hei leitor, se alguém perguntasse sobre quem você é, para responder a essa pergunta você precisaria rebuscar na memória sua trajetória de vida desde quando nasceu e onde. Também, se lembrar de sua família, de sua infância, mocidade, de seus parentes, de seus amigos, de seus estudos, profissão, empregos, suas posses, seus entretenimentos, suas alegrias e suas decepções e etc. Nesse breve rebuscar de sua vivência até então já daria pra se saber que em maior parte “as condições existenciais (e o meio ambiente) é que determinaram quem é você” além das tendências adquiridas pela herança genética dos seus pais e até das de seus avôs e isso se chama atavismo. Então leitor, parece que nós não somos “apenas nós mesmos” como pensamos ser. E também, somos conforme as circunstâncias da existência que nos tenham condicionado.

Vamos imaginar leitor, que você tenha nascido no seio de uma família abastada e num lugar já com infraestrutura donde foi fácil para desenvolver suas aptidões. Sim, e você estudou até se formar numa faculdade. Teve um bom emprego, se casou e formou uma família e etc. O que você pensa quem é está contido em todo esse seu transcorrer, digamos, privilegiado. Repetindo, se alguém fosse lhe perguntar quem é você, sua resposta estaria baseada em tudo o que lhe decorreu desde o seu passado até o presente na sua posição social atual. Pela sua breve biografia você, mais ou menos explicaria quem tu és. Ate poderia dizer para si mesmo: Esse sou eu!

Seria mesmo? Mas poderia ser outro, não poderia? Imaginemos agora que “um golpe do destino” tenha mudado sua vida. Mesmo você sendo o mesmo que poderia ter tido os privilégios citados acima, vamos supor que quando ainda criança você com seus pais precisaram se mudar do lugar donde moravam para outro com poucos recursos para se desenvolver intelectual, profissional e financeiramente. Digamos que esse outro lugar fosse um sítio muito distante das cidades e o acesso a elas fosse difícil. Então leitor, suas aptidões só iriam ser úteis para o local donde estaria. Cuidaria da horta, do pomar, trataria das galinhas, dos porcos, da vaca e etc. Talvez fosse também um homem tímido com medo de mulher para poder se casar (risos).

Agora, para esse viver de poucos recursos alguém poderia perguntar quem você é. Você, um sitiante, também rebuscaria na memória sua vida de até então. Você diria que é um solteirão e que quase nunca saiu do sítio. Diria que é feliz vivendo de entremeio com a natureza, que vê o sol e as plantas nascerem. Sempre é acordado pelos cantos dos pássaros, pelos latidos dos cachorros e pelo berro da vaca, hora de extrair o leite dela. Incluiria tudo referente a sua vida no sítio para contar quem você é. Também diria para si mesmo: Esse sou eu. Seria mesmo, mas, não poderia ter sido outro?

Uma criança quando criança não tem o poder de ser quem quer ser. Depende das circunstâncias donde vive ou para donde poderá se mudar acompanhando seus pais. Neste texto, foi escrito o que poderia acontecer com uma pessoa que poderia ter vida diferente mesmo sendo a mesma, mas, em situações diferentes. Então, não podemos ser categóricos ao afirmar “com certeza” que somos quem somos porque assim quisemos ser. Tudo depende das circunstâncias, “boas ou más” em que a vida nos coloca. Pena que quem teve a sorte de ter nascido numa família “bem de vida” e ter tido a facilidade de se instruir para ter uma vida mais confortável, não generalizando, se sinta superior a qualquer outro que não tenha tido a mesma sorte e viva simplesmente como o imaginado “sitiante” deste texto. Esse “preconceito” é mais comum do que se pensa. Acessando o link aqui abaixo se pode assistir como era ou como é o viver simples num sítio. Mas, parece que viver dos “atropelos” da cidade seja mais interessante.


                                                                            Altino Olimpio


Nossos heróis morreram e outros não nasceram



Nós os mais velhos, desde jovens fomos condicionados para saber que o bem sempre vence o mal. E de fato isso era constante. O mal sempre foi vencido e até pensava-se que isso seria para sempre. Nossos heróis nunca nos abandonavam e sempre nos salvavam dos bandidos. Tínhamos vários deles que eram combatentes implacáveis contra o crime. Lembro-me do Tim Holt, Rex Allen, Hopalong Cassidy, o xerife Wyatt Earp, Randolph Scott, Roy Rogers, John Wayne, Gary Cooper, o Zorro, Bat Masterson, James West e etc. Antes deles tivemos o Capitão Marvel, o Fantasma, Superman (super-homem) o homem de aço, Batman e Robim e outros que eram por demais temidos pelos infratores, os chamados de “fora da lei”.

Dizem que uma vez é da caça e outra vez é do caçador. Invertendo posições e traduzindo para esta atualidade: Uma vez é do mocinho e outra vez é do bandido. Sim, as situações se intercalam, se invertem. Nesta época está sendo a vez dos bandidos, visto que, quase diariamente se tem notícias de falcatruas, corrupções, roubo do erário e etc. Isso tudo e mais está na consequência de provocar pobreza, desemprego, mais favelas, retrocesso na educação, na saúde, na consequência de aumentar alarmantemente os latrocínios e tudo o mais que prejudica, afronta, adoece e “tortura” o povo.

Neste mundo onde reina o inevitável dos contrastes que conhecemos como “tudo o que nasce morre, tudo o que aparece desaparece, tudo o que existe deixa de existir”, aqueles heróis acima citados conforme apareceram eles desapareceram e nós ficamos a mercê de tantos bandidos que legalmente (graças aos escrutínios secretos por onde eles são bem ou mal escolhidos) se inserem em cargos públicos em benefício próprio, parece que “apenas” em benefício próprio e para aprovarem leis que, no mais das vezes sejam contrárias ao bem público, mas, para o bem próprio.

“Já não se fazem heróis como antigamente” (risos). Parece que depois daqueles do passado que desapareceram e depois que o Capitão Marvel e o Superman se enferrujaram (risos) isso deixou aqueles do poder que são psicopatas livres para suas corrupções. Só quando alguns amantes da impunidade são pegos “com a boca na botija” é que poderão ser processados. Depois será preciso tomar muito cuidado com aqueles que tenham o dever de julgá-los porque... Eles podem se atrapalhar com as leis, pois, às vezes, elas são entendidas conforme o lado donde se inclinam suas cabeças. Coitados, às vezes vários deles perdem seus sonos e muito se torturam quando “sem querer” eles deixam de ser imparciais.

Antigamente existia um programa de rádio que era dramatizado e se chamava “O crime não compensa”. Como tudo que aparece depois desaparece, se tal programa continuasse a existir até estes dias com o título que tinha, repetindo, “O crime não compensa”, muitos dos crimes, principalmente os de lesa pátria seriam diminuídos (até parece).

Enfim, se os ilícitos, se os “fora da lei” não existissem, muitos advogados e juízes ficariam desempregados, seriam desnecessários. O que seria dos psicopatas se não existisse corrupção? O que seria do inferno se não existissem pecadores (risos)? O que seria dos planos de saúde se não existissem as doenças? Mas que paradoxo! Parece que o bem precisa do mal para se nanifestar. E o mal precisa do bem para poder corrompê-lo.

Às vezes “psiquiatricamente” fico pensando: Quem será que inventou e construiu este mundo tendo tantos contrastes se necessitando e se complementando? Ah, já me falaram que vivemos sob a lei dos opostos. Isso dá a entender porque em qualquer supremo tribunal sempre tem os que estão a favor e os que estão contra a justiça correta. Terminando, nós os mais velhos que fomos educados com bons exemplos lá no passado é que também “pagamos o pato” pelas fraudes cometidas por aqueles psicopatas irremediáveis e “mamantes” dos seios do governo deste país. 

                                                                                Altino Olimpio

domingo, 27 de maio de 2018

Clube da Terceira Idade de Caieiras





Sábado dia vinte e seis de maio de 2018 vai ficar na minha lembrança. Ainda sem terminar a greve dos caminhoneiros de todo o Brasil eu resolvi sair da toca. O clima estava ameno quando deixando o invejável Bairro de Perus da Cidade de São Paulo “viajei” para a romântica Cidade de Caieiras. Lá chegando por volta das dezenove horas e trinta minutos, me vi ladeado pelo silêncio de uma cidade parecida estar deserta. Mas, onde estaria o povo daquele lugar que foi palco das minhas aventuras e dos meus amores?

Ninguém pelas ruas do centro e só vi pessoas na ruazinha estreita entre a Igreja e a sede própria do Clube da Terceira Idade. A igreja estava com suas portas abertas e dentro dela vi algumas pessoas rezando ou, talvez, aguardando o início de uma cerimônia religiosa. Também vi algumas pessoas chegando e entrando na igreja. Daquela sede se ouvia bem os sons de “músicas da década de sessenta” do século passado. Tais sons, com certeza invadiam o interior da igreja. E eu que não consigo parar de refletir, pensei: Enquanto uns vão para um lugar, outros vão a outros. Isso faz parte da diversidade humana e das prioridades de seus momentos.

Entretanto, estando naquele lugar entre a igreja e aquela sede, fiquei observando se algum conhecido iria aparecer para que eu pudesse ter uma companhia para adentrar no baile que estava havendo. Nenhum apareceu enquanto estive sondando para resolver se ia ou não entrar para participar daquele baile. Meus pensamentos se perguntavam, será que havia me tornado tímido e não sabia (risos). E se lá no baile não estivessem àqueles conhecidos e amigos de outrora, desatualizado como estava eu ficaria desambientado. Mas, eu fui pra Caieiras querendo ir naquele baile. Por que aquela indecisão, então? Talvez por ter-me ausentado de bailes durante muitos anos e aquele retorno “inesperado” me fez sentir como um jovem inexperiente.

Indecisão desnecessária! “Criei coragem” (risos) e fui ao baile. Lá, aos poucos fui vislumbrando alguns amigos que não via há muito tempo. Que bom, pois, logo iria me enturmar e foi o que aconteceu. Dirigi-me onde ficava o bar e estando lá alguns amigos vieram me cumprimentar. O muito conhecido Waltinho “dos bailes” que me informou sobre aquele baile, ao dançar com uma loira, interrompeu a dança e os dois vieram conversar comigo e a loira de nome Solange Martins Dartora falou para eu dançar também com alguém. Respondi a ela que não sabia se ainda sabia dançar. Depois conversando com ela disse-lhe que estava precisando de alguém para passar massa corrida nas paredes de minha casa e que a tinham me indicado para essa tarefa poeirenta.

De fato eu já a via visto lixar uma parede em que ela havia passado massa corrida. Falei pra ela que ela era “pau pra toda obra” (risos). Também conversei com a Neide Alarcon e recordamos sobre alguns fatos do passado como também dos parentes dela, os quais eu conheci. Só sei que no baile que esteve muito animado, me senti como se estivesse entre família. Incrível, ainda sei dançar (mais ou menos), pois, dancei primeiro com a Solange, dançamos e conversamos dançando. Depois dancei com a Neide, também dançamos conversando. O gozado desta história é que naquela alegria contagiante eu lembrei que me esqueci das preocupações e até pensei que eu era outro que ainda não conhecia (risos).

Lá fiquei sabendo que a presidente do clube é a Senhora Madalena Cato, mas, ele não esteve presente. Mas, a Nenê (Maria Aparecida Pelizari), uma das diretoras esteve na cozinha do bar preparando os petiscos para os dançarinos degustarem (não confundir com bailarinos). Ela, também é uma boa animadora. Eu a vi e a ouvi conclamando os homens presentes para uma competição e até me convidaram para participar, mas, respondi que não porque estava lá mais para assistir (fiquei com vergonha, risos).

Ah, lá estava também o famoso “Eduardo que era da farmácia” dizendo para outros que já havia estado comigo num programa de rádio da antiga 96,5 FM e eu não o havia conhecido. Foi quando me lembrei daquele programa de rádio quando ele discorreu muito sobre medicamentos para disfarçar a humilhação dos homens quando eles não mais conseguem ter uma atitude dura com as mulheres.

Agora filosofando um pouco, é comum a vida “dar um baile nas pessoas” tornando-as indiferentes, desinteressadas em compartilhar entretenimentos com outros. Muitas pessoas de mais idade dizem que chegaram numa fase em que parece que tudo na vida perdeu a graça. Compreendo-as porque também eu às vezes digo o mesmo. Contudo, pessoas quando se reúnem esquecendo-se de quem são e assim nada tendo a comparar com os outros e vice-versa, a harmonia reina entre todos. Num ambiente onde ficam ausentes as equiparações, sejam financeiros ou psicológicos, todos se sentem iguais e sendo assim, a descontração brinda a todos com a alegria de viver e até o tempo parece parar, mas, ao contrário, passa rápido demais. Aquele dizer “não ver o tempo passar” sempre está presente naqueles momentos de quando “momentos felizes e emotivos” decorrem imperceptíveis quando a dança da vida nos presenteia com esses ritmos da existência.

                                                                              Altino Olimpio
   








       

domingo, 20 de maio de 2018

Passeio do viver interior





Estive em São Paulo na Avenida Ipiranga na calçada e defronte ao Cine Marabá olhando os cartazes do filme que estaria sendo exibido na quinta-feira, dia dezessete de maio deste ano de 2018. Eu estava de bicicleta e com ela precisava voltar para a Estação da Luz para embarcar num trem de volta para casa. O percurso pedalando a bicicleta até a estação do trem foi percorrido sem qualquer problema. Da Avenida Ipiranga donde eu estava a percorri até o fim quando ela termina na Avenida Casper Líbero e até o fim desta que termina defronte a Estação da Luz do lado da Rua Mauá. No trajeto até a estação a minha preocupação já era se eu poderia entrar num trem com a bicicleta.

Já na estação, com ela ao meu lado desci pela larga escada de madeira que por muitos anos serviu de descida e subida para milhões e milhões de passageiros brasileiros. Terminando de descer a escada, virando à esquerda, na plataforma já havia um trem estacionado. Vi-me ao lado da cabine do condutor do trem existente no primeiro vagão. Ele me viu e percebendo-me “apressado”, deu-me um sorriso e com um gesto de cabeça que significa “sim” para eu entrar, ele abriu as portas do trem que já estava de partida. Mas, quando fui entrar pela primeira porta do primeiro vagão com a minha bicicleta, antes, as portas se fecharam novamente e o trem partiu. Sentindo uma espécie de abandono e me segurando bicicleta pelo guidão só pude ficar olhando o trem partindo. E foi quando sem pedalar acordei estando a “misturar estações”, em casa e ouvindo miados de gatos com razão reclamando da demora de suas rações (risos).

O ainda famoso psiquiatra Carl Gustav Jung (1875-1961) e o ainda famoso psicanalista Sigmund Freud (1856-1939) escreveram sobre a interpretação ou significado dos sonhos. Muitos teóricos espalhados pelo mundo também tentaram decifrar as correspondências entre os sonhos e as realidades da existência. Carlos Castañeda (1925-1998), que também escreveu sobre os sonhos, ele foi um escritor místico e antropólogo e na década de setenta do século passado foi um Best-seller devido ao sucesso alcançado pelos seus livros, inclusive no território brasileiro. Alguns autores diziam que ele nasceu no Peru, mas, ele se declarava brasileiro nascido em Juquery (Franco da Rocha). O link aqui abaixo é uma homenagem para aqueles e aquelas que ainda apreciam sonhar, mesmo que sonhem acordados (risos).


                                                                              Altino Olimpio