quarta-feira, 21 de fevereiro de 2018

Coisas de país de primeiro mundo





Faz poucos dias estive num dos supermercados do meu bairro e enquanto escolhia o que comprar uma música com carinho dedicada aos fregueses se insistia em ser ouvida e até decorei a sua intelectual letra “Eu conheço o meu amor pelo cheiro, Eu conheço o meu amor pelo cheiro”. Essa frase musical maravilhosa e muito repetida me fez pensar como os seres humanos atuais são evoluídos. A música tão contagiante daquele supermercado me fez lembrar que eu recentemente estive numa “festa” de formatura. Eu não quis comparecer lá, mas, me insistiram dizendo que não iria haver muito barulho e que depois do jantar iria haver um baile. Com isso fui convencido a ir a tal festa e minha mente até imaginou um bom baile com os padrinhos dos formandos, os pais deles, seus avôs e convidados todos dançando embalados por músicas agradáveis e suaves.  

Antes e durante a cerimônia de formatura os quitutes que precederam o jantar estiveram ótimos. Lá no palco os formandos se revezaram ao pronunciarem pelo microfone suas considerações pertinentes ao evento em questão, incluindo agradecimentos, elogios e etc. Perguntei pra minha nora: Você está entendendo o que os alunos estão falando ao microfone? Ela respondeu que não. Então lhe falei que os estava ouvindo bem, prestando bastante atenção, mas não os estava entendendo. Também perguntei o mesmo pra uma das minhas netas e ela também não estava entendendo direito o que eles falavam. Então deduzi que nós, a minha nora, a minha neta e eu estávamos com problemas auditivos, porque, todos os presentes naquele evento aplaudiam e ao mesmo tempo gritavam de emoção como se entendessem tudo o que os formandos falavam.

E logo começou o baile. Foi lá defronte ao palco donde antes os formandos receberam os seus diplomas (canudos). Cada valsa “gostosa”! Não foram executadas por orquestras como as de Silvio Mazzuca, de Severino Araujo, de Orlando Ferri e etc. Foram sim “executadas” por um DJ (disc jockey). Primeiro para os formandos com seus padrinhos, depois para os pais e depois para quem quisesse valsear também. Depois... Depois... Depois... O baile naquele espaço restrito teve uma animação furiosa. O DJ e um cara que subiu ao palco promoveram um show com a cumplicidade de muitos dos que estiveram lá presentes. Todos cantavam, ou melhor, todos gritavam repetidamente uma frase enquanto dançavam, ou melhor, se gesticulavam ou se mexiam como se dançassem ao ritmo dos gritos.

Eram frases curtas que todos repetiam várias vezes iguais como era repetida aquela frase “musical” do inicio desta crônica que eu ouvi quando de minhas compras naquele supermercado. Mas os cantos aos gritos mais eram fomentados pelos milhares de lâmpadas coloridas, que, intermitentes em seus apaga e acende, pareciam que estonteadamente até iluminavam o barulho (risos). Rindo perguntei pra uma das minhas filhas: Isso é baile, isso é música? Ela me respondeu assim: Ah pai, isso é coisa de jovem. Se fosse coisa só de jovem por que vi lá no meio da farra pessoas que de jovem nada tinham? Lá bem próximo do “baile” observei bem as suas faces e percebi nelas muita empolgação para “aquilo” que era coisa de jovem, já não tanto só pra jovem. Era também para os bem adultos jovens de espírito.

Já estando com os ouvidos implorando para que eu saísse daquele lugar e também com os olhos reclamando do estontear que provocavam aquelas lâmpadas tipo pisca-pisca, resolvi me afastar daquele local vertiginoso. Já no exterior daquele prédio para eventos vi um segurança daquele local e disse pra ele: Aqui fora está mais gostoso, está mais fresquinho. Ele concordou e acrescentou “mais fresquinho e sem a poluição sonora que tem lá dentro”. Então pensei “ainda bem que não sou só eu que sou chato” (risos).

Entretanto enquanto estive naquele local festivo me comportei como se nada me desagradava. É preciso se comportar assim para se viver bem em sociedade. Se alguém fosse me perguntar se aquele evento estivera bom, eu já estava preparado para responder: Ah, está maravilhoso, estupendo, não imaginei que fosse estar tão bom assim (será que sou hipócrita e não sabia?). E faz pouco tempo li algo que alguém escreveu assim: Os brasileiros não gostam de estudar, mas, eles gostam de festa de formatura (risos). Quem escreveu isso generalizou, mas, tem verdade nisso.

E não é que por causa dessa festa de formatura eu sofri uma ameaça? Como será que poderei me defender dela? Uma das minhas netas vai se formar em seus estudos neste ano e já me intimou comparecer na formatura dela também. Socooooorrooooooo (risos). Não sabia que para ser avô é preciso também ser vítima dessas responsabilidades. Mas se ela me convidar para ser seu padrinho... Se formos fotografados e aparecermos no Facebook para os parentes e para os amigos... Até que vou gostar de comparecer na formatura dela também e... Viva a vaidade!

                                                                          Altino Olimpio

terça-feira, 20 de fevereiro de 2018

A vida é engraçada quando não é trágica





A vida do dia a dia a passar é uma sequência ininterrupta para o porvir. Não é apenas para o processo de mudanças pela qual passa todo ser humano na vida. Os segundos, os minutos, as horas e os dias que “cronometram” a passagem do tempo da vida do dia a dia, simplesmente são para o levar de qualquer um até o dia de sua morte (risos). Percebem-se mais a “contagem” do tempo, não tanto pelos anos de vida, mas, pelas marcas contundentes com que ele desfigura as pessoas.

O triste da vida é que a gente chega até perto do fim dela sem saber quase nada do que se refere a ela. Tomara que não me aconteça o que acontece com muitos que sabem de tantas coisas e na velhice se esquecem de tudo. Às vezes uma pergunta me passa pela cabeça: Como é a realidade sobre qualquer fato que nos ocorre na existência?  A realidade não é generalizada. Cada um a compreende como pode (ou melhor, como a imagina) conforme seu desenvolvimento mental. Então, “deve existir uma realidade para cada gosto” (risos), ou, para cada nível de consciência.

Quanto a isso, a lenda da Torre de Babel de quando Deus confundiu as línguas dos homens que a estavam construindo tornando-os desentendidos entre os demais, tal lenda vem bem a calhar agora para nos fazer entender a incompreensão entre os homens desta época. Temos o que é pior, a torre do desentendimento entre os políticos. No congresso e no senado brasileiro é patente a falta de entendimento entre seus membros eleitos pelo povo que no mais das vezes os elege sem entendimento (risos). Até lá no Supremo Tribunal Federal existe outra torre do desentendimento que... Ah, estive pensando sobre a realidade de cada um. Será que todos aqueles profissionais lá de Brasília que em seus discursos dizem que lá estão para defender a constituição e a democracia, eles as defenderiam se...

Se eles só pudessem se aposentar aos sessenta e cinco anos de idade e só depois de terem contribuído para a previdência por trinta e cinco anos e tendo um salário bem menor sendo “realmente compatível” com a produtividade deles, eles ainda iriam defender mesmo a democracia e a constituição brasileira? Com a falta de atrativos monetários será que ainda seriam tão numerosos como são os mais de quinhentos que hoje estão em seus mandatos apenas para aparecerem como números? Os dias a dias, que, são as marcações do tempo e que levam todos até aos seus inevitáveis fins, parecem que para muitos deles seus fins não existem, porque, sempre estão por lá se reelegendo em seus mandatos e parece que “eternamente” são sempre os mesmos (risos) como se fossem vitalícios.

                                                                                  Altino Olimpio


Pra que falar se ninguém quer escutar





Quando se sabe de conceitos úteis que outros ignoram, quase sempre a vontade é de compartilhar o que se sabe com eles. Mas, nesta época de tanta incompreensão, de tanta falta de assimilação, de tanta falta de interesse, de tanto interesse por valores distorcidos e do desinteresse pelo mental evoluir, o melhor mesmo é guardar para si o que se sabe para não se decepcionar querendo transferir para outros tudo o que eles não querem saber e que eles até têm raiva de quem sabe. Por isso, o melhor é saber quem é que nada quer saber para nada lhe falar. Como se dizia antigamente “em boca fechada não entra mosquito” (risos).

Nenhuma revolução alterou tanto a vida humana como a desta era tecnológica. Trata-se aqui da tecnologia que substituiu a presença humana pela ausência dela nos relacionamentos à distância chamados de virtuais. Até as famílias ficam “desfamiliarizadas” quando seus membros diariamente se desunem no cada um pra si pelo prazer “hipnótico” que proporcionam as distrações provenientes da tecnologia da comunicação. Para aqueles que se queixam da falta de diálogo, mesmo em seus lares, essa carência pode ser atenuada. Basta fazer um boneco para com ele conversar depois de aprender a ser ventríloquo. Pronto! Adeus solidão da falta de diálogo. Com um boneco qualquer pessoa pode conversar e ele até pode ser mais atencioso que um membro da família (risos).

                                                                           Altino Olimpio


segunda-feira, 5 de fevereiro de 2018

Conflito com as ilusões





Vida bem vivida é aquela de quando se deixa de viver como vivem todos os outros. Enganados como são vivem mais pela emoção das imitações do que pela razão. Mostre-me um homem que seja diferente que lhe serei amigo para sempre. Quanto aos iguais, jamais. Uma vez encontrei um homem que não tinha amigos. Fiquei com tanta inveja dele... (risos). Só sei que a vida não é só do viver de disputas entre coxinhas e mortadelas. Se ao homem faltar o show do Big Brother Brasil falta-lhe tudo na vida. Também dizem que eu preciso viajar. Mas, desde que eu nasci vivo viajando. Não é verdade que só estamos aqui de viajem? Só não sei se quando eu voltar dessa viajem para casa saberei aonde encontrar o lugar donde moro (risos).

Ah as mulheres, viver sem elas não dá! Uma vez eu cobicei tanto uma com o olhar que até lambi meus lábios e como ela me percebeu nesse vício sem cura eu lhe disse que estava com afta na língua. Então...  Eu não sabia que o amor é um veneno para a alma e que mantém um homem escravo de uma mulher porque ela lhe proporciona o orgasmo.

Quando um homem ama uma mulher e vice-versa, coitados, eles sem desconfiar são usados pela natureza para o “crescei-vos e multiplicai-vos” para a continuidade da espécie humana na produção de filhos, entretanto, é o amor entre o casal que vai criá-los, alimentá-los e educá-los se puderem, enquanto, a natureza “lava as mãos como o fez o Pôncio Pilatos da nossa história”. Mas, às vezes sinto saudades dos meus amores. Lembro-me de uma mulher que me foi tão querida durante quatro anos e depois que nós terminamos o nosso romance ela quis que eu voltasse a namorá-la. Respondi-lhe: Querida não sabia que você gosta de reeleição, eu não gosto.

Houve outra que depois de uma briga nós nos separamos, mas, ela insistia que eu deveria reatar o namoro com ela. Fui muito compreensivo dizendo-lhe: Querida não seja tão afobada, nós nos reencontraremos no dia da ressurreição. Outra que quase gostei dela vivia querendo me levar numa dessas “igrejas” que praticam milagres explícitos ao vivo. Lembro-me de ter dito a ela: Meu amor, você não é a lua, mas, é tão lunática (risos). Eu que não uso brinco, mas brinco muito com muitos e até com a vida brinco, assim cheguei ao perceber da indiferença que sentem por ela muitas das pessoas que já viveram por muito tempo neste mundo de contratempos. Tal indiferença ao causar o tédio, igual ao tédio de domingo de quando não se tem o que fazer e aonde ir (eu sempre tenho o que fazer, no caso, ler e escrever, então, o tédio me fica distante). Para muitos o tédio vem a existir quando se perde as ilusões e a facilidade de se iludir. Coitada da humanidade, se lhe fosse tirada as ilusões, ela não sobreviveria ao tédio, à solidão e a monotonia que resultariam sem a existência delas. 

                                                                        Altino Olimpio



Mais se vive menos se aprende





O “tapar o sol com peneira” significa tentar distorcer ou esconder alguma coisa como acontece entre os políticos e até entre os seus eleitores. Significa também substituir verdades comprometedoras por mentiras convenientes. Neste país tropical e meio democrático-socialista conforme assim o definem alguns, os desonestos sendo mais ousados, eles “escancaram ao sol” as verdades de como suas mentiras progridem para disfarçarem suas corrupções. Quanto a isso, alguns se pudessem até roubariam o universo de Deus (risos). São uns pobres coitados em suas sanhas de conseguir fama, riqueza e poder. Esses “valores” os dispersam do conviver em comum com o comum dos homens sérios. Sempre num viver mais oculto como se tivessem algo a esconder, eles são aqueles felizes que são infelizes (risos). A natureza fez com que o homem não veja os seus próprios olhos para que ele não veja através deles o seu vazio interior.

O homem, esse animal “dejaulado” nada aprende com suas experiências e nem com as experiências dos outros. Ao invés de progresso parece que vive de retrocesso. No “amar a Deus sobre todas as coisas”, para muitos, todas as suas coisas é que vem a ser Deus. Quem diria hein? O “não roubar”, se tornou o defeito principal dos honestos (risos). No “não matar” quase não mais se fala porque o matar parece que é presença obrigatória no cotidiano de quase todo o mundo.  Nesta época de complexidade de poder travar diálogos úteis e coerentes com os nossos “semelhantes”, o melhor mesmo é nada falar e nada ouvir dos outros para não se decepcionar com os seus valores distorcidos e com a banalidade de suas conversas. Quem fez o mundo ficar assim? Até parece que “ser consciente” agora é uma doença grave (risos). A vida parece ser uma ficção em que todos são atores e se teatralizam como se fossem uma realidade sem fim, mas, somente até os seus fins.

                                                                        Altino Olympio

A eterna desigualdade humana





Um filósofo, o Jean Jacques Rousseau (1712-1778) que morreu um ano antes da famosa revolução francesa de 1789 donde foi invocado pela primeira vez o lema “Liberdade, Igualdade, Fraternidade”. Em seu parecer sobre a origem e os fundamentos da “desigualdade entre os homens” publicado em 1755, Rousseau aponta as bases sobre as quais se forma o processo gerador das “desigualdades sociais” e morais entre os seres humanos. Retroagindo à existência dos primeiros homens, numa reflexão ele foi levado a deduzir que toda desigualdade se baseia na noção de propriedade particular criada pelo homem. Segundo Rousseau, os primitivos deviam viver em bandos mais ou menos organizados, que se ajudavam esporadicamente, apenas enquanto a necessidade emergente exigisse, para fins de alimentação, proteção e procriação. Findada tal necessidade, os primitivos seguiam suas vidas de forma isolada, até que nova necessidade aparecesse.
Com o surgimento de novas exigências, as quais estes povos não estavam acostumados, surgiu, também, a percepção de que poderiam ter, além do necessário, algo mais que pudesse fazê-lo melhor do que os outros homens. Esta noção, ainda rudimentar nesses povos, foi-se aperfeiçoando, até alcançar um nível de elaboração que fizesse surgir a idéia de propriedade, fosse ela um animal, terras, armas e, até mesmo, outras pessoas. Essa noção de propriedade criou nos primitivos a idéia de acumulação de bens e, conseqüentemente, superioridade frente aos demais. Essa suposta superioridade foi o estopim para o início dos conflitos entre os homens de uma mesma tribo e, posteriormente, entre cidades e nações.
Outra novidade nesse progresso mental foi à noção de família, que com o tempo, levou homens e mulheres a deixarem de lado o comportamento selvagem que tinham. Essa moderação no comportamento, fez emergir a fragilidade perante a natureza e os animais, mas trouxe como compensação e noção de grupo, que transmitia maior poder de resistência do que o indivíduo isoladamente. O amor conjugal e o fraternal surgem nesse momento, segundo Rousseau. Entretanto, a facilidade da vida em grupo trouxe outro problema: a ociosidade e a busca por algo que desse sentido a vida, além do trabalho. Assim, o lazer se instituiu, porém, com o passar do tempo, o que era comodidade passou a ser visto como necessidade e novos conflitos surgiram, fazendo com que o homem ficasse mais infeliz pela privação das comodidades, do que feliz de possuí-las. Assim, segundo Rousseau, as desigualdades entre os homens têm como base a noção de propriedade privada e a necessidade de um superar o outro, numa busca constante de poder e riquezas, para subjugar os seus semelhantes. “O homem nasce bom, mas a sociedade o corrompe”.

Depois de ler o artigo acima de Geraldo Magela Machado sobre a “desigualdade entre os homens”, eu considerei que as reflexões de Jean Jacques Rousseau sobre as desigualdades humanas são bem mais aparentes neste século vinte e um. Qualquer indivíduo é avaliado pelo que ele possui mais que os demais. Parece mesmo que quem possui mais se julga melhor e superior dos que possuem menos ou nada possuem. Nisso, mesmo disfarçado e sendo inefável, pode existir o desprezo entre os que têm pelos que nada ou quase nada têm e a inveja dos que nada tem pelos que tudo tem. Nesta sociedade “insociável” (risos) o “ter” é muito mais relevante do que o “ser”. “A quem tem tudo lhe será dado e a quem nada tem tudo lhe será tirado”. Essa parece ser a norma vigente (risos).
                                                                                     Altino Olimpio








America Latrina em destaque





Este mundo cada vez mais imundo, coitado. Não pouco são os homens, que, encontrando-se numa posição de comando ou de poder ditar ordens, são eles nascidos, como parece, apenas com o objetivo de deturpar e até desgraçar com as vidas de seus semelhantes. Agora a novidade surpreendente de refrear o povo com uma severa punição vem lá da Bolívia. Seu principal mandatário, o “presidente” Evo Morales, ele propôs para seus “camaradas políticos” aprovarem um projeto ou nova lei que criminaliza a evangelização e penaliza por sete a doze anos de prisão quem pratica o recrutamento de pessoas para que elas pertençam a alguma organização religiosa. Como já dizem, isso seria para quem for flagrado evangelizando, seja evangélico ou católico.

O Deus do comunismo Karl Marx que têm seus santos espalhados pelo mundo, inclusive aqui no Brasil, ele propagou um slogan bem fácil de memorizar e de influenciar “Religião é o ópio do povo”. E o futebol é o que do povo? Distração, frustração, paixão, alienação, satisfação? E a política atual é o que do povo? Decepção, rejeição, solução, podridão, avacalhação? Talvez o Evo Morales que foi líder sindical dos cocaleros queira o retorno da religião indígena: Deus sol, Deus lua, Deus trovão e etc.

Quando o argentino Papa Francisco esteve na Bolívia em 2015, o Evo presenteou-o com um crucifixo estranho para qualquer pessoa fã da democracia. O crucifixo de madeira tem um Jesus pregado sobre uma foice e um martelo. Seria um símbolo do comunismo que o Papa agradeceu ao recebê-lo de presente e levou-o para o Vaticano? E agora Zé Mané? Com essa tentativa do Evo proibir manifestações religiosas, quer dizer, de proibir a evangelização, tal proibição afetaria também à religião católica além da religião evangélica? Se afetar, o que o Papa deveria fazer agora com o aquele crucifixo estranho, anormal, descomunal? Adivinhem!

De um tempo pra cá, temos tido contra nós leis que afetam a nossa liberdade. Se a “coisa” continuar assim, logo vão proibir de soltar pum. Para cada pum um ano de cadeia. Coitado de quem comer muito feijão e batata doce, pois seria penalizado com prisão perpétua (risos). Entretanto, o índio Morales ao invés de presentear o Papa com um objeto estranho e tão moderno, ele deveria tê-lo presenteado com o fumar do cachimbo da paz para não perturbá-la. Índio Morales, como antigamente se falava aqui no Brasil “é o fim da picada” o teu presente ao Papa.
                                                                     
                                                                           Altino Olimpio